Cerimônia em Londres: a grande noite se aproxima

A contagem regressiva já começou. Daqui a menos de duas semanas, a elite do futebol mundial se reunirá em Londres para a prestigiada cerimônia do Ballon d’Or. Como acontece todos os anos, o suspense vai até a abertura dos envelopes, e a edição de 2026 desperta um interesse especial pela variedade de posições representadas entre os indicados.

O regulamento: um defensor pode vencer?

A resposta é sim. O regulamento oficial do Ballon d’Or não faz distinção entre posições: o prêmio reconhece o melhor jogador ou a melhor jogadora da temporada com base no conjunto de suas atuações. Portanto, os 30 indicados à categoria masculina concorrem em igualdade de condições, e jogadores de qualquer posição têm a possibilidade de conquistar o principal prêmio individual do futebol.

O que diz a história: as três lendas que venceram

Apesar dessa igualdade, a história mostra como é difícil para um defensor conquistar o troféu. Em sete décadas de premiação, apenas três jogadores que atuavam nessa posição venceram o Ballon d’Or:

Franz Beckenbauer

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Franz Beckenbauer (1972 e 1976): revolucionou a posição de líbero e se tornou o grande maestro do Bayern de Munique e da seleção alemã.

Matthias Sammer

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Matthias Sammer (1996): líder da seleção alemã campeã da Eurocopa de 1996, o jogador do Borussia Dortmund se destacou pela liderança e pela regularidade ao longo do ano.

Fabio Cannavaro

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Fabio Cannavaro (2006): capitão de uma seleção italiana que sofreu apenas dois gols durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, o zagueiro teve uma atuação marcante no torneio e se tornou o último defensor a conquistar o prêmio até hoje.

Os pódios recentes

Nos últimos anos, vários defensores mostraram que podem disputar as primeiras posições do ranking mundial. O exemplo mais marcante é o de Virgil van Dijk, em 2019. Depois de uma temporada excepcional, coroada com o título da Liga dos Campeões pelo Liverpool, o zagueiro holandês terminou em segundo lugar no Ballon d’Or, apenas sete pontos atrás de Lionel Messi, o vencedor. Outros grandes nomes da posição, como Roberto Carlos, segundo colocado em 2002, e Paolo Maldini, terceiro em 1994 e 2003, também chegaram perto do topo nos melhores momentos de suas carreiras.

Os nove defensores indicados ao Ballon d’Or de 2026

Mais uma vez, os defensores marcam presença entre os 30 finalistas da categoria masculina. Nove jogadores da posição foram selecionados pelo júri para a edição de 2026:

Pau Cubarsí (Barcelona / Espanha)

Achraf Hakimi (Paris Saint-Germain / Marrocos)

Marquinhos (Paris Saint-Germain / Brasil)

Nuno Mendes (Paris Saint-Germain / Portugal)

William Saliba (Arsenal / França)

Dayot Upamecano (Bayern de Munique / França)

Willian Pacho (Paris Saint-Germain / Equador)

Gabriel (Arsenal / Brasil)

Marc Cucurella (Real Madrid / Espanha)

Com atuações de destaque por seus clubes e seleções nos últimos meses, esses nove jogadores representam diferentes perfis da defesa moderna. Resta saber se algum deles conseguirá desafiar a história e entrar para o seleto grupo de defensores que já conquistaram o Ballon d’Or.