Omar Sivori, 1962 - Eliminado na fase de grupos
Na Copa de 1962, no Chile, o atacante da Juventus tornou-se o primeiro vencedor do Ballon d’Or a disputar uma Copa. Quatro anos antes, a grande ausência tinha sido a de Alfredo Di Stéfano, já que a Espanha, de forma surpreendente, não conseguiu se classificar.
Em dezembro de 1961, Sivori conquistou o Ballon d'Or depois de conduzir a Juventus a dois títulos consecutivos da Serie A. No entanto, seis meses depois, na América do Sul, o temido atacante não conseguiu repetir o mesmo desempenho, e a Itália acabou eliminada ainda na fase de grupos.
Eusébio, 1966 - Semifinalista e vencedor da Chuteira de Ouro
Eusébio não apenas conquistou o Ballon d'Or em 1965, como também terminou em segundo lugar nas edições de 1962 e 1966.
A lenda do Benfica foi definida por Di Stéfano como o “melhor jogador de todos os tempos” e correspondeu aos elogios ao marcar nove gols na Copa de 1966, incluindo dois contra o Brasil e quatro nas quartas de final.
Na histórica semifinal contra a seleção anfitriã, Eusébio enfrentou Bobby Charlton, que viria a sucedê-lo no Ballon d’Or. O inglês marcou duas vezes, enquanto Eusébio balançou as redes uma vez, em cobrança de pênalti.
Gianni Rivera, 1970 - Vice-campeão
O talentoso meia italiano era a própria elegância em campo e conquistou com méritos o Ballon d'Or no fim da década de 1960. Muitos o consideram até hoje o maior talento já produzido pela Itália.
Meses depois, sob o calor intenso do México, Rivera comandou uma excelente seleção italiana que teve o azar de cruzar com o Brasil em um de seus momentos mais brilhantes. Ainda assim, marcou o gol da vitória na prorrogação contra a Alemanha Ocidental na semifinal, decidindo uma partida emocionante que terminou com sete gols.
Johan Cruyff, 1974 - Vice-campeão
O mestre holandês conquistou o Ballon d’Or três vezes no início dos anos 1970 e chegou à Copa como a principal referência do Futebol Total, uma filosofia que desafiava a própria ideia de uma equipe ter posições rígidas ou uma estrutura fixa. Era um paradoxo que Cruyff ignorava com a mesma naturalidade com que deixava os adversários para trás.
A campanha da Holanda ficou marcada por uma transformação impressionante ao longo do torneio, e Cruyff brilhou durante toda a competição. No entanto, a incapacidade da equipe de abrir mão de seus princípios acabou cobrando um preço alto na final contra uma Alemanha Ocidental pragmática e implacável.
Karl-Heinz Rummenigge, 1982 - Vice-campeão
Como a Dinamarca de Allan Simonsen não conseguiu se classificar para a Copa de 1978, avançamos para 1982, quando o alemão, já bicampeão do Ballon d’Or, era considerado por muitos o atacante mais letal do futebol mundial.
O jogador do Bayern de Munique chegou à final empatado com Paolo Rossi na disputa pela Chuteira de Ouro. No entanto, foi o italiano quem brilhou na decisão, marcando um dos gols da vitória por 3 a 1 da Itália.
Michel Platini, 1986 - Eliminado na semifinal
A França chegou ao México como campeã europeia, enquanto Platini vivia o auge de sua carreira, tendo recebido seu terceiro Ballon d’Or consecutivo no fim de 1985.
Antes do início da competição, parecia apenas uma questão de tempo até que os Bleus conquistassem sua primeira Copa do Mundo.
Mas então veio a notícia da lesão do meio-campista. Uma distensão na virilha. Ele ainda podia jogar, mas sentindo dores e longe de sua melhor condição física.
Mesmo assim, seu talento foi suficiente para levar a França até a semifinal, com Platini marcando dois gols ao longo da campanha.
Marco van Basten, 1990 - Eliminado nas oitavas de final
Um roteiro já conhecido voltou a se repetir, com a Alemanha Ocidental frustrando mais uma vez os planos dos então campeões europeus e do atual vencedor do Ballon d’Or.
Desta vez, a vítima foi a Holanda, que acabou derrotada pela Die Mannschaft apesar de contar com Van Basten, o extraordinário atacante que acabara de receber o segundo de seus três Ballons d’Or.
Na prática, porém, a Oranje teve uma campanha decepcionante e nunca conseguiu encontrar seu melhor futebol ao longo do torneio.
Roberto Baggio, 1994 - Vice-campeão
Baggio conquistou a Bola de Prata na Copa de 1994 graças a uma série de atuações brilhantes que levaram a Itália até a final. Um dos momentos mais marcantes foi o belo chute colocado que garantiu a vitória sobre a Bulgária na semifinal.
Um artista que transformava o campo em sua tela, parece até cruel que tenha sido justamente ele a desperdiçar a cobrança de pênalti no Rose Bowl, em Pasadena. Talvez tenha sido uma forma de lembrar ao "Divine Ponytail" que, no fim das contas, ele também era humano.
Ronaldo, 1998 - Vice-campeão e vencedor da Bola de Ouro
Documentários e livros já foram produzidos para tentar explicar o drama que antecedeu a final da Copa de 1998. Primeiro, Ronaldo ficou fora da escalação devido a um misterioso problema de saúde. Depois, acabou confirmado entre os titulares.
No fim, o melhor jogador daquela Copa - tanto pelo impacto em campo quanto pela dimensão de sua figura - entrou em campo, mas estava longe de ser a força da natureza que havia encantado o mundo até então.
Michael Owen, 2002 - Eliminado nas quartas de final
Na França, em 1998, Owen se apresentou ao mundo com um gol antológico contra a Argentina, em uma arrancada individual que se tornou uma das imagens mais marcantes daquela Copa.
Quatro anos depois, a Inglaterra chegou à Coreia do Sul e ao Japão liderada pelo então vencedor do Ballon d’Or, um atacante extremamente prolífico que acumulava gols pelo Liverpool na Premier League.
Mas nem mesmo sua capacidade de finalização foi suficiente para impedir a classificação do Brasil em um duelo de quartas de final que acabou ficando marcado pelo inesquecível gol de longa distância de Ronaldinho.
Ronaldinho, 2006 - Eliminado nas quartas de final
A alegria e a criatividade de Ronaldinho foram recompensadas com o Ballon d’Or em 2005. Seus 225 pontos na votação refletiram uma temporada mágica, que incluiu 15 assistências apenas na La Liga.
Como parte de um ataque que a BBC classificou como "absurdo", a expectativa era de que o Brasil dominasse a Copa da Alemanha. No entanto, nada saiu como o esperado, e nenhum dos craques da equipe conseguiu brilhar.
Lionel Messi, 2010 - Eliminado nas quartas de final
Depois de conquistar o primeiro de seus nove Ballons d’Or, em dezembro de 2009, Messi desembarcou na África do Sul cercado por enorme expectativa.
Quatro anos antes, ele era o jovem prodígio que quebrava recordes de precocidade. Agora, já era uma superestrela mundial, um gigante do futebol apesar dos seus 1,70 m, liderando uma seleção argentina construída em torno de seu talento extraordinário.
A Albiceleste vinha fazendo uma campanha sólida até encontrar uma Alemanha avassaladora nas quartas de final. Messi foi bem marcado por Bastian Schweinsteiger, e a Argentina acabou dominada em uma partida de mão única.
Cristiano Ronaldo, 2014 - Eliminado na fase de grupos
Portugal conquistaria seu primeiro grande título apenas dois anos depois, na Eurocopa de 2016. Na Copa de 2014, porém, a campanha terminou de forma precoce, apesar de a seleção ser apontada por muitos como uma das possíveis surpresas do torneio.
Na estreia, os portugueses sofreram uma dura derrota por 4 a 0 para a Alemanha. Em seguida, empataram com os Estados Unidos e passaram a depender de uma vitória sobre Gana, além de uma combinação de resultados favoráveis. Conseguiram fazer sua parte, mas isso não foi suficiente para evitar a eliminação.
Cristiano Ronaldo, 2018 - Eliminado nas oitavas de final
Já com cinco Ballons d’Or na coleção e o título da Eurocopa brilhando em seu currículo, Cristiano Ronaldo chegou à Rússia determinado a conduzir Portugal à conquista do maior troféu do futebol.
E ele fez sua parte. Marcou quatro gols em quatro partidas e ajudou Portugal a avançar em um grupo complicado, que contava com Espanha, Marrocos e Irã.
Mais uma vez, porém, a seleção portuguesa não conseguiu transformar a empolgação em uma campanha mais longa. Nas oitavas de final, acabou eliminada pelo Uruguai logo em seu primeiro jogo de mata-mata.
Karim Benzema, 2022 - Fora da competição
Como a Copa de 2022, no Catar, foi disputada excepcionalmente no fim do ano, Benzema teria a distinção de chegar ao torneio como o vencedor mais recente do Ballon d’Or, com apenas dois meses de diferença entre a premiação e o início da competição.
No entanto, o atacante sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda poucos dias antes da estreia da França e acabou ficando fora da Copa.
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