A Copa de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, promete ser histórica por vários motivos. O principal deles, sem dúvida, é que ela deve representar o encerramento de uma era. O fim de uma das gerações mais marcantes que o futebol já viu.

Mais especificamente, este será o último grande palco mundial para uma geração de jogadores que dominou o Ballon d'Or ao longo das últimas décadas. Um verdadeiro ponto de virada na história do esporte.

As lendas que se despedem nesta edição chegarão em busca de mais um momento de glória com suas seleções e tentarão, uma última vez, escrever seus nomes entre os maiores vencedores do futebol mundial.

Nenhum deles estará na Copa apenas pelo peso da carreira construída. Todos seguem como referências de suas seleções e continuam preparados para competir em alto nível.

Com 40 anos ou próximos dessa marca, esses craques desafiam os limites impostos pelo futebol moderno. Por isso, esta Copa exigirá que o olhar vá além dos resultados e das estatísticas.

Cada partida será uma oportunidade rara de acompanhar jogadores que redefiniram suas posições em campo e elevaram o nível de excelência do futebol ao longo dos últimos 20 anos.

Neste artigo, relembramos alguns dos nomes que marcaram a história do Ballon d'Or e que, salvo uma surpresa sem precedentes, disputarão sua última Copa do Mundo.

As lendas que disputarão sua última Copa

  • Lionel Messi (39 anos)
  • Cristiano Ronaldo (41 anos)
  • Luka Modrić (40 anos)
  • Manuel Neuer (40 anos)
  • Guillermo Ochoa (40 anos)

Lionel Messi: a missão de defender a coroa

O primeiro grande nome desta lista é Lionel Messi. Dono de um recorde absoluto de oito Ballons d'Or e 16 indicações ao longo da carreira, o craque argentino tem sido um dos protagonistas da premiação há quase duas décadas.

Sua conquista mais recente foi impulsionada diretamente pela campanha histórica na Copa do Mundo de 2022, quando liderou a Argentina rumo ao título no Catar.

Agora, o capitão da seleção argentina se prepara para disputar sua sexta Copa do Mundo, uma marca que amplia ainda mais seu legado no futebol internacional. Às vésperas de completar 40 anos, Messi chega ao torneio como a principal referência técnica e também uma das grandes lideranças do elenco.

O objetivo é claro: defender o título conquistado em 2022 e tentar repetir o feito. Embora sua coleção já reúna praticamente todos os troféus possíveis, esta última participação em uma Copa representa a oportunidade perfeita para encerrar sua trajetória com a camisa albiceleste no mais alto nível.

Cristiano Ronaldo: em busca do último grande sonho

O próximo nome da lista é Cristiano Ronaldo. Com cinco Ballons d'Or e um recorde histórico de 18 indicações, o atacante português também foi uma das figuras centrais da premiação ao longo das últimas duas décadas.

Aos 41 anos, Cristiano se prepara para disputar sua sexta Copa do Mundo. Assim como Messi, alcançar esse número de participações é um feito reservado a pouquíssimos jogadores na história.

O craque chega ao torneio como capitão, principal referência ofensiva e líder absoluto da seleção portuguesa.

Seu objetivo é tão claro quanto ambicioso. A mentalidade competitiva que marcou toda a sua carreira o impulsiona a liderar Portugal na busca pelo único grande troféu que ainda falta em sua impressionante galeria: a Copa do Mundo.

Luka Modrić: a dívida que ainda resta à Croácia

O terceiro protagonista é Luka Modrić, o homem que fez história ao conquistar o Ballon d'Or de 2018 e interromper a hegemonia de Messi e Cristiano Ronaldo.

O meio-campista croata mostrou que o futebol de elite também recompensa inteligência tática, controle de jogo e liderança, tornando-se uma das figuras mais respeitadas do futebol moderno.

Aos 40 anos, Modrić chega a esta Copa carregando o sonho de um país inteiro. O capitão da Croácia esteve muito perto da glória máxima nas últimas edições, alcançando o histórico vice-campeonato na Rússia em 2018 - o mesmo ano em que venceu o Ballon d'Or - e o terceiro lugar no Catar em 2022.

Mesmo com o passar dos anos, o camisa 10 segue sendo o cérebro e o principal organizador da seleção croata. A Croácia volta mais uma vez para desafiar as grandes potências do futebol mundial, e esta Copa representa a última chance de Modrić quitar essa dívida que ainda permanece em aberto.

Manuel Neuer: o goleiro que voltou da aposentadoria

Fechamos esta lista com Manuel Neuer, um dos goleiros mais influentes da história do futebol. Ao longo de sua brilhante carreira, o alemão foi indicado cinco vezes ao Ballon d'Or.

Seu momento mais marcante na premiação coincidiu com a maior conquista coletiva de sua trajetória. Em 2014, ano em que conquistou a Copa do Mundo no Brasil, Neuer terminou no pódio do Ballon d'Or após revolucionar a forma como a posição de goleiro é interpretada dentro de campo.

Aos 40 anos, sua presença nesta Copa tem um componente especial. Depois de anunciar sua aposentadoria da seleção alemã, Neuer decidiu voltar atrás e retornar para defender seu país uma última vez em um grande torneio.

O retorno reforça não apenas sua excelente condição física, mas também a enorme importância que ele continua tendo dentro da equipe alemã. Seu objetivo é claro: liderar a Alemanha na tentativa de recolocar a seleção entre as principais potências do futebol mundial.

O ponto de virada: a chegada da próxima geração

A Copa do Mundo de 2026 não será lembrada apenas como o último capítulo dessas lendas. Ela também marcará a passagem de bastão para uma nova geração.

Enquanto Messi, Cristiano Ronaldo, Modrić e Neuer disputam seus últimos minutos em Copas do Mundo, uma nova safra de talentos já está pronta para assumir o protagonismo.

Nesse sentido, o torneio disputado na América do Norte servirá como a ponte perfeita entre o fim de uma era irrepetível e o início de um novo ciclo.

Nomes como Lamine Yamal, Desiré Doué, João Neves, Estêvão e Endrick já deixaram de ser apenas promessas. São jogadores que começam a consolidar seu espaço entre a elite do futebol mundial.

O futebol segue em frente, e a renovação é inevitável. A Copa de 2026 marcará o encerramento de uma geração que dominou o Ballon d'Or ao longo das últimas duas décadas, mas também abrirá caminho para um futuro que promete ser tão fascinante quanto o passado recente.