O fim de uma era está selado. Após a derrota por 2 a 0 para a Espanha na semifinal da Copa do Mundo de 2026, a França se prepara para uma mudança sísmica em sua comissão técnica.
Didier Deschamps, responsável por uma das fases mais vitoriosas da história da seleção francesa, deixou o cargo após a disputa pelo terceiro lugar contra a Inglaterra.
Seu sucessor, no entanto, já tem nome, sobrenome e um carisma que poucos no futebol mundial possuem: Zinédine Zidane.
O craque foi apresentado oficialmente em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, 28 de julho de 2026.
"Era isso que eu queria depois da minha passagem pelo Real Madrid. Recusei ofertas por esta oportunidade" - Zinédine Zidane.
O carisma de um Ballon d’Or no banco de reservas
A chegada de Zidane ao comando da França vai muito além de uma simples troca de treinador. Ela marca a ascensão de um vencedor do Ballon d’Or ao cargo de técnico de uma seleção.
Ao longo da história, o sucesso de jogadores que chegaram ao topo no nível individual nem sempre se refletiu em suas carreiras como treinadores, mas as exceções formam um grupo seleto.
Zidane, vencedor da Copa e do Ballon d’Or em 1998, passa a fazer parte de uma lista que inclui nomes como Johan Cruyff e Franz Beckenbauer.
Nesse sentido, Beckenbauer, o “Kaiser”, é a principal referência para Zizou.
O alemão não apenas conquistou o Ballon d’Or em 1972 e 1976, como também venceu a Copa como capitão, em 1974, e como treinador, em 1990.
Zidane, que já demonstrou sua capacidade ao conquistar três títulos consecutivos da Liga dos Campeões com o Real Madrid entre 2016 e 2018, agora tentará repetir o feito de Beckenbauer.
Ele já ganhou tudo como jogador da seleção e, agora, tentará levar a França novamente ao topo do futebol mundial como treinador.
O legado de Deschamps e o desafio de Zizou
Didier Deschamps deixa um legado difícil de igualar, que inclui o título da Copa de 2018 e o vice-campeonato em 2022.
No entanto, a atuação da equipe contra a Espanha em 2026 revelou sinais de desgaste. A França foi dominada no meio-campo e mostrou dificuldades para encontrar alternativas táticas durante a partida.
Com Zidane, a expectativa é por uma abordagem mais ofensiva e criativa.
Os analistas acreditam que Zizou poderá dar mais liberdade a jovens talentos como Michael Olise e Rayan Cherki, revitalizando um setor ofensivo que parecia travado nos últimos jogos sob o comando de Deschamps.
Além disso, sua experiência na gestão de elencos repletos de estrelas, como fez no Real Madrid, será fundamental para liderar a talentosa geração francesa no ciclo até 2030.
Próximos passos
O caminho de Zidane como treinador da seleção francesa já está definido.
Sua estreia acontecerá na Liga das Nações, no dia 25 de setembro, contra a Turquia.
Dias depois, pela mesma competição, enfrentará a Bélgica (29 de setembro) e a Itália (2 de outubro), antes de reencontrar os Diabos Vermelhos em 5 de outubro.
Para os torcedores franceses, o retorno do homem que marcou dois gols na final da Copa de 1998 representa a esperança de que a elegância que demonstrava com a bola nos pés se transforme em uma nova era de domínio tático para os Les Bleus.
Como será a trajetória de Zizou nesta nova etapa de sua carreira?