O Barcelona Femení acaba de coroar uma temporada perfeita. Daquelas que ficam na memória dos torcedores e na história de um clube dessa grandeza.

Depois de dominar o cenário nacional com os títulos da La Liga F, da Copa da Rainha e da Supercopa da Espanha, a equipe blaugrana alcançou um histórico “quadruplo” ao golear o Olympique de Lyon por 4 a 0 e conquistar novamente a Liga dos Campeões Feminina da UEFA.

O desafio deste sábado não era nada fácil: do outro lado estava o maior vencedor da história da competição (8 títulos) e o adversário que já tinha vencido duas finais contra o Barcelona no passado (2018-19 e 2021-22).

Resistência e tempestade: assim foi a vitória avassaladora do Barcelona

A final no Estádio Ullevaal, em Oslo, prometia ser equilibrada e cumpriu essa expectativa durante o primeiro tempo. No entanto, a dinâmica da partida mudou completamente na etapa final.

Durante os primeiros 45 minutos, o placar seguiu equilibrado, embora tenha sido a equipe francesa quem ditou o ritmo do jogo. O Lyon controlou o tempo e a posse de bola, obrigando o Barcelona a enfrentar uma partida disputada, na qual não conseguiu fazer a diferença antes do intervalo.

Mas o cenário mudou drasticamente no início do segundo tempo. O Barcelona voltou para o campo determinado a mostrar o nível avassalador que marcou toda a sua campanha e abriu uma vantagem importante.

O primeiro golpe veio aos 55 minutos, quando Ewa Pajor abriu o placar com uma finalização cruzada e abalou as francesas, que não conseguiram mais reagir.

E não parou por aí: a polonesa voltou a marcar apenas 15 minutos depois, ampliando o placar para 2 a 0 e deixando em situação muito complicada as maiores vencedoras da Liga dos Campeões Feminina.

Com a desvantagem no placar, o Lyon se viu obrigado a adiantar as linhas em busca de uma virada épica. Isso criou os espaços que o Barcelona precisava para jogar com mais liberdade e definir a partida nos minutos finais.

Nessa altura do jogo, com o resultado totalmente a seu favor, Alexia Putellas e Aitana Bonmatí, que dividiram entre si os últimos cinco Ballons d'Or, comandaram as ações e ditaram o ritmo para garantir a vitória.

E foi assim que, para coroar uma noite épica, Salma Paralluelo aproveitou as falhas defensivas do adversário e marcou dois gols aos 90 e 93 minutos, fechando o placar em 4 a 0 em uma vitória que ficará para a história da competição.

Uma dinastia indiscutível: o presente é blaugrana

Com essa nova conquista, o Barcelona chegou ao seu quarto título da Liga dos Campeões Feminina e igualou o Eintracht Frankfurt como o segundo clube mais vencedor da história da competição.

Mas, além disso, esse novo título também deixa clara a hegemonia do clube catalão nos últimos anos da principal competição europeia.

Mais precisamente, desde 2021, o Barcelona chegou à final de forma consecutiva, sendo derrotado apenas nas edições de 2021-22 (1 a 4 contra o Lyon) e 2024-25 (0 a 1 contra o Arsenal).