A conquista da Espanha na Copa do Mundo de 2026 confirmou a segunda estrela da história do país e consolidou de vez Rodri entre os grandes do futebol mundial.

Indicado ao Ballon d’Or de 2026 e recém-contratado pelo Barcelona, o meia teve um torneio histórico que redefiniu o papel do meio-campista central.

Rodri chegou até mesmo a superar os recordes estatísticos do lendário trio de meio-campistas formado por Xavi, Andrés Iniesta e Sergio Busquets.

No nível de Xavi, Iniesta e Busquets

Durante anos, o futebol espanhol considerou o nível alcançado pelo lendário meio-campo da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, um patamar praticamente impossível de repetir.

Rodri, no entanto, fez questão de provar exatamente o contrário.

Na final contra a Argentina e ao longo de toda a competição, o meia foi o metrônomo da seleção espanhola.

Organizou a equipe, ditou o ritmo da posse de bola e dominou o meio-campo com uma autoridade poucas vezes vista no futebol.

Sua capacidade de organizar o jogo coletivo colocou seu nome ao lado das maiores lendas do futebol espanhol, superando até mesmo algumas de suas marcas em volume de jogo e presença tática.

Um recorde para a eternidade

Essa superioridade de Rodri na Copa ficou evidente em números impressionantes.

Com mais de 650 passes certos ao longo da competição, o meia estabeleceu um recorde absoluto para um jogador em uma única edição da Copa do Mundo.

Com essa marca, Rodri superou seu próprio recorde da Copa do Catar de 2022 e a marca histórica de Xavi Hernández, que completou 630 passes na Copa da África do Sul em 2010.

Em outras palavras, nenhum jogador espanhol havia completado tantos passes quanto Rodri em uma mesma edição da Copa do Mundo.

O jogador de Madri manteve uma impressionante precisão de 93% nos passes e liderou o torneio no aspecto ofensivo, com 170 passes certos no último terço do campo.

Esses números, sem dúvida, ficarão para sempre registrados nos livros de história da Copa do Mundo.

A resiliência de um vencedor do Ballon d’Or

O sucesso de 2026 veio depois de Rodri superar o momento mais difícil de sua carreira.

Em setembro de 2024, uma grave lesão nos ligamentos do joelho o deixou afastado dos gramados por mais de oito meses, gerando dúvidas sobre sua capacidade de voltar ao mais alto nível.

O trabalho mental e a disciplina durante a recuperação permitiram que ele reencontrasse a grande forma que o levou a conquistar o Ballon d’Or em 2024.

Depois de disputar os oito jogos da Copa como titular absoluto e assumir a braçadeira de capitão da equipe campeã, o volante acabou com qualquer dúvida sobre sua condição física e sua liderança.

A chegada de Rodri ao Barcelona e sua presença entre os indicados ao Ballon d’Or de 2026 reforçam ainda mais a importância de um jogador único.

Ao liderar a Espanha até o topo do mundo e quebrar os recordes de passes da história do torneio, o meia voltou a colocar seu nome entre os grandes.

Uma verdadeira atuação lendária.