A Argentina esteve perto de conquistar o bicampeonato da Copa em 2026, mas acabou sofrendo uma derrota por 1 a 0 para a Espanha na final.

Embora não tenha sido sua Copa com mais jogos sem sofrer gols - foram apenas dois em oito partidas -, Emiliano Martínez voltou a mostrar toda a sua qualidade.

Mesmo atuando durante toda a competição com uma lesão em um dos dedos e sem perder um único minuto por amor à seleção argentina, "Dibu" fez uma atuação na final que ficará marcada na história.

O bicampeão do Troféu Yashin (2023 e 2024) voltou a confirmar seu lugar entre a elite ao estabelecer um recorde inédito, que dificilmente será igualado por outro goleiro.

Uma atuação histórica na final

Apesar da derrota por 1 a 0, o desempenho de Martínez na decisão alcançou números nunca antes vistos na história da Copa.

O argentino fez 11 defesas contra a Espanha e se tornou o goleiro com mais defesas registradas em uma única final de Copa do Mundo.

Além disso, "Dibu" fez mais defesas na final (11) do que o goleiro campeão, Unai Simón, somou durante toda a competição (10).

Essa atuação extraordinária também permitiu que Martínez terminasse a Copa empatado com Gregor Kobel e Diogo Costa como o terceiro goleiro com mais defesas no torneio.

Ranking dos goleiros com mais defesas na Copa de 2026:

  1. Orlando Gill (Paraguai): 28 defesas
  2. Eloy Room (Curaçao): 21 defesas
  3. Emiliano Martínez (Argentina): 20 defesas
  4. Gregor Kobel (Suíça): 20 defesas
  5. Diogo Costa (Portugal): 20 defesas
  6. Jordan Pickford (Inglaterra): 19 defesas
  7. Yassine Bounou (Marrocos): 19 defesas
  8. Vozinha (Cabo Verde): 18 defesas

As dúvidas sobre seu futuro na seleção argentina

Após a derrota para a Espanha, Emiliano Martínez usou as redes sociais para compartilhar suas emoções e publicou uma mensagem que preocupou os torcedores argentinos.

Abalado com o resultado, o goleiro expressou a frustração da equipe e até deixou em aberto a possibilidade de se aposentar da seleção:

"Sonhei que voltaríamos a ganhar, sonhei em levar o troféu para a Argentina e fazer história mais uma vez. Sinto muito, de verdade... Dei o meu melhor para ajudar meu país e meus companheiros."

Na sequência, escreveu o que ninguém queria ler: "A verdade é que essa dor é difícil de explicar. Agora é hora de refletir sobre muitas coisas, entender como seguir em frente e se chegou o momento de dar um passo para o lado."

Agora, chegou a hora de reflexão tanto para Martínez quanto para toda a seleção argentina. O próprio Lionel Scaloni também deixou dúvidas sobre sua permanência no comando da equipe.

Independentemente do que acontecer nos próximos meses, o legado deixado por essa geração já é inesquecível.

Esse grupo devolveu a esperança e a glória para uma Argentina que já tinha se acostumado a passar anos sem comemorar grandes títulos.

Sem dúvida, essa equipe ficará para a história.