A Copa do Mundo de 2026 vem conquistando a atenção do planeta com grandes atuações e o poder ofensivo de estrelas como Lionel Messi, Erling Haaland, Kylian Mbappé e Harry Kane, entre outros.

Mas os gols não foram os únicos protagonistas do torneio... Debaixo das traves, a competição também foi marcada por defesas espetaculares e atuações decisivas de diversos goleiros.

Muitos deles, que já foram indicados ao Ballon d'Or ou ao Troféu Yashin, provaram mais uma vez que pertencem à elite da posição e responderam à altura nos momentos de maior pressão.

Outros, por sua vez, surgiram como grandes revelações, surpreendendo o mundo e protagonizando histórias de heroísmo que ficarão eternamente marcadas na memória da Copa.

Todos eles proporcionaram momentos inesquecíveis e tiveram papel fundamental para que esta edição seja lembrada como a 'Copa dos Goleiros'.

Por isso, vamos relembrar os 10 goleiros que deixaram sua marca na Copa de 2026 e entender por que foram tão importantes para suas seleções.

Jordan Pickford (Inglaterra)

Jordan Pickford usou toda a sua experiência para ajudar a Inglaterra a chegar às quartas de final, liderando a defesa dos «Three Lions» na conquista do Grupo L e em partidas decisivas de enorme tensão.

Ao longo da campanha, o goleiro entrou para a história ao igualar o recorde de participações em Copas do Mundo do lendário Peter Shilton, além de reforçar seu status como titular absoluto da seleção inglesa.

Orlando Gill (Paraguai)

Orlando Gill protagonizou uma das histórias mais marcantes desta Copa ao levar o Paraguai até as oitavas de final, onde acabou eliminado pela França por uma diferença mínima.

Seu grande momento aconteceu nas oitavas, quando teve uma atuação de gala: foram seis defesas decisivas contra a Alemanha e duas cobranças de pênalti defendidas em uma disputa histórica que parou o mundo.

Além disso, Gill é o goleiro com mais defesas no torneio até agora, com 28 intervenções. Sem dúvida, o goleiro do San Lorenzo de Almagro é uma das grandes surpresas desta Copa.

Diogo Costa (Portugal)

Indicado ao Troféu Yashin em 2024, Diogo Costa teve atuações seguras que ajudaram Portugal a chegar às oitavas de final, especialmente na vitória contra a Croácia.

Na partida decisiva, o goleiro português fez cinco defesas fundamentais para manter a vantagem mínima no placar e mostrou enorme segurança antes de sua equipe ser derrotada por 1 a 0 pela Espanha na fase seguinte.

Com 20 defesas ao longo da competição, Diogo Costa ocupa atualmente a terceira posição entre os goleiros com mais defesas na Copa de 2026.

Gregor Kobel (Suíça)

Indicado ao Troféu Yashin em 2024, Gregor Kobel assumiu com autoridade o papel de líder da defesa suíça e se tornou uma das principais razões para a campanha da seleção até as quartas de final.

O goleiro mostrou sua qualidade ao manter a baliza inviolada contra a Argélia nas oitavas e, depois, resistiu a um empate sem gols diante da Colômbia antes de garantir a classificação na disputa de pênaltis.

Unai Simón (Espanha)

Outro indicado ao Troféu Yashin, Unai Simón vem mantendo um nível de excelência no gol da Espanha e já entrou para a história da Copa do Mundo ao quebrar um recorde histórico da competição.

O goleiro do Athletic Bilbao chegou a 519 minutos consecutivos sem sofrer gols, tornando-se o dono da maior sequência de invencibilidade de um goleiro na história do Mundial.

Além disso, até o momento, ainda não foi vazado e acumula cinco jogos consecutivos sem sofrer gols até as quartas de final. Uma campanha de muita consistência, também impulsionada pelo excelente trabalho defensivo da equipe.

Yassine Bounou (Marrocos)

Indicado ao Ballon d'Or e ao Troféu Yashin, Yassine Bounou voltou a ser a grande referência de Marrocos em mais uma campanha histórica de Copa do Mundo, marcada pela classificação da seleção para as quartas de final.

O goleiro marroquino brilhou com defesas espetaculares ao longo do torneio, incluindo a cobrança de pênalti defendida contra Crysencio Summerville na disputa diante da Holanda, nas oitavas de final.

Se Marrocos chegou tão longe nesta Copa, muito se deve à segurança de Bono debaixo das traves. Uma verdadeira lenda do futebol do país.

Thibaut Courtois (Bélgica)

Três vezes indicado ao Ballon d'Or, Thibaut Courtois mostrou que sua qualidade continua intacta e foi uma peça fundamental para a Bélgica avançar até as quartas de final.

Vencedor do Troféu Yashin em 2022, o goleiro sustentou os 'Diabos Vermelhos' com defesas incríveis, ajudando a equipe a conquistar o Grupo G e, posteriormente, superar os anfitriões Estados Unidos nas oitavas de final.

Sua presença continua sendo um dos grandes diferenciais que mantêm a Bélgica como uma ameaça real na competição, naquela que deve ser a última Copa da chamada 'geração de ouro' do futebol belga.

Raúl Rangel (México)

O goleiro mexicano encarou com personalidade a enorme pressão de ser um dos anfitriões do torneio e de assumir a vaga deixada pelo histórico Guillermo "Memo" Ochoa como titular da seleção.

Com grandes atuações, Rangel ajudou o 'Tri' a conquistar o Grupo A e manteve a defesa invicta em quatro partidas consecutivas, tornando-se um dos grandes nomes no lendário Estádio Azteca até as oitavas de final.

Embora a excelente campanha tenha chegado ao fim após a derrota para a Inglaterra, o desempenho de Rangel deixou uma forte impressão internacional e consolidou seu lugar no gol mexicano para o futuro.

Vozinha (Cabo Verde)

O carismático goleiro de Cabo Verde se tornou uma das grandes sensações desta Copa ao conduzir sua seleção a uma classificação histórica para as oitavas de final.

O experiente goleiro parou a Espanha em um memorável empate sem gols e fez sete defesas espetaculares contra a Argentina, antes de se despedir da competição de forma honrosa na prorrogação.

Como curiosidade, Vozinha terminou sua participação na Copa com mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais. Sem dúvida, uma das maiores revelações do torneio.

Ronwen Williams (África do Sul)

O capitão da África do Sul, indicado ao Troféu Yashin, teve uma excelente campanha e liderou sua seleção até as oitavas de final da competição.

E, como se isso não bastasse, Ronwen Williams ainda entrou para a história ao estabelecer um recorde impressionante na Copa: completou 77 passes certos na partida contra o Canadá.

Fora desta lista, outros goleiros também merecem uma menção especial pelas grandes atuações que tiveram ao longo da Copa.

É o caso de Ørjan Nyland (Noruega), Lionel Mpasi (República Democrática do Congo), Eloy Room (Curaçao), Zion Suzuki (Japão), Mostafa Shobeir (Egito) e Alireza Beiranvand (Irã).

Ainda restam as fases decisivas desta Copa, e não há dúvida de que os goleiros terão um papel fundamental no destino de suas seleções.

Na verdade, muitos deles podem acabar sendo os responsáveis por definir até onde suas equipes chegarão na luta pelo título.

Mas afinal, quem vai conquistar a Luva de Ouro desta Copa do Mundo?