A Espanha venceu a Bélgica por 2-1 num jogo extremamente renhido e garantiu a sua qualificação para as meias-finais do Mundial, onde irá defrontar a França.

16 anos depois, a seleção nacional volta a estar entre as quatro melhores de um torneio mundial. A última vez que o conseguiu foi na África do Sul 2010, edição em que acabou por levantar o troféu.

O grande herói do dia voltou a ser Mikel Merino. O médio surgiu com a sua habitual magia no final do jogo para marcar o golo da vitória e desencadear a loucura espanhola.

No entanto, o caminho para a vitória começou a traçar-se já na tábua tática. Luis de la Fuente surpreendeu ao colocar Fabián Ruiz no onze inicial, em substituição de Pedri, uma aposta arriscada que acabou por lhe dar razão.

O jogador do PSG não só controlou com perspicácia o meio-campo, como também foi responsável por abrir o marcador, justificando assim a confiança do treinador.

Com este resultado, Fabián Ruiz, que foi nomeado para o prémio «Ballon d'Or» em 2025, ampliou um recorde impressionante: já soma 48 jogos pela Seleção Absoluta e nunca conheceu a derrota.

Sempre que ele joga, a Espanha não perde. Sim... Praticamente, tornou-se uma espécie de talismã para a Seleção Espanhola desde que disputou o seu primeiro jogo internacional.

Os números de Fabián Ruiz na Seleção Espanhola

Para perceber a magnitude da sua série com a camisola da seleção, basta olhar para a eficácia que as suas estatísticas revelam:

  • Jogos disputados: 48

  • Vitórias: 33

  • Empates: 15

  • Derrotas: 0

  • Golos marcados: 7

O homem dos golos decisivos

Para além da sua imbatibilidade e da sua capacidade de controlar o meio-campo, Fabián Ruiz desenvolveu um faro especial para marcar golos importantes.

Não é um goleador habitual, mas quando marca, deixa uma marca indelével.

A memória mais recente remonta ao Euro 2024, um torneio em que se consagrou como uma das grandes figuras da competição.

Nessa competição, marcou um golo espetacular contra a Croácia na estreia e voltou a destacar-se nos oitavos de final contra a Geórgia, com um cabeceamento decisivo para dar início à reviravolta.

Este golo contra a Bélgica nos quartos-de-final do Mundial vem somar-se à sua lista de intervenções decisivas.

A Espanha celebra a qualificação com o golo no último suspiro de Merino, mas sabe que ter Fabián Ruiz em campo é, estatisticamente, a sua maior garantia.

Agora, vem a França, talvez a principal candidata a conquistar o título do Mundial de 2026.

Será, sem dúvida, um duelo de alta tensão entre duas potências que tentarão dar o máximo para conquistar mais uma estrela.

Será que Fabián vai jogar contra a seleção francesa para não quebrar a tradição?