O desempenho pelos clubes, sem dúvida, tem um peso enorme, assim como a capacidade do atleta de levar sua equipe a grandes conquistas em competições nacionais e continentais.

Mas a trajetória pela seleção também exerce uma influência importante. Os títulos conquistados com seu país não apenas podem ser decisivos na disputa pelo prêmio, como também ajudam a eternizar o nome de um jogador na memória dos torcedores como um dos maiores da história.

Pensando nisso, analisamos todos os vencedores únicos do Ballon d'Or desde a primeira edição da cerimônia, em 1956, para descobrir quem teve a trajetória mais marcante com a camisa da seleção.

Stanley Matthews (vencedor em 1956) - Inglaterra

Stanley Matthews, vencedor do primeiro Ballon d'Or, em 1956, teve uma longa trajetória de 23 anos pela seleção inglesa. Nesse período, conquistou nove títulos do British Home Championship, sendo três deles divididos com outras seleções.

Duas de suas atuações mais marcantes aconteceram contra a Itália. A primeira foi na famosa e violenta "Batalha de Highbury", em novembro de 1934, quando a Inglaterra - que havia retornado recentemente à FIFA após deixar a entidade em 1928 - derrotou a então campeã da Copa. A segunda veio na histórica vitória por 4 a 0 sobre os italianos, em Turim, em maio de 1948, o maior triunfo da Inglaterra fora de casa contra a seleção italiana.

Matthews disputou as Copas de 1950 e 1954. Embora tenha participado das eliminatórias para a edição de 1958 já com mais de 40 anos, acabou ficando fora da convocação final para o torneio.

Alfredo Di Stéfano (vencedor em 1957 e 1959) - Argentina, Colômbia e Espanha

Alfredo Di Stéfano é um dos poucos vencedores do Ballon d’Or que defenderam mais de uma seleção ao longo da carreira. Primeiro, representou a Argentina, seu país natal, e conquistou o Campeonato Sul-Americano de 1947.

Depois de passar pela Colômbia, onde também disputou amistosos pela seleção local, Di Stéfano se naturalizou espanhol em 1956 e passou a vestir a camisa da Espanha. Pela La Roja, marcou 23 gols e se tornou um dos maiores artilheiros da história da seleção, empatado com Sergio Ramos.

Mesmo sem nunca ter disputado uma Copa, Di Stéfano construiu uma trajetória internacional marcante e continua sendo considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Raymond Kopa (vencedor em 1958) - França

A trajetória de Raymond Kopa pela seleção francesa ficou marcada principalmente pela Copa do Mundo de 1958. Com três gols no torneio, ele foi um dos grandes destaques da campanha que levou a França até as semifinais.

Os franceses acabaram eliminados pelo Brasil, mas terminaram a competição na terceira colocação, com Kopa sendo escolhido para a seleção do torneio.

O Troféu Kopa do Ballon d’Or, entregue ao melhor jogador sub-21 do mundo a cada temporada, recebeu esse nome em homenagem ao ídolo francês.

Luis Suárez (vencedor em 1960) - Espanha

Luis Suárez representou a Espanha nas Copas de 1962 e 1966. Ele também foi uma das principais peças da equipe que conquistou a primeira Eurocopa da história do país, em 1964, sendo escolhido para a seleção do torneio.

Esse permaneceu como o único grande título internacional da Espanha por 44 anos, até a conquista da Eurocopa de 2008.

Mao (Presse Sports)

Omar Sívori (vencedor em 1961) - Argentina e Itália

Omar Sívori iniciou sua trajetória internacional pela Argentina, onde fez parte do famoso trio de ataque Caras Sucias, ao lado de Humberto Maschio e Antonio Angelillo.

Juntos, eles levaram a Albiceleste ao título do Campeonato Sul-Americano de 1957, em uma campanha dominante que contou com uma vitória marcante por 3 a 0 sobre o Brasil. Sívori foi eleito o melhor jogador da competição, um ano depois de terminar como artilheiro do Campeonato Pan-Americano de 1956.

Após se transferir para o futebol italiano em 1957, Sívori foi impedido pela Federação Argentina de voltar a defender a seleção. Graças à sua ascendência italiana, conseguiu a cidadania do país e passou a representar a Azzurra.

Ele disputou a Copa de 1962 pela Itália, mas a equipe acabou eliminada ainda na fase de grupos.

Josef Masopust (vencedor em 1962) - Tchecoslováquia

Josef Masopust foi um dos maiores nomes da história do futebol da Tchecoslováquia.

Após conquistar a Copa Internacional da Europa Central em 1960, liderou sua seleção ao terceiro lugar na Eurocopa daquele ano e foi escolhido para a seleção do torneio. Dois anos depois, comandou a histórica campanha da Tchecoslováquia até a final da Copa de 1962.

Na decisão contra o Brasil, Masopust abriu o placar, mas sua equipe acabou derrotada por 3 a 1. Mesmo com o vice-campeonato, recebeu a Bola de Prata da competição e foi novamente incluído na seleção do torneio.

A Tchecoslováquia não conseguiu se classificar para a Copa de 1966, ano em que Masopust disputou sua última partida pela seleção.

Com 63 jogos, ele divide com Ivo Viktor o posto de sexto jogador com mais partidas pela Tchecoslováquia.

Lev Yashin (vencedor em 1963) - União Soviética

Lev Yashin é o maior nome da história da seleção da União Soviética. Único goleiro a conquistar o Ballon d’Or e inspiração para o Troféu Yashin, entregue desde 2019 ao melhor goleiro do mundo na cerimônia, ele marcou época com a camisa soviética.

Yashin ajudou a União Soviética a conquistar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1956 e o título da primeira edição da Eurocopa, em 1960, quando também foi eleito o melhor goleiro da competição. Quatro anos depois, recebeu novamente essa honraria na Eurocopa de 1964, após levar sua seleção ao vice-campeonato.

Na Copa de 1966, comandou a melhor campanha da União Soviética na história do torneio, com a equipe terminando na quarta colocação.

Com 74 partidas, Yashin é o sexto jogador com mais jogos pela seleção soviética.

Denis Law (vencedor em 1964) - Escócia

Pela Escócia, Denis Law conquistou seis títulos do British Home Championship entre 1962 e 1972, sendo três deles divididos com outras seleções.

Seu momento mais marcante com a camisa da seleção aconteceu em abril de 1967, quando marcou um dos gols da vitória por 3 a 2 sobre a Inglaterra, apenas um ano depois de os ingleses conquistaram a Copa do Mundo de 1966.

Law disputou uma partida pela Escócia na Copa do Mundo de 1974. Após a eliminação ainda na fase de grupos, encerrou sua carreira internacional.

Até hoje, ele divide com Kenny Dalglish o posto de maior artilheiro da história da seleção escocesa, com 30 gols.

Eusébio (vencedor em 1965) - Portugal

Nascido em Moçambique, Eusébio se tornou um dos maiores nomes da história da seleção portuguesa.

Seu principal momento com Portugal aconteceu na Copa de 1966, quando liderou a equipe ao terceiro lugar - a melhor campanha do país na competição. Durante o torneio, marcou nove gols, ajudando Portugal a vencer o Brasil e protagonizando uma virada histórica por 5 a 3 sobre a Coreia do Norte, após sair perdendo por 3 a 0.

Como reconhecimento, terminou a Copa como artilheiro, recebeu a Bola de Bronze e foi incluído na seleção do torneio.

Anos depois, também ajudou Portugal a conquistar o vice-campeonato da Taça da Independência de 1972.

Com 41 gols (embora algumas fontes apontem 42), Eusébio segue como o terceiro maior artilheiro da história da seleção portuguesa, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Pauleta.

(Presse Sports)

Bobby Charlton (vencedor em 1966) - Inglaterra

Poucos jogadores representam tanto a história da seleção inglesa quanto Bobby Charlton.

O grande momento de sua trajetória pelos Three Lions aconteceu na Copa de 1966. Jogando em casa, Charlton foi uma das principais lideranças da equipe que conquistou o primeiro - e até hoje único - título mundial da Inglaterra, com a vitória sobre a Alemanha Ocidental na final.

Antes disso, ajudou a seleção a conquistar o British Home Championship em 1958, o primeiro de dez títulos que venceria pela Inglaterra, sendo cinco deles compartilhados com outras seleções.

Em 1968, contribuiu para o terceiro lugar da Inglaterra na Eurocopa e, dois anos depois, disputou sua quarta Copa, tornando-se o primeiro jogador inglês a alcançar esse feito.

Com 49 gols, Charlton foi por décadas o maior artilheiro da história da Inglaterra e atualmente ocupa a terceira posição no ranking. Com 106 partidas, também está entre os jogadores com mais jogos pela seleção.

Flórián Albert (vencedor em 1967) - Hungria

Único jogador húngaro a conquistar o Ballon d’Or, Flórián Albert construiu uma trajetória de destaque pela seleção da Hungria.

Ele conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1960, terminou a Copa de 1962 como um dos artilheiros da competição e foi incluído na seleção do torneio na Eurocopa de 1964, quando a Hungria ficou com o terceiro lugar, e na Copa de 1966.

Na Copa de 1966, sua atuação contra o Brasil, então atual campeão mundial, foi um dos grandes momentos de sua carreira. A Hungria venceu a partida, e Albert recebeu uma longa salva de palmas pelo seu desempenho.

Em sua última grande competição internacional, a Eurocopa de 1972, ajudou a seleção a terminar na quarta colocação.

Com 31 gols, Albert é o décimo maior artilheiro da história da seleção húngara.

George Best (vencedor em 1968) - Irlanda do Norte

Embora tenha alcançado enorme sucesso pelos clubes, George Best não teve o mesmo destaque pela seleção da Irlanda do Norte.

Mesmo sem disputar uma Copa - sendo considerado um dos maiores jogadores da história a nunca participar do torneio -, Best teve alguns momentos marcantes com a camisa da seleção.

Em 1964, ano de sua estreia pela equipe principal, conquistou o British Home Championship com a Irlanda do Norte.

O lance mais lembrado de sua trajetória internacional aconteceu em outubro de 1976, no empate por 2 a 2 contra a poderosa Holanda. Na partida, Best aplicou uma caneta em Johan Cruyff, vencedor de três Ballons d’Or.

Gianni Rivera (vencedor em 1969) - Itália

Gianni Rivera estreou pela seleção principal da Itália em 1962 e, poucos meses depois, se tornou o jogador mais jovem da história da Azzurra a marcar em uma partida oficial.

Após duas eliminações na fase de grupos das Copas de 1962 e 1966, Rivera permaneceu no elenco e foi convocado para a Eurocopa de 1968, disputada em casa. A Itália conquistou o título pela primeira vez em sua história.

Na Copa de 1970, no auge da carreira, Rivera foi um dos grandes nomes da seleção italiana que terminou como vice-campeã. Ao lado de Gigi Riva, formou uma dupla de ataque decisiva e marcou o gol da vitória na prorrogação sobre a Alemanha Ocidental na semifinal, no histórico "Jogo do Século".

Sua última partida pela Itália aconteceu na Copa de 1974, encerrando uma trajetória marcada pelo título europeu e pelo vice-campeonato mundial.

Gerd Müller (vencedor em 1970) - Alemanha Ocidental

Quando o assunto é grandes centroavantes da história do futebol europeu, poucos nomes têm tanto peso quanto Gerd Müller.

Ídolo do Bayern de Munique, Müller conquistou a Eurocopa de 1972 e a Copa de 1974 com a Alemanha Ocidental. Nas duas competições, terminou como artilheiro e foi incluído na seleção dos torneios.

Na final da Copa de 1974, disputada em Munique, marcou o gol da vitória sobre a Holanda de Johan Cruyff e encerrou sua trajetória internacional com o título mundial.

Seus números pela seleção impressionam: foram 68 gols em 62 partidas. Durante quase 40 anos, foi o maior artilheiro da história da Alemanha até ser superado por Miroslav Klose em 2014.

Com 68 gols, Müller segue como o segundo maior artilheiro da seleção alemã, atrás apenas de Klose, que marcou 71 vezes.

Johan Cruyff (vencedor em 1971, 1973 e 1974) - Holanda

Tricampeão do Ballon d’Or, Johan Cruyff revolucionou o futebol mundial ao popularizar o conceito de "Futebol Total" ao lado do técnico Rinus Michels na década de 1970.

Líder da Holanda na Copa de 1974, Cruyff comandou a equipe até a final e foi o grande destaque da campanha. Durante o torneio, apresentou ao mundo o famoso "Giro de Cruyff" e liderou a vitória sobre o Brasil na semifinal.

Pelo desempenho na competição, recebeu a Bola de Ouro da Copa e foi incluído na seleção do torneio.

Em 1976, conquistou o Tournoi de Paris com a seleção holandesa e levou a equipe ao terceiro lugar da Eurocopa. Com 33 gols, segue como o nono maior artilheiro da história da seleção da Holanda, empatado com Abe Lenstra.

Franz Beckenbauer (vencedor em 1972 e 1976) - Alemanha Ocidental

Bicampeão do Ballon d’Or, Franz Beckenbauer se tornou um dos maiores nomes da história da seleção da Alemanha Ocidental.

Ele começou a se destacar na Copa de 1966, quando foi eleito o melhor jogador jovem do torneio e conquistou a Chuteira de Bronze após a equipe terminar como vice-campeã.

Na Copa de 1970, teve atuações marcantes e ajudou a Alemanha Ocidental a terminar na terceira colocação. Em 1971, assumiu a braçadeira de capitão e, no ano seguinte, liderou a seleção ao título da Eurocopa de 1972, sendo escolhido para a seleção da competição.

Seu maior momento veio na Copa de 1974, quando comandou a Alemanha Ocidental ao título mundial em casa. Na final contra a Holanda, teve papel fundamental ao neutralizar Johan Cruyff e garantir a conquista.

Em 1976, voltou a disputar uma final de Eurocopa e foi novamente incluído na seleção do torneio.

Wilfried Witters (Presse Sports)

Oleg Blokhin (vencedor em 1975) - União Soviética

Embora não tenha conquistado títulos pela seleção da União Soviética, Oleg Blokhin deixou seu nome marcado na história do país.

Com 112 partidas, ele é o jogador que mais vezes vestiu a camisa da seleção soviética. Além disso, segue como o maior artilheiro de sua história, com 42 gols - incluindo gols marcados nas Copas de 1982 e 1986.

Allan Simonsen (vencedor em 1977) - Dinamarca

Allan Simonsen foi uma das principais peças da seleção dinamarquesa comandada por Sepp Piontek na década de 1980.

Durante as Eliminatórias para a Eurocopa de 1984, teve papel decisivo na histórica classificação da Dinamarca. Na partida contra a Inglaterra em Wembley, marcou de pênalti o gol da vitória por 1 a 0, resultado que garantiu a primeira participação do país em uma Eurocopa desde 1964.

A Dinamarca chegou às semifinais do torneio, mas Simonsen sofreu uma grave lesão logo na estreia e ficou fora do restante da competição.

Dois anos depois, fez parte da primeira participação da Dinamarca em uma Copa, disputando uma partida no torneio de 1986.

Kevin Keegan (vencedor em 1978 e 1979) - Inglaterra

Bicampeão do Ballon d’Or, Kevin Keegan foi um dos grandes líderes da seleção inglesa durante sua trajetória internacional.

Em 1976, recebeu a braçadeira de capitão e permaneceu como referência da equipe até sua aposentadoria da seleção após a Copa do Mundo de 1982. Sob sua liderança, comandou a Inglaterra na Eurocopa de 1980 e finalmente disputou uma Copa do Mundo em 1982, após ficar fora da edição de 1978.

Mesmo convivendo com uma lesão crônica nas costas, participou do torneio e encerrou sua carreira internacional após a eliminação inglesa na segunda fase.

Entre 1973 e 1982, Keegan conquistou quatro títulos do British Home Championship pela seleção.

Karl-Heinz Rummenigge (vencedor em 1980 e 1981) - Alemanha Ocidental

Karl-Heinz Rummenigge disputou três Copas do Mundo pela Alemanha Ocidental e foi vice-campeão em duas delas, em 1982 e 1986.

Durante sua trajetória pela seleção, marcou gols memoráveis em Mundiais, incluindo o hat-trick contra o Chile na Copa de 1982, o gol na prorrogação da semifinal contra a França no mesmo torneio e o gol na final da Copa de 1986 diante da Argentina.

Em 1982, foi um dos grandes destaques da competição, sendo incluído na seleção da Copa, além de conquistar a Chuteira de Prata e a Bola de Bronze.

Dois anos antes, também teve papel importante na conquista da Eurocopa de 1980 pela Alemanha Ocidental, sendo incluído na seleção do torneio.

Com 45 gols, Rummenigge é o sexto maior artilheiro da história da seleção alemã, empatado com Thomas Müller.

Paolo Rossi (vencedor em 1982) - Itália

Na Copa do Mundo de 1978, Paolo Rossi despontou como um dos melhores atacantes do mundo. Com a Itália terminando na quarta colocação, foi incluído na seleção do torneio e recebeu a Bola de Prata.

Após ficar fora da Eurocopa de 1980 por suspensão, Rossi voltou a tempo de disputar a Copa do Mundo de 1982 e protagonizou uma das campanhas individuais mais marcantes da história do torneio.

No mata-mata, marcou um hat-trick histórico contra o Brasil de Zico, Sócrates e Falcão nas quartas de final, fez dois gols na semifinal contra a Polônia e voltou a balançar as redes na final diante da Alemanha Ocidental.

Com esses feitos, liderou a Itália ao terceiro título mundial de sua história, terminou como artilheiro da competição, conquistou a Bola de Ouro da Copa e foi incluído na seleção do torneio pela segunda vez consecutiva.

Michel Platini (vencedor em 1983, 1984 e 1985) - França

Tricampeão do Ballon d’Or, Michel Platini se tornou um dos maiores nomes da história da seleção francesa.

Desde sua estreia pela equipe principal, em 1976, quando marcou um gol de falta, Platini rapidamente se destacou por sua visão de jogo e seus chutes de longa distância. Ele ajudou a França a disputar a Copa do Mundo de 1978 e foi um dos grandes protagonistas da campanha na Copa de 1982, que terminou com uma épica semifinal contra a Alemanha Ocidental.

Em 1984, como capitão, liderou a França ao primeiro grande título de sua história na Eurocopa, disputada em casa. Platini foi o artilheiro e eleito o melhor jogador da competição, marcando gols decisivos ao longo da campanha, incluindo na semifinal contra Portugal e na final diante da Espanha.

No ano seguinte, conquistou a Finalíssima contra o Uruguai. Na Copa do Mundo de 1986, ajudou a França a eliminar o Brasil nas quartas de final.

Com 41 gols, Platini é o quinto maior artilheiro da história da seleção francesa.

(Presse Sports)

Igor Belanov (vencedor em 1986) - União Soviética

Na Copa do Mundo de 1986, Igor Belanov foi um dos grandes destaques da União Soviética. Marcou quatro gols e deu seis assistências, incluindo um histórico hat-trick na derrota por 4 a 3 para a Bélgica nas oitavas de final. Pelo desempenho, recebeu a Chuteira de Bronze da competição.

Dois anos depois, também foi peça importante na campanha da União Soviética até a final da Eurocopa de 1988. Belanov terminou o torneio como o líder em assistências, mas a equipe acabou derrotada pela Holanda na decisão.

Ruud Gullit (vencedor em 1987) - Holanda

O grande momento de Ruud Gullit com a seleção holandesa veio na conquista da Eurocopa de 1988, o primeiro grande título da história do país.

Capitão da equipe comandada por Rinus Michels, Gullit marcou um dos gols da vitória sobre a União Soviética na final e se tornou o primeiro capitão da Holanda a levantar um troféu internacional. Pelo desempenho, foi incluído na seleção do torneio.

Na Eurocopa de 1992, apesar da eliminação nas semifinais para a Dinamarca, Gullit voltou a ser escolhido para a seleção da competição.

Com 17 gols pela Holanda, Gullit encerrou sua trajetória internacional como um dos maiores nomes da geração que conquistou o primeiro título importante da seleção.

Marco van Basten (vencedor em 1988, 1989 e 1992) - Holanda

Assim como Ruud Gullit, Marco van Basten foi um dos grandes protagonistas da histórica conquista da Holanda na Eurocopa de 1988.

Tricampeão do Ballon d’Or, marcou cinco gols no torneio, incluindo um hat-trick contra a Inglaterra na fase de grupos, o gol da vitória sobre a Alemanha Ocidental na semifinal e a inesquecível finalização de voleio na decisão contra a União Soviética.

Van Basten terminou a competição como artilheiro e melhor jogador da Eurocopa, além de ser incluído na seleção do torneio.

Na Eurocopa de 1992, mesmo sem marcar gols, voltou a integrar a seleção da competição após a Holanda ser eliminada pela Dinamarca na semifinal.

Ele também ficou marcado como um dos maiores atacantes da história a nunca marcar um gol em uma Copa do Mundo.

Lothar Matthäus (vencedor em 1990) - Alemanha Ocidental / Alemanha

Lothar Matthäus estreou pela seleção principal da Alemanha Ocidental na campanha do título da Eurocopa de 1980. Aos 19 anos, disputou uma partida no torneio e conquistou seu primeiro grande troféu internacional.

Na Copa do Mundo de 1986, já como titular, ajudou a Alemanha Ocidental a chegar à final, mas a equipe acabou derrotada pela Argentina de Diego Maradona.

Dois anos depois, como capitão, liderou a seleção na Eurocopa de 1988, disputada em casa, e foi incluído na seleção do torneio.

Seu grande momento foi na Copa do Mundo de 1990. Capitão da equipe, comandou a Alemanha Ocidental ao título mundial, tornando-se o último capitão da seleção antes da reunificação do país. Pelo desempenho, recebeu a Bola de Prata e foi incluído na seleção da competição.

Em 1998, disputou sua quinta Copa do Mundo, tornando-se apenas o segundo jogador da história a alcançar esse feito.

Com 150 partidas, Matthäus segue como o jogador que mais vezes defendeu a seleção alemã.

Jean-Pierre Papin (vencedor em 1991) - França

Jean-Pierre Papin viveu seu primeiro grande momento com a seleção francesa ao conquistar o Torneio de Toulon de 1985, terminando como artilheiro da competição.

Na Copa do Mundo de 1986, marcou dois gols e ajudou a França a conquistar o terceiro lugar. Durante a trajetória internacional, também teve papel importante nas campanhas de classificação para grandes torneios.

Com 30 gols, Papin divide com Just Fontaine o posto de nono maior artilheiro da história da seleção francesa, apenas um gol atrás de Zinedine Zidane.

Roberto Baggio (vencedor em 1993) - Itália

O primeiro grande torneio de Roberto Baggio pela seleção italiana foi a Copa do Mundo de 1990, disputada em casa. Durante a competição, marcou um dos gols mais bonitos do torneio contra a Tchecoslováquia e ajudou a Itália a terminar na terceira colocação.

Quatro anos depois, no auge da carreira, Baggio foi o grande protagonista da campanha italiana na Copa do Mundo de 1994. Após um início difícil, brilhou no mata-mata e marcou dois gols na semifinal contra a Bulgária, levando a Itália à final.

Mesmo com a derrota para o Brasil na decisão, recebeu a Bola de Prata e foi incluído na seleção do torneio.

Na Copa do Mundo de 1998, marcou na estreia contra o Chile e se tornou o primeiro jogador italiano a balançar as redes em três edições diferentes da competição.

Com 27 gols, Baggio é o quarto maior artilheiro da história da seleção italiana, empatado com Alessandro Del Piero.

Hristo Stoichkov (vencedor em 1994) - Bulgária

Hristo Stoichkov foi um dos grandes nomes da histórica campanha da Bulgária na Copa do Mundo de 1994.

Após marcar cinco gols nas eliminatórias e ajudar a seleção a voltar a disputar um grande torneio, brilhou no Mundial com seis gols, conquistando a Chuteira de Ouro e a Bola de Bronze, além de ser incluído na seleção da competição.

Seu momento mais marcante veio nas quartas de final, quando liderou a Bulgária na surpreendente vitória por 2 a 1 sobre a Alemanha, então atual campeã mundial.

Dois anos depois, também foi destaque na Eurocopa de 1996, sendo novamente escolhido para a seleção do torneio.

Com 37 gols, Stoichkov encerrou sua trajetória como um dos maiores artilheiros da história da seleção búlgara.

George Weah (vencedor em 1995) - Libéria

George Weah, primeiro jogador de uma seleção não europeia a conquistar o Ballon d’Or, foi o grande nome da Libéria por mais de uma década.

Apesar de nunca ter disputado uma Copa do Mundo, Weah ajudou seu país a alcançar a Copa Africana de Nações em 1996 e 2002.

Considerado um dos maiores jogadores da história a nunca disputar uma Copa, recebeu uma grande homenagem em 2008, quando voltou à seleção para um amistoso contra a Nigéria aos 51 anos. Após a partida, a camisa número 14 foi aposentada em sua homenagem.

Com 18 gols, Weah segue como o maior artilheiro da história da seleção da Libéria. Com 75 partidas, é também o segundo jogador que mais vezes defendeu o país.

Matthias Sammer (vencedor em 1996) - Alemanha Oriental / Alemanha

Matthias Sammer fez parte das seleções da Alemanha Oriental que conquistaram a Eurocopa Sub-18 de 1986 e terminaram na terceira colocação do Mundial Sub-20 de 1987.

Capitão da Alemanha Oriental em sua última partida oficial, em 1990, marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre a Bélgica antes de estrear pela recém-formada seleção unificada da Alemanha.

Seu grande momento pela equipe nacional veio na Eurocopa de 1996. Sammer foi um dos líderes da campanha do título alemão e foi eleito o melhor jogador da competição.

Sua última partida pela seleção aconteceu em 1997, após uma lesão impedir sua participação na Copa do Mundo de 1998.

Ronaldo (vencedor em 1997 e 2002) - Brasil

Aos 17 anos, Ronaldo fez parte da delegação brasileira na Copa do Mundo de 1994, conquistada pelo Brasil pela quarta vez, embora não tenha entrado em campo.

Depois, conquistou a Copa América de 1997 e 1999, além da primeira Copa das Confederações da história da seleção em 1997. Também foi eleito o melhor jogador da Copa América de 1997 e formou uma histórica dupla de ataque com Romário, conhecida como "Ro-Ro".

Na Copa do Mundo de 1998, liderou o Brasil até a final, com quatro gols e três assistências, recebeu a Bola de Ouro do torneio e foi incluído na seleção da competição.

Após uma grave lesão no joelho, protagonizou uma das maiores recuperações da história do futebol na Copa de 2002. Ao lado de Rivaldo e Ronaldinho nos "Três R", comandou o Brasil ao pentacampeonato, terminou como artilheiro com oito gols e marcou os dois gols da final contra a Alemanha.

Na Copa de 2006, quebrou o recorde de Gerd Müller como maior artilheiro da história das Copas, chegando a 15 gols.

Com 62 gols, Ronaldo é o terceiro maior artilheiro da história da seleção brasileira e soma 98 partidas pela Amarelinha.

Zinedine Zidane (vencedor em 1998) - França

Zinedine Zidane fez parte da seleção francesa Sub-21 que conquistou a medalha de bronze nos Jogos do Mediterrâneo de 1993 antes de estrear pela equipe principal no ano seguinte.

Seu primeiro grande torneio veio na Eurocopa de 1996, quando ajudou a França a chegar à semifinal. Dois anos depois, em casa, Zidane se tornou o grande nome da Copa do Mundo de 1998. Na final contra o Brasil, marcou dois gols na vitória por 3 a 0 que garantiu o primeiro título mundial da história da França. Pelo desempenho, foi eleito o melhor jogador da decisão e incluído na seleção do torneio.

Em 2000, liderou a França ao título da Eurocopa e foi escolhido como o melhor jogador da competição, consolidando seu status como herói nacional.

Na Copa do Mundo de 2006, voltou a brilhar e recebeu a Bola de Ouro do torneio, apesar da derrota na final para a Itália.

Com 108 partidas e 31 gols, Zidane está entre os jogadores com mais jogos e gols da história da seleção francesa.

Rivaldo (vencedor em 1999) - Brasil

Rivaldo teve um início de trajetória pela seleção brasileira marcado por críticas, mas se tornou um dos grandes nomes da equipe no fim da década de 1990 e início dos anos 2000.

Seu grande momento foi na Copa América de 1999. Artilheiro do Brasil no torneio com cinco gols, marcou nas quartas de final contra a Argentina e fez dois gols na final diante do Uruguai, sendo eleito o melhor jogador da competição.

Na Copa do Mundo de 2002, ao lado de Ronaldo e Ronaldinho no famoso trio dos "Três R", Rivaldo foi peça fundamental na conquista do pentacampeonato mundial. Marcou gols nas cinco primeiras partidas do Brasil e participou dos dois gols de Ronaldo na final contra a Alemanha.

Incluído na seleção do torneio, encerrou sua trajetória pela seleção brasileira no ano seguinte.

Com 35 gols, Rivaldo é o sétimo maior artilheiro da história da seleção brasileira.

Lablatiniere Pierre (Presse Sports)

Luís Figo (vencedor em 2000) - Portugal

Segundo jogador português a conquistar o Ballon d’Or, Luís Figo foi o grande líder da "Geração de Ouro" de Portugal, que havia conquistado o Mundial Sub-20 de 1991.

Ao longo de sua trajetória internacional, Figo ajudou Portugal a se classificar para as Eurocopas de 1996 e 2000, além da Copa do Mundo de 2002, encerrando um longo período sem disputar o torneio.

Como capitão, liderou a seleção na Eurocopa de 2004, disputada em casa, quando Portugal chegou à final. Dois anos depois, comandou a equipe na Copa do Mundo de 2006, levando o país à semifinal e à sua melhor campanha em Copas em quatro décadas. Pelo desempenho, foi incluído na seleção do torneio.

Com 127 partidas, Figo é o quarto jogador que mais vezes defendeu Portugal. Com 32 gols, também ocupa a quarta posição entre os maiores artilheiros da história da seleção.

Michael Owen (vencedor em 2001) - Inglaterra

Primeiro jogador da história a marcar em quatro grandes torneios pela seleção inglesa, Michael Owen já se destacava nas categorias de base antes de estrear pela equipe principal aos 18 anos, em 1998.

No mesmo ano, fez história na Copa do Mundo ao se tornar o inglês mais jovem a marcar em um Mundial. Também marcou um dos gols mais lembrados do torneio contra a Argentina e foi eleito o melhor jogador jovem da competição.

Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, protagonizou um dos momentos mais marcantes de sua carreira ao marcar um hat-trick contra a Alemanha em Munique.

Owen disputou as Copas de 2002 e 2006, além das Eurocopas de 2000 e 2004. Em 2006, uma lesão encerrou sua participação no torneio.

Com 40 gols, Owen é o sexto maior artilheiro da história da seleção inglesa.

Pavel Nedvěd (vencedor em 2003) - Tchecoslováquia / República Tcheca

Pavel Nedvěd passou pelas seleções de base da Tchecoslováquia em 1988 antes de estrear pela recém-formada seleção da República Tcheca em 1994.

Seu primeiro grande torneio internacional foi a Eurocopa de 1996, quando ajudou a República Tcheca a chegar à final e marcou seu primeiro gol pela seleção principal. A equipe acabou derrotada pela Alemanha na decisão.

Em 2004, Nedvěd foi um dos grandes nomes da campanha tcheca na Eurocopa. Eleito o melhor em campo na histórica virada por 3 a 2 sobre a Holanda, foi incluído na seleção do torneio após a equipe chegar à semifinal.

Como capitão, liderou a República Tcheca na classificação para a Copa do Mundo de 2006, a primeira participação do país em um Mundial desde a separação da Tchecoslováquia.

Com 91 partidas, Nedvěd é o sétimo jogador com mais jogos pela seleção tcheca. Com 18 gols, também ocupa a sétima posição entre os maiores artilheiros da equipe.

Andriy Shevchenko (vencedor em 2004) - Ucrânia

Uma década após estrear pela seleção principal da Ucrânia, Andriy Shevchenko liderou seu país na classificação para a Copa do Mundo de 2006 - o primeiro grande torneio internacional da história da seleção.

Como capitão, comandou a equipe durante a competição e marcou no primeiro triunfo da Ucrânia em Copas do Mundo, na goleada por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita. A equipe chegou às quartas de final, sua melhor campanha em Mundiais.

Na Eurocopa de 2012, disputada em casa, Shevchenko protagonizou um dos momentos mais marcantes do torneio ao marcar dois gols de cabeça contra a Suécia.

Após a competição, encerrou sua carreira internacional como o maior artilheiro da história da Ucrânia, com 48 gols, e o terceiro jogador com mais partidas pela seleção, com 111 jogos.

Ronaldinho (vencedor em 2005) - Brasil

Parte da primeira seleção brasileira a conquistar o Mundial Sub-17 em 1997, Ronaldinho também ajudou a seleção Sub-20 a terminar na terceira colocação do Campeonato Sul-Americano de 1999 antes de participar da campanha vitoriosa da Copa América daquele ano.

Em 1999, disputou a Copa das Confederações e recebeu a Bola de Ouro e a Chuteira de Ouro da competição, após marcar em todos os jogos, exceto na final.

No ano seguinte, foi artilheiro do Torneio Pré-Olímpico e liderou o Brasil na conquista do título. Já na Copa do Mundo de 2002, ao lado de Ronaldo e Rivaldo nos "Três R", foi peça fundamental no pentacampeonato mundial. Marcou dois gols e deu três assistências, incluindo o famoso gol de falta contra a Inglaterra, sendo incluído na seleção do torneio.

Em 2005, como capitão, conquistou novamente a Copa das Confederações e foi eleito o melhor jogador da final contra a Argentina.

Ronaldinho também conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2008. Com 33 gols, é o oitavo maior artilheiro da história da seleção brasileira, empatado com Jairzinho.

Fabio Cannavaro (vencedor em 2006) - Itália

Fabio Cannavaro começou a construir seu legado como lenda da seleção italiana ainda nas categorias de base, liderando a equipe Sub-21 aos títulos consecutivos da Eurocopa Sub-21 em 1994 e 1996.

Após estrear pela seleção principal em 1997, rapidamente se destacou e teve grandes atuações em Copas do Mundo. Em 1998, ajudou a Itália a chegar às quartas de final, e em 2002 foi apontado como peça fundamental para manter a solidez defensiva da equipe após a lesão de Alessandro Nesta.

Na Eurocopa de 2004, foi incluído na seleção do torneio após a Itália sofrer apenas dois gols e chegar à final.

Seu grande momento foi na Copa do Mundo de 2006. Como capitão, liderou a Itália ao quarto título mundial, levantando a taça em sua 100ª partida pela seleção. Disputou todos os minutos da campanha, manteve cinco jogos sem sofrer gols e não recebeu nenhum cartão durante o torneio.

Com 136 partidas, Cannavaro é o segundo jogador que mais vezes defendeu a Itália, atrás apenas de Gianluigi Buffon.

Kaká (vencedor em 2007) - Brasil

Kaká estreou pela seleção brasileira principal em 2002 e fez parte da campanha do pentacampeonato mundial daquele ano, embora tenha disputado apenas 25 minutos na Copa do Mundo.

Seu primeiro grande momento com a Amarelinha veio na Copa das Confederações de 2005, quando marcou na final contra a Argentina e ajudou o Brasil a conquistar o título. Na Copa do Mundo de 2006, foi um dos destaques da equipe, apesar da eliminação nas quartas de final.

Em 2009, Kaká voltou a brilhar na Copa das Confederações, liderando o Brasil ao título. Além de ser eleito o melhor jogador da final, recebeu a Bola de Ouro como craque da competição.

Na Copa do Mundo de 2010, terminou como um dos líderes de assistências do torneio. Com 29 gols, encerrou sua trajetória pela seleção brasileira como o décimo maior artilheiro da história do país.

Cristiano Ronaldo (vencedor em 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017) - Portugal

Cristiano Ronaldo se tornou um dos maiores nomes da história da seleção portuguesa desde sua estreia pela equipe principal. Em 2004, ajudou Portugal a chegar à final da Eurocopa disputada em casa e foi incluído na seleção do torneio.

Na Copa do Mundo de 2006, marcou seu primeiro gol em Mundiais e, aos 21 anos, se tornou o português mais jovem a balançar as redes na competição. Depois, assumiu a braçadeira de capitão e passou a liderar a seleção em grandes campanhas.

O maior momento de sua trajetória veio na Eurocopa de 2016, quando comandou Portugal ao primeiro grande título de sua história. Também conquistou duas edições da Liga das Nações, em 2019 e 2025, além de terminar como artilheiro da Euro de 2020.

Em 2026, aos 41 anos, disputou sua sexta Copa do Mundo e se tornou o primeiro jogador a marcar em seis edições do torneio. Com 233 partidas e 146 gols, é o jogador com mais jogos e gols por uma seleção na história do futebol.

Lionel Messi (vencedor em 2009, 2010, 2011, 2012, 2015, 2019, 2021 e 2023) - Argentina

Lionel Messi construiu uma das maiores trajetórias da história da seleção argentina. Nas categorias de base, liderou a Argentina ao título do Mundial Sub-20 de 2005, conquistando a Bola de Ouro da competição, antes de estrear pela equipe principal aos 18 anos.

Após receber a camisa 10 em 2009, viveu anos de frustrações com a Albiceleste, incluindo três finais perdidas entre 2014 e 2016. No entanto, seu retorno após uma breve aposentadoria internacional marcou o início de uma nova era.

Em 2021, Messi encerrou um jejum de 28 anos ao conquistar a Copa América, sendo eleito o melhor jogador do torneio. No ano seguinte, liderou a Argentina ao título da Copa do Mundo de 2022, marcando dois gols na final contra a França e recebendo a Bola de Ouro da competição pela segunda vez na carreira.

Também conquistou a Copa América de 2024 e, em 2026, terminou a Copa do Mundo como vice-campeão, levando a Chuteira de Prata e a Bola de Prata. Com 207 jogos e 125 gols, é o recordista da Argentina em partidas e gols.

Marc Atkins (Presse Sports)

Luka Modrić (vencedor em 2018) - Croácia

Luka Modrić se tornou o maior símbolo da seleção croata e liderou uma das gerações mais marcantes da história do país. Após disputar a Copa do Mundo de 2006 como reserva, ganhou espaço como titular na Eurocopa de 2008, quando foi incluído na seleção do torneio.

O auge de sua trajetória pela Croácia veio na Copa do Mundo de 2018. Como capitão, comandou a "Geração de Ouro" até a primeira final mundial da história do país, recebeu a Bola de Ouro da competição e foi novamente incluído na seleção do torneio.

Em 2022, levou a Croácia à terceira colocação da Copa do Mundo, após uma campanha que incluiu a eliminação do Brasil nas quartas de final, conquistando a Bola de Bronze. Também ajudou a seleção a chegar à final da Liga das Nações de 2023.

Aos 40 anos, disputou sua quinta Copa do Mundo este ano, completou 200 jogos pela Croácia e se tornou o jogador mais velho a dar uma assistência no torneio. Com 202 partidas e 29 gols, é o terceiro jogador com mais jogos por uma seleção na história, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

Karim Benzema (vencedor em 2022) - França

Karim Benzema construiu uma trajetória de destaque pela seleção francesa, começando nas categorias de base com o título da Eurocopa Sub-17 de 2004 e a artilharia da Copa Meridian de 2005.

Após estrear pela equipe principal em 2007, disputou as Eurocopas de 2008 e 2012 e participou da Copa do Mundo de 2014, ajudando a França a chegar às quartas de final.

Depois de cinco anos afastado da seleção, Benzema voltou em 2021 e teve grande impacto na Eurocopa, marcando quatro gols e conquistando a Chuteira de Bronze. No mesmo ano, foi decisivo na conquista da Liga das Nações, sendo eleito o melhor jogador da final contra a Espanha e conquistando seu primeiro título pela equipe principal.

Cortado da Copa do Mundo de 2022 por lesão, encerrou sua carreira internacional após o torneio. Com 97 partidas e 37 gols, é o sexto maior artilheiro da história da França.

Rodri (vencedor em 2024) - Espanha

Rodri construiu uma trajetória de sucesso pela seleção espanhola desde as categorias de base, conquistando a Eurocopa Sub-19 de 2015 e sendo vice-campeão do Europeu Sub-21 em 2017.

Após estrear pela equipe principal, ajudou a Espanha a chegar à fase final da Liga das Nações de 2021 e disputou a Eurocopa do mesmo ano, na qual a seleção caiu na semifinal.

O grande momento de Rodri pela Espanha veio nos últimos anos. Em 2023, foi eleito o melhor jogador da fase final da Liga das Nações e ajudou a equipe a conquistar o título diante da Croácia.

Em 2024, recebeu o prêmio de melhor jogador da Eurocopa na campanha do título espanhol. Este ano, como capitão, liderou a Espanha ao segundo título da Copa do Mundo da história do país, sendo titular em todos os jogos e conquistando a Bola de Ouro da competição por suas atuações no meio-campo.

Ousmane Dembélé (vencedor em 2025) - França

Ousmane Dembélé, vencedor mais recente do Ballon d’Or, conquistou a Copa do Mundo de 2018 com a França em sua primeira grande competição pela seleção.

Depois, disputou a Eurocopa de 2021 e a Copa do Mundo de 2022, na qual participou de todos os jogos e ajudou a França a chegar à final, terminando como vice-campeã diante da Argentina.

Em 2024, disputou mais uma Eurocopa e, na Copa do Mundo deste ano, marcou um hat-trick no primeiro tempo contra a Noruega, na fase de grupos, tornando-se o primeiro jogador em mais de 30 anos a alcançar o feito em uma partida do torneio. Ele também foi eleito o melhor jogador da partida.

Com um gol também na disputa pelo terceiro lugar contra a Inglaterra, encerrou o torneio com a França na quarta colocação.

Em resumo

Então, é isso.

Embora em diferentes níveis, todos os vencedores do Ballon d’Or deixaram sua marca em suas respectivas seleções nacionais.

Abaixo estão os rankings finais em algumas das principais categorias.

Vencedores do Ballon d’Or com mais partidas por suas seleções principais:

  1. Cristiano Ronaldo (Portugal) - 233 partidas

  2. Lionel Messi (Argentina) - 207 partidas

  3. Luka Modrić (Croácia) - 202 partidas

  4. Lothar Matthäus (Alemanha Ocidental / Alemanha) - 150 partidas

  5. Fabio Cannavaro (Itália) - 136 partidas

Vencedores do Ballon d’Or com mais gols por suas seleções principais:

  1. Cristiano Ronaldo (Portugal) - 146 gols

  2. Lionel Messi (Argentina) - 125 gols

  3. Gerd Müller (Alemanha Ocidental) - 68 gols

  4. Ronaldo (Brasil) - 62 gols

  5. Bobby Charlton (Inglaterra) - 49 gols

Vencedores do Ballon d’Or com mais títulos por suas seleções principais:

  1. Bobby Charlton (Inglaterra) - 11 títulos

  2. Stanley Matthews (Inglaterra) - 9 títulos

  3. Denis Law (Escócia) - 6 títulos

  4. Ronaldo (Brasil) - 5 títulos

  5. Kevin Keegan (Inglaterra) / Lionel Messi (Argentina) / Rivaldo (Brasil) - 4 títulos