Os reis do pódio
A cerimônia do Ballon d’Or escolhe o melhor jogador de futebol do mundo desde 1956. Ao longo de quase sete décadas, muitos craques já levantaram o troféu - mas outros chegaram muito perto e tiveram que se contentar com o segundo ou o terceiro lugar.
Afinal, o pódio também conta uma história. Assim como nas Olimpíadas, podemos pensar nos três primeiros colocados como medalhistas de ouro, prata e bronze - pelo menos de forma simbólica.
Desde a primeira edição, em 1956, já foram realizadas 69 cerimônias do Ballon d’Or. Ao todo, 47 jogadores diferentes conquistaram o prêmio, enquanto 122 nomes já terminaram entre os três primeiros.
Mas quem conseguiu chegar ao pódio mais vezes?
Para descobrir, analisamos os três primeiros colocados de todas as edições do Ballon d’Or.
1º lugar: Lionel Messi - 14 vezes no pódio
Sem grandes surpresas, Lionel Messi lidera a lista, tendo aparecido 14 vezes no pódio do Ballon d’Or.
O craque argentino, campeão da Copa do Mundo de 2022 pela Albiceleste, também é o maior vencedor da história do prêmio, com oito troféus.
Messi apareceu no pódio pela primeira vez em 2007, aos 20 anos, quando terminou em terceiro lugar. A partir daí, começou uma sequência impressionante: foram 11 anos seguidos entre os três primeiros, de 2007 a 2017.
Sua última vez no pódio foi em 2023, justamente quando conquistou seu oitavo Ballon d’Or.
Ao todo, foram 16 anos entre a primeira e a última vez de Messi no pódio, de 2007 a 2023. É o maior intervalo da história do prêmio e mais uma prova da incrível longevidade de sua carreira.
2º lugar: Cristiano Ronaldo - 12 vezes no pódio
Cristiano Ronaldo vem logo atrás, tendo aparecido 12 vezes no pódio do Ballon d’Or.
O astro português, que ajudou Portugal a conquistar seu primeiro grande título internacional na Eurocopa de 2016, também é o segundo maior vencedor do Ballon d’Or, com cinco troféus.
Ronaldo apareceu no pódio pela primeira vez em 2007, terminando em segundo lugar. Um ano depois, aos 23 anos, conquistou o primeiro Ballon d’Or da carreira.
Entre 2013 e 2019, o português terminou entre os três primeiros em sete cerimônias consecutivas, mostrando como se manteve por tantos anos entre os principais candidatos ao prêmio.
Desde então, porém, Ronaldo não voltou a aparecer no pódio.
3º lugar: Franz Beckenbauer e Michel Platini - 5 vezes no pódio cada um
Franz Beckenbauer, da Alemanha, e Michel Platini, da França, dividem o terceiro lugar, tendo aparecido cinco vezes cada um no pódio do Ballon d’Or.
Beckenbauer apareceu entre os três primeiros pela primeira vez em 1966, quando terminou em terceiro. Ele só voltou ao pódio seis anos depois, em 1972 - e, dessa vez, ficou com o prêmio.
A partir daí, o alemão apareceu no pódio por três anos seguidos, incluindo sua segunda vitória, em 1976. Essa também foi sua última vez entre os três primeiros, dez anos depois de sua estreia no pódio.
Platini, por sua vez, apareceu pela primeira vez em 1977, também terminando em terceiro. Três anos depois, em 1980, voltou ao pódio e ficou novamente na terceira posição.
Depois disso, foram mais três anos até Platini voltar ao pódio. E, quando voltou, não saiu mais do topo: o francês conquistou o Ballon d’Or três vezes seguidas, em 1983, 1984 e 1985. A última dessas vitórias também marcou sua despedida do pódio.
Jogadores que apareceram mais de uma vez no pódio do Ballon d’Or:
Lionel Messi - 14 vezes no pódio
Cristiano Ronaldo - 12 vezes no pódio
Franz Beckenbauer / Michel Platini - 5 vezes no pódio
Raymond Kopa / Luis Suárez / Gerd Müller / Johan Cruyff / Ronaldo Nazário - 4 vezes no pódio
Alfredo Di Stéfano / Eusébio / Bobby Charlton / Kevin Keegan / Karl-Heinz Rummenigge / Bernd Schuster / Marco van Basten / Zinedine Zidane / Andriy Shevchenko / Xavi - 3 vezes no pódio
Gianni Rivera / George Best / Gigi Riva / Rob Rensenbrink / Allan Simonsen / Preben Elkjær / Emilio Butragueño / Ruud Gullit / Frank Rijkaard / Lothar Matthäus / Hristo Stoichkov / Dennis Bergkamp / Roberto Baggio / Paolo Maldini / Oliver Kahn / Thierry Henry / Ronaldinho / Andrés Iniesta / Neymar / Antoine Griezmann - 2 vezes no pódio
Mais histórias do pódio
Nem todo jogador que chegou ao pódio várias vezes conseguiu conquistar o prêmio. Mas alguns fizeram o caminho contrário: apareceram apenas uma vez entre os três primeiros e, justamente nessa ocasião, levaram o troféu para casa.
Ao todo, 22 jogadores tiveram essa trajetória, chegando ao pódio uma única vez e saindo de lá como vencedores.
São eles: Stanley Matthews, em 1956; Omar Sívori, em 1961; Josef Masopust, em 1962; Lev Yashin, em 1963; Denis Law, em 1964; Flórián Albert, em 1967; Oleg Blokhin, em 1975; Paolo Rossi, em 1982; Igor Belanov, em 1986; Jean-Pierre Papin, em 1991; George Weah, em 1995; Matthias Sammer, em 1996; Rivaldo, em 1999; Luís Figo, em 2000; Michael Owen, em 2001; Pavel Nedvěd, em 2003; Fabio Cannavaro, em 2006; Kaká, em 2007; Luka Modrić, em 2018; Karim Benzema, em 2022; Rodri, em 2024; e Ousmane Dembélé, em 2025.
Já entre os jogadores que mais vezes chegaram ao pódio sem nunca conquistar o prêmio, há um empate entre dois meio-campistas: o alemão Bernd Schuster e o espanhol Xavi, com três aparições cada.
Schuster terminou em segundo em 1980 e em terceiro em 1981 e 1985. Xavi, por sua vez, ficou em terceiro por três anos seguidos, em 2009, 2010 e 2011.
Outro nome que merece destaque é Paolo Maldini. O lendário zagueiro italiano tem o terceiro maior intervalo entre a primeira e a última vez que apareceu no pódio, atrás apenas de Lionel Messi, com 16 anos, e Cristiano Ronaldo, com 12.
Maldini ficou em terceiro em 1994, aos 26 anos. Nove anos depois, aos 35, voltou ao pódio pela última vez, em 2003.
Marco van Basten também merece destaque. O atacante holandês apareceu no pódio três vezes ao longo da carreira - e venceu o prêmio nas três ocasiões: 1988, 1989 e 1992.
Ele encerrou a carreira com três Ballons d’Or e um feito curioso: nunca terminou em segundo ou terceiro lugar. Quando apareceu no pódio, sempre ficou no topo.
E agora?
Messi, Ronaldo, Beckenbauer, Platini e tantos outros craques ajudaram a construir a história do pódio do Ballon d’Or. Alguns dominaram a disputa por anos, enquanto outros precisaram de apenas uma oportunidade para levar o troféu para casa.
Mas a história continua sendo escrita.
Quem vai terminar entre os três melhores jogadores do mundo este ano?
No dia 26 de outubro, em Londres, vamos descobrir.
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