A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim. Durante mais de um mês, alguns dos jogadores mais talentosos do mundo protagonizaram um espetáculo esportivo repleto de momentos de magia, drama e conquista.
Ao relembrarmos essas semanas inesquecíveis de futebol, provavelmente vamos pensar em alguns dos gols incríveis que marcaram o torneio - de nomes como Kylian Mbappé, que se tornou o maior artilheiro da história da Copa; Lionel Messi, que desafiou todas as probabilidades e levou a Argentina de volta da beira da eliminação em diversas ocasiões; Cristiano Ronaldo, que se tornou o primeiro jogador a marcar em seis Copas diferentes... e a lista continua.
Mas, por mais que os atacantes geralmente roubem a cena, o torneio não seria o mesmo sem algumas das defesas e organizações defensivas mais impressionantes do mundo. Esses jogadores não entram em campo com o objetivo de marcar gols, mas sim de impedir que seus adversários o façam, e assim se tornam alguns dos pilares mais importantes de uma equipe campeã.
E, quando o assunto é ser um verdadeiro paredão, nenhuma posição proporcionou mais atuações memoráveis do que a última linha de defesa de qualquer time: os goleiros.
Em 2019, a cerimônia do Ballon d'Or criou o Troféu Yashin.
Batizado em homenagem ao lendário goleiro soviético Lev Yashin - o único a vencer o Ballon d'Or na posição -, o prêmio reconhece o melhor goleiro de cada temporada.
Nesta Copa, 15 indicados ao Troféu Yashin, incluindo alguns vencedores, viajaram para a América do Norte para defender suas seleções.
Mas como eles se saíram?
E quem provou ser a muralha mais sólida de todas?
Vamos descobrir.
Unai Simón (Espanha)
É seguro dizer que nenhum goleiro teve uma Copa de 2026 melhor do que Unai Simón.
O técnico espanhol Luis de la Fuente apostou no goleiro do Athletic Bilbao como titular, à frente de outros dois fortes concorrentes: David Raya, do Arsenal, e Joan García, do Barcelona.
A escolha fazia sentido. Simón já tinha experiência pela seleção, tendo sido titular na Copa de 2022 e ajudado a Espanha a conquistar a Liga das Nações em 2023 e a Eurocopa em 2024.
Apesar de algumas críticas, a confiança de de la Fuente acabou sendo recompensada.
O goleiro de 29 anos, indicado ao Troféu Yashin em 2024, foi titular nas oito partidas da Espanha na competição, registrando 351 toques em 750 minutos. Nesse período, fez 10 defesas importantes e sofreu apenas um gol.
Esse único gol, diante da Bélgica nas quartas de final, encerrou uma sequência de 649 minutos sem sofrer gols em Copas, a maior já registrada por um goleiro na história do torneio.
Durante a competição, Simón não apenas teve o maior número de jogos sem sofrer gols entre os goleiros, como também registrou 80% de acerto nos passes. Seus 197 passes certos foram o maior número entre todos os jogadores desta lista.
Já nos lançamentos longos, sua média de acerto foi de 48%.
Por seus esforços extraordinários, que ajudaram a guiar a Espanha ao seu segundo título mundial, Simón recebeu a Luva de Ouro do torneio.
Emiliano Martínez (Argentina)
Ao falar das conquistas extraordinárias da Argentina nos últimos cinco anos, é impossível não citar Emiliano "Dibu" Martínez.
O goleiro se tornou um dos principais pilares da defesa da Albiceleste, conquistando duas Copas América e o primeiro título da Argentina na Copa em 36 anos, em 2022. Muitos consideram sua atuação na final - que lhe garantiu a Luva de Ouro da competição - decisiva para a conquista do tão sonhado título de Lionel Messi, vencedor de oito Ballons d'Or.
Com sua personalidade carismática e sua dedicação à seleção, Martínez já conquistou dois Troféus Yashin, em 2023 e 2024, além de acumular quatro indicações ao prêmio. Ele também recebeu duas indicações ao Ballon d'Or.
Apesar de tantas conquistas, essa foi apenas sua segunda Copa como titular da Argentina.
O goleiro do Aston Villa levou sua seleção à segunda final consecutiva da competição, registrando 299 toques em 810 minutos.
Embora tenha sofrido oito gols, também fez 20 defesas ao longo da campanha - o maior número entre os goleiros desta lista, empatado com o suíço Gregor Kobel. Dessas, nada menos que 11 aconteceram na final, apesar da derrota para a Espanha.
Martínez teve média de 74% de acerto nos passes e de 37% nos lançamentos longos.
Mike Maignan (França)
Antes do início do torneio, muita gente apontava a França como a grande favorita ao título.
Essa expectativa não vinha apenas do poderoso ataque dos "Bleus" - que contava com Ousmane Dembélé, vencedor do Ballon d'Or do ano passado, e Kylian Mbappé, indicado oito vezes ao prêmio - mas também da linha defensiva, liderada por Mike Maignan, destaque do Milan.
O goleiro de 31 anos não disputou a Copa de 2022 por causa de uma lesão. Por isso, esta foi sua primeira Copa como titular da França, sucedendo Hugo Lloris na posição.
Maignan, que já soma três indicações ao Troféu Yashin e uma ao Ballon d'Or, foi titular nas oito partidas da França no torneio, registrando 250 toques em 720 minutos.
No entanto, ele não correspondeu às expectativas na competição, assim como a seleção francesa como um todo.
Apesar de ter feito 13 defesas importantes durante o torneio, também sofreu 10 gols - o maior número entre os goleiros desta lista. Seis deles vieram em uma única partida: a disputa pelo terceiro lugar, na qual a França perdeu para a Inglaterra por 6 a 4.
Mesmo assim, Maignan também protagonizou momentos de destaque. Ele foi o primeiro goleiro a defender um pênalti nesta edição da Copa, impedindo o gol do norueguês Jørgen Strand Larsen no duelo entre as duas seleções pela fase de grupos.
Durante a Copa, Maignan teve média de 78% de acerto nos passes e de 38% nos lançamentos longos.
Yassine Bounou (Marrocos)
Yassine Bounou, carinhosamente apelidado de "Bono", já é um ídolo da seleção marroquina. No início deste ano, ele ajudou os "Leões do Atlas" a conquistar o segundo título da Copa Africana de Nações do país, com atuações defensivas decisivas.
O goleiro do Al-Hilal é um dos únicos dois marroquinos da história a receber uma indicação ao Ballon d'Or, ao lado do capitão da seleção, Achraf Hakimi.
Bounou também já recebeu três indicações ao Troféu Yashin.
Essa foi sua segunda Copa como titular. Em 2022, ele foi peça fundamental na campanha histórica que fez do país a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Copa.
Marrocos não conseguiu repetir esse feito nesta edição, sendo eliminado pela França nas quartas de final, mas Bounou voltou a se destacar com grandes atuações.
O goleiro de 35 anos registrou 242 toques em seis partidas e 570 minutos, sofrendo seis gols, mas também fazendo 15 defesas importantes ao longo da campanha.
Durante a Copa, Bounou teve média de 66% de acerto nos passes e de 10% nos lançamentos longos.
Sua melhor atuação no torneio aconteceu no confronto eliminatório contra a Holanda. Após o empate na prorrogação, a vaga foi decidida nos pênaltis, e ele se tornou o herói ao defender a cobrança de Crysencio Summerville com a mão esquerda e colocar Marrocos nas oitavas de final.
Apesar da derrota para a França, Bounou também defendeu um pênalti de Kylian Mbappé durante a partida. Com isso, se tornou o primeiro goleiro marroquino a defender um pênalti durante o tempo regulamentar de um jogo de Copa, um feito ainda mais impressionante considerando que Mbappé é o maior artilheiro da história do torneio, com 22 gols - 10 deles marcados nesta edição.
Com essa defesa, Bounou passou a ter sofrido gol em apenas duas das nove cobranças de pênalti que enfrentou em Copas.
Gregor Kobel (Suíça)
Essa foi a primeira Copa em que Gregor Kobel, do Borussia Dortmund, assumiu a titularidade da seleção suíça, substituindo Yann Sommer, duas vezes indicado ao Troféu Yashin.
Kobel tinha uma missão difícil pela frente. Afinal, Sommer é um veterano histórico e um dos jogadores com mais partidas pela Suíça.
Kobel, que já recebeu uma indicação ao Troféu Yashin, correspondeu às expectativas. Em seis partidas e 600 minutos em campo, o goleiro de 28 anos registrou 288 toques e 20 defesas - o maior número desta lista, ao lado do argentino Emiliano Martínez.
Depois que a disputa das oitavas de final entre Suíça e Colômbia foi para os pênaltis, Kobel defendeu a cobrança de Cucho Hernández e garantiu, de forma dramática, a classificação da seleção para as quartas de final pela primeira vez em 72 anos.
Ainda assim, ele também sofreu seis gols durante o torneio.
Kobel teve média de 74% de acerto nos passes e de 36% nos lançamentos longos.
Mesmo com menos jogos, seus números são muito parecidos com os de Emi Martínez em praticamente todos os aspectos.
Thibaut Courtois (Bélgica)
Ao falar dos maiores goleiros do século, é impossível não citar Thibaut Courtois.
O veterano de 34 anos é um dos pilares dos recentes sucessos do Real Madrid, tendo ajudado o clube a conquistar três títulos de La Liga e duas Ligas dos Campeões, entre outros troféus. Ele também foi um dos principais nomes da chamada "geração de ouro" da Bélgica, que conquistou um histórico terceiro lugar na Copa de 2018.
Por suas atuações defensivas impecáveis, Courtois conquistou o Troféu Yashin em 2022.
Ao todo, ele já recebeu quatro indicações ao prêmio, além de três indicações ao Ballon d'Or.
Essa foi sua quarta Copa como titular da Bélgica.
O ídolo do Real Madrid foi titular nas seis partidas dos “Diabos Vermelhos” no torneio, registrando 226 toques em 551 minutos. Com 19 jogos em Copas, ele passou a ter a terceira maior marca entre os goleiros da história da competição, atrás apenas de Manuel Neuer, com 23, e Hugo Lloris, com 20.
Nesse período, Courtois sofreu seis gols, mas fez 14 defesas.
A Bélgica acabou eliminada pela Espanha nas quartas de final. Os espanhóis só marcaram o gol da vitória depois que Courtois precisou ser substituído, aos 26 minutos do segundo tempo, por causa de uma lesão. Do banco, ele viu o reserva Senne Lammens cometer um erro que permitiu a Mikel Merino marcar o gol da classificação.
Durante a Copa, Courtois teve média de 71% de acerto nos passes e de 39% nos lançamentos longos. Seus 34 lançamentos longos certos foram o maior número entre todos os goleiros desta lista.
Diogo Costa (Portugal)
Diogo Costa foi indicado ao Troféu Yashin em 2024 e viajou para a América do Norte para disputar sua segunda Copa como titular de Portugal.
O goleiro do Porto atuou nas cinco partidas da seleção no torneio, registrando 162 toques em 450 minutos.
Ele fez 19 defesas e sofreu apenas três gols, mas Portugal acabou eliminado nas quartas de final pela Espanha, campeã da Copa.
Alisson (Brasil)
Alisson tem sido o goleiro titular absoluto do Brasil há vários anos e ajudou o país a conquistar a Copa América em 2019, seu último grande título internacional.
Indicado três vezes ao Troféu Yashin, ele venceu a primeira edição do prêmio, em 2019, e também recebeu duas indicações ao Ballon d'Or.
Essa foi sua terceira Copa como titular da seleção brasileira.
O ídolo do Liverpool foi titular nas cinco partidas do Brasil no torneio e somou 156 toques em 450 minutos.
Apesar de ter feito 14 defesas importantes ao longo da competição, também sofreu quatro gols, o que acabou contribuindo para a eliminação do Brasil nas fases eliminatórias diante da Noruega de Erling Haaland.
Durante a Copa, Alisson teve média de 77% de acerto nos passes e de 24% nos lançamentos longos.
Manuel Neuer (Alemanha)
Poucos jogadores chegaram a esta Copa com um currículo tão vitorioso quanto o de Manuel Neuer.
O goleiro da Alemanha, indicado três vezes ao Troféu Yashin, também recebeu cinco indicações ao Ballon d'Or e chegou ao terceiro lugar na votação de 2014, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.
Ídolo do Bayern de Munique, Neuer é amplamente considerado um dos maiores goleiros da história e foi peça fundamental na conquista do quarto - e mais recente - título da Alemanha na Copa, em 2014, quando também recebeu a Luva de Ouro.
Esta foi sua quinta Copa como titular da seleção.
A campanha alemã, porém, ficou abaixo das expectativas, com apenas duas vitórias em quatro partidas.
Ao todo, Neuer registrou 142 toques em 390 minutos na competição.
Apesar de terminar com as melhores médias da lista tanto em acerto de passes (93%) quanto em lançamentos longos (77%), ele não conseguiu manter vivo o sonho da Alemanha. Foram cinco defesas e cinco gols sofridos ao longo da campanha.
O veterano defendeu o pênalti de Fabián Balbuena na disputa por pênaltis do confronto eliminatório contra o Paraguai, mas foi a seleção sul-americana que avançou, eliminando a Alemanha e garantindo vaga nas oitavas de final.
Apesar da eliminação amarga, a partida entrou para a história de Neuer. Aos 40 anos e 94 dias, ele se tornou o jogador mais velho a atuar pela Alemanha. Além disso, chegou ao seu 23º jogo de Copa pela seleção - a maior quantidade entre goleiros na história do torneio.
Após a eliminação da Alemanha, Neuer anunciou oficialmente sua aposentadoria da seleção como o quinto jogador com mais partidas pelo país, com 128 jogos. À sua frente estão apenas Lothar Matthäus (150), Miroslav Klose (137), Thomas Müller (131) e Lukas Podolski (130).
Dominik Livaković (Croácia)
Dominik Livaković já é um nome conhecido no futebol internacional graças às suas atuações consistentes pela Croácia. Ele foi peça fundamental na vitória histórica da seleção sobre o Brasil na Copa de 2022 e, no ano seguinte, recebeu sua indicação ao Troféu Yashin.
Essa foi sua segunda Copa como titular da Croácia.
O goleiro do Fenerbahçe foi titular nas quatro partidas da campanha croata, registrando 149 toques em 360 minutos.
Nesse período, fez 10 defesas, mas também sofreu sete gols - um número alto que acabou selando a eliminação da Croácia diante do Portugal de Cristiano Ronaldo.
Durante a Copa, Livaković teve média de 74% de acerto nos passes e de 45% nos lançamentos longos.
Ronwen Williams (África do Sul)
Ronwen Williams, do Mamelodi Sundowns, foi um dos principais nomes da campanha da África do Sul nesta Copa.
O experiente goleiro de 34 anos ajudou sua seleção a conquistar o terceiro lugar na Copa Africana de Nações de 2023 e recebeu uma indicação ao Troféu Yashin no ano seguinte.
Como a África do Sul não disputava uma Copa desde 2010, quando sediou o torneio, esta foi a primeira da carreira de Williams.
Antes da eliminação dos "Bafana Bafana" para o Canadá, ele registrou 257 toques em 360 minutos na competição.
Apesar de sofrer quatro gols em quatro partidas, Williams também fez 11 defesas importantes, ajudando a África do Sul a chegar às fases eliminatórias.
Durante a Copa, Williams teve média de 70% de acerto nos passes e de 37% nos lançamentos longos.
Édouard Mendy (Senegal)
Édouard Mendy já é, sem dúvida, um ídolo da seleção senegalesa. Ele ajudou o país a conquistar sua primeira Copa Africana de Nações, em 2021, e também recebeu duas indicações ao Troféu Yashin.
Essa foi sua segunda Copa como titular dos "Leões de Teranga".
O Senegal disputou quatro partidas nesta edição, mas Mendy entrou em campo em apenas duas. Aos 18 minutos do segundo tempo da segunda partida da seleção, contra a Noruega, ele sofreu uma lesão no joelho que o tirou do restante da competição, sendo substituído pelo reserva Mory Diaw.
No total, Mendy registrou 71 toques em apenas 153 minutos na Copa.
Nesse curto período, o experiente goleiro do Al-Ahli sofreu seis gols, mas também fez oito defesas importantes.
Mendy teve média de 81% de acerto nos passes e de 50% nos lançamentos longos.
Brice Samba (França) / David Raya (Espanha) / Ederson (Brasil)
Por último, vale mencionar estes três goleiros, todos convocados para a Copa de 2026, mas que terminaram a competição sem entrar em campo.
Brice Samba, do Rennes, indicado ao Troféu Yashin em 2023, não foi utilizado pela França durante a campanha, já que Didier Deschamps manteve Mike Maignan como titular.
David Raya, do Arsenal, fez uma temporada incrível pelo clube e recebeu sua primeira indicação ao Troféu Yashin no ano passado. No entanto, o técnico da Espanha, Luis de la Fuente, manteve a confiança em Unai Simón como titular da equipe que acabaria conquistando a Copa.
Ederson, do Fenerbahçe, que passou vários anos conquistando títulos sob o comando de Pep Guardiola no Manchester City, também já foi indicado quatro vezes ao Troféu Yashin, mas não foi utilizado por Carlo Ancelotti na campanha do Brasil nesta Copa.
Por fim, também merece destaque o mexicano Guillermo Ochoa, de 41 anos. Apesar de não entrar nesta lista por nunca ter sido indicado ao Troféu Yashin, ele recebeu uma indicação ao Ballon d'Or já em 2007. Mesmo sem disputar nenhum minuto no torneio, ele se tornou um dos três únicos jogadores da história convocados para seis Copas do Mundo, ao lado de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.
E é isso.
Esse foi o desempenho dos ex-indicados e vencedores do Troféu Yashin na Copa de 2026.
Para encerrar, confira alguns rankings com as estatísticas individuais desses goleiros.
Qual indicado ao Troféu Yashin jogou mais minutos na Copa de 2026?
Emiliano Martínez - 810 minutos
Unai Simón - 750 minutos
Mike Maignan - 720 minutos
Gregor Kobel - 600 minutos
Yassine Bounou - 570 minutos
Thibaut Courtois - 551 minutos
Alisson / Diogo Costa - 450 minutos
Manuel Neuer - 390 minutos
Dominik Livaković / Ronwen Williams - 360 minutos
Édouard Mendy - 153 minutos
Brice Samba / David Raya / Ederson - 0 minutos (não entraram em campo)
Qual indicado ao Troféu Yashin teve a melhor média de defesas por partida na Copa de 2026?
Diogo Costa - média de 4 defesas por partida
Alisson / Dominik Livaković / Emiliano Martínez / Gregor Kobel / Ronwen Williams / Yassine Bounou - média de 3 defesas por partida
Édouard Mendy / Mike Maignan / Thibaut Courtois - média de 2 defesas por partida
Manuel Neuer / Unai Simón - média de 1 defesa por partida
Qual indicado ao Troféu Yashin teve a melhor média de gols sofridos por partida na Copa de 2026?
Unai Simón - média de 0 gols sofridos por partida
Alisson / Diogo Costa / Emiliano Martínez / Gregor Kobel / Manuel Neuer / Mike Maignan / Ronwen Williams / Thibaut Courtois / Yassine Bounou - média de 1 gol sofrido por partida
Dominik Livaković / Édouard Mendy - média de 2 gols sofridos por partida
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