O Paris Saint-Germain se sagrou campeão da Liga dos Campeões da UEFA 2025-26 ao vencer o Arsenal na final. Após um empate em 1 a 1 no tempo normal, a equipe parisiense levou a melhor nos pênaltis por 4 a 3 e conquistou a sua segunda “Orelhuda” consecutiva.

Esta vitória consolida de forma definitiva o projeto do clube na Europa e marca um registro estatístico importante na história do futebol moderno: Luis Enrique conquistou a sua terceira Liga dos Campeões como treinador.

O treinador espanhol, último vencedor do Troféu Johan Cruyff, tinha conquistado o seu primeiro título em 2015 com o Barcelona e agora soma as edições de 2025 e 2026 ao comando do PSG.

Sem qualquer dúvida, conquistar o principal título europeu em anos consecutivos reforça o sucesso da sua gestão na capital francesa, embora na final contra o Arsenal, em Budapeste, a sua equipe tenha precisado sofrer mais do que o esperado.

A análise do jogo: superioridade tática frente ao Arsenal

O Arsenal apresentou uma abordagem organizada e manteve um bom bloco defensivo desde o início, enquanto a equipa francesa impôs as suas condições táticas e controlou a posse de bola ao longo do encontro.

No entanto, num contra-ataque preciso aos 5 minutos, a equipa londrina colocou-se em vantagem no marcador com um grande remate de Kai Havertz, que marcou o seu segundo golo em finais da Liga dos Campeões.

A equipe treinada por Luis Enrique tentou reagir rapidamente, mas esbarrou repetidamente na muralha do Arsenal, que fez um trabalho defensivo praticamente impecável até aos 65 minutos.

Foi então que Cristhian Mosquera derrubou Khvicha Kvaratskhelia na área e o árbitro não hesitou em marcar pênalti para o PSG. Ousmane Dembélé assumiu a responsabilidade da cobrança e empatou o jogo com um chute certeiro.

Graças ao gol do último vencedor do Ballon d'Or, a equipe francesa chegou ao empate, e o jogo seguiu equilibrado até o fim da prorrogação, com o campeão sendo decidido nos pênaltis.

Na disputa de pênaltis, o brasileiro Gabriel Magalhães desperdiçou a última cobrança da sua equipe e, assim, o PSG pôde se sagrar “campeão” pela segunda vez consecutiva.

A validade de um modelo de jogo

Conquistar três títulos da Liga dos Campeões demonstra a capacidade de adaptação e a atualidade de Luis Enrique na elite do futebol.

Vencer com dois clubes diferentes, em contextos e ligas distintas, prova que o seu sistema de jogo baseado na pressão alta, na disciplina tática e no controle da bola continua a ser eficaz ao mais alto nível competitivo.

Um grupo exclusivo: treinadores com 3 ou mais Ligas dos Campeões

Com a vitória desta edição, Luis Enrique entra formalmente para o grupo dos treinadores mais vitoriosos da história da competição.

Até à data, apenas cinco treinadores conseguiram vencer a Taça dos Campeões Europeus ou a Liga dos Campeões em três ou mais ocasiões:

  • Carlo Ancelotti: 5 títulos da Liga dos Campeões

  • Bob Paisley: 3 títulos da Liga dos Campeões

  • Zinedine Zidane: 3 títulos da Liga dos Campeões

  • Pep Guardiola: 3 títulos da Liga dos Campeões

  • Luis Enrique: 3 títulos da Liga dos Campeões

Cada um dos nomes desta lista marcou uma era no futebol europeu. Carlo Ancelotti lidera o recorde absoluto com cinco títulos, conquistados entre o Milan e o Real Madrid.

Bob Paisley estabeleceu o domínio do Liverpool nas décadas de 70 e 80, enquanto Zinedine Zidane alcançou a marca de três títulos consecutivos quando treinava o Real Madrid.

Por sua vez, Pep Guardiola, na época dourada dos treinadores formados sob a filosofia de Johan Cruyff, conquistou a “Orelhuda” com o Barcelona e o Manchester City.

Agora, Luis Enrique inscreve o seu nome de forma definitiva ao transformar o Paris Saint-Germain numa potência vencedora na Europa.