A seleção de Marrocos foi derrotada por 2 a 0 pela França nas quartas de final e deu adeus à Copa de 2026. Ainda assim, essa derrota não apaga tudo o que esta incrível geração de jogadores conquistou.
O atual elenco mudou para sempre a história do país no cenário internacional e colocou o futebol marroquino em uma posição de destaque entre as principais seleções do mundo.
Diante de uma França implacável e repleta de estrelas, os Leões do Atlas voltaram a competir de igual para igual, de cabeça erguida e com a identidade que já se tornou a sua marca registrada.
O apito final decretou o fim do sonho de repetir ou superar a campanha de quatro anos atrás, mas esta equipe mostrou que já não é mais uma surpresa. Marrocos é uma realidade.
Terminar entre as oito melhores seleções da Copa confirma que Marrocos está preparado para enfrentar as grandes potências e permite olhar para o futuro com o mesmo entusiasmo.
Um histórico de conquistas para uma geração inesquecível
Para entender a dimensão do que este grupo conquistou, basta olhar para os últimos quatro anos.
O que começou como uma campanha histórica no Catar, quando Marrocos se tornou a primeira seleção africana a chegar às semifinais de uma Copa, se transformou em uma trajetória de sucesso consolidada.
- Semifinalista da Copa de 2022: Quebrou uma barreira histórica para o futebol africano ao terminar entre as quatro melhores seleções do mundo pela primeira vez.
- Campeão da Copa Africana de Nações: Reafirmou seu status como uma das grandes potências do continente ao conquistar o principal título da África, após uma final memorável e cercada de polêmicas contra o Senegal.
- Quartas de final da Copa de 2026: Longe de sofrer a tradicional "ressaca do sucesso", voltou ao maior palco do futebol e, mais uma vez, terminou entre as oito melhores seleções do planeta.
Na elite do futebol: do Ballon d'Or ao Troféu Kopa
O espírito competitivo desta seleção não se explica apenas pelo desempenho coletivo. Ele também aparece no reconhecimento individual que suas estrelas receberam nas últimas edições do Ballon d'Or.
Vários jogadores deste elenco já foram indicados aos principais prêmios da cerimônia, o que reforça a qualidade e o talento desta geração.
Yassine Bounou é um dos maiores exemplos dessa evolução. O goleiro, que já esteve entre os indicados ao Ballon d'Or e ao Troféu Yashin, voltou a ser um dos grandes destaques de Marrocos nesta Copa.
Na partida contra a França, ele ainda defendeu um pênalti cobrado por Kylian Mbappé e foi o principal responsável por evitar um placar ainda mais elástico.
Já Achraf Hakimi mostrou mais uma vez por que é considerado um dos melhores laterais do mundo e também foi um dos destaques de Marrocos nesta Copa.
Sua presença entre os indicados à última edição do Ballon d'Or confirma o alto nível que vem apresentando, tanto pelo PSG quanto pela seleção.
Ao lado de Bono, ele se tornou a principal referência de uma geração que já compete de igual para igual com qualquer seleção do cenário internacional.
A esperança voltada para a Copa de 2030
Além da decepção compreensível pela eliminação para a França, o cenário para o futebol marroquino é bastante promissor.
O país vem fazendo um excelente trabalho nas categorias de base, com conquistas recentes em competições de base e também no futebol olímpico.
Isso praticamente garante uma renovação competitiva da seleção, que deve herdar o melhor da atual "geração de ouro" do futebol marroquino.
Um dos sinais mais claros desse processo é a ascensão de Ayyoub Bouaddi nesta Copa. Sua indicação ao Troféu Kopa confirma que a estrutura do futebol marroquino continua revelando talentos prontos para atuar no mais alto nível.
Assim, os Leões do Atlas se despedem da Copa com bases sólidas para seguir entre a elite do futebol mundial.
A combinação entre a experiência dos jogadores já indicados ao Ballon d'Or e o talento de jovens como Bouaddi permite que Marrocos olhe com otimismo para a Copa de 2030, quando também será um dos países-sede.