O Mundial de 2026 marcará um recorde inédito. Nunca antes um atleta havia participado de seis edições do torneio. Até hoje, o máximo alcançado por um mesmo jogador era cinco Copas do Mundo.

Mais do que um recorde de longevidade, a marca é uma demonstração de regularidade e capacidade de se manter em alto nível ao longo de duas décadas.

Os três protagonistas desse feito também têm uma ligação direta com o Ballon d'Or.

Lionel Messi e Cristiano Ronaldo são os dois maiores vencedores da história do prêmio, com oito e cinco troféus, respectivamente.

Já Guillermo Ochoa foi indicado ao Ballon d'Or em 2007. Até hoje, ele segue como o único jogador mexicano a figurar entre os indicados ao prêmio.

A seguir, relembramos a trajetória dessas três lendas nas cinco Copas do Mundo que disputaram anteriormente e como cada uma delas construiu o caminho até este marco histórico.

A trajetória de Lionel Messi nas Copas do Mundo

Alemanha 2006: Messi disputou sua primeira Copa do Mundo aos 18 anos, sob o comando de José Pékerman. Ainda como uma das grandes promessas do futebol mundial, marcou seu primeiro gol em Mundiais na vitória sobre Sérvia e Montenegro, pela fase de grupos. A campanha argentina terminou nas quartas de final, com eliminação para a Alemanha nos pênaltis. Na ocasião, o jovem atacante assistiu à partida do banco de reservas.

África do Sul 2010: Quatro anos depois, já com a camisa 10 e comandado por Diego Maradona, Messi assumiu o protagonismo ofensivo da seleção argentina. Apesar das boas atuações e de ser o principal articulador da equipe, não conseguiu marcar durante o torneio. A Argentina voltou a cair nas quartas de final diante da Alemanha, desta vez com uma derrota por 4 a 0.

Brasil 2014: Foi no Brasil que Messi viveu sua melhor campanha em Copas até então. Como capitão, liderou a Argentina até a final e marcou quatro gols ainda na fase de grupos. Decisivo ao longo do mata-mata, conduziu a equipe até a decisão contra a Alemanha. No entanto, os argentinos acabaram derrotados por 1 a 0 na prorrogação. Mesmo sem o título, Messi foi eleito o melhor jogador da competição.

Rússia 2018: A Copa da Rússia foi marcada por uma campanha irregular da Argentina sob o comando de Jorge Sampaoli. Messi marcou um gol fundamental contra a Nigéria, garantindo a classificação da equipe para as oitavas de final na última rodada da fase de grupos. No mata-mata, porém, a caminhada terminou diante da França, que venceu um dos jogos mais emocionantes do torneio por 4 a 3.

Qatar 2022: No Catar, Messi finalmente realizou o maior sonho de sua carreira. Capitão da Argentina, o atacante comandou a campanha do título mundial e marcou sete gols ao longo da competição. Balançou as redes na fase de grupos, nas oitavas de final, nas quartas, na semifinal e duas vezes na grande final contra a França. Além da conquista histórica, foi eleito o melhor jogador do torneio pela segunda vez na carreira.

América do Norte 2026: Messi chega à Copa do Mundo de 2026 como campeão mundial e peça importante da seleção argentina na defesa do título. Com sua presença confirmada no torneio, o craque se torna o primeiro jogador da história a disputar seis edições de Copa do Mundo, completando duas décadas consecutivas no maior palco do futebol internacional.

A trajetória de Cristiano Ronaldo nas Copas do Mundo

Alemanha 2006: Cristiano Ronaldo disputou sua primeira Copa do Mundo aos 21 anos, sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Naquele torneio, marcou seu primeiro gol em Mundiais ao converter um pênalti contra o Irã, ainda na fase de grupos. Portugal fez uma grande campanha e chegou às semifinais, encerrando a competição na quarta colocação.

África do Sul 2010: Já como capitão da seleção portuguesa, Cristiano liderou sua equipe na primeira Copa do Mundo realizada em solo africano. Seu único gol no torneio veio na histórica vitória por 7 a 0 sobre a Coreia do Norte, pela fase de grupos. A caminhada portuguesa terminou nas oitavas de final, após derrota por 1 a 0 para a futura campeã Espanha.

Brasil 2014: A Copa disputada no Brasil foi marcada por dificuldades físicas para o atacante. Ronaldo chegou ao torneio convivendo com problemas decorrentes de uma tendinite patelar e atuou no sacrifício durante a competição. Mesmo assim, participou dos três jogos da fase de grupos e marcou contra Gana. Portugal, porém, não conseguiu somar pontos suficientes para avançar ao mata-mata.

Rússia 2018: Foi uma das melhores atuações individuais de Cristiano em Copas do Mundo. Logo na estreia, brilhou ao marcar os três gols de Portugal no empate por 3 a 3 contra a Espanha, registrando um dos hat-tricks mais emblemáticos da história recente do torneio. Sua contribuição foi fundamental para a classificação portuguesa às oitavas de final, mas a equipe acabou eliminada pelo Uruguai, que venceu por 2 a 1.

Qatar 2022: No Catar, Cristiano voltou a entrar para a história. Ao marcar de pênalti contra Gana, tornou-se o primeiro jogador a balançar as redes em cinco edições diferentes de Copa do Mundo. Durante a fase eliminatória, perdeu a condição de titular por decisão da comissão técnica, mas seguiu participando da campanha portuguesa. A trajetória da seleção terminou nas quartas de final, com a derrota para Marrocos.

América do Norte 2026: Convocado mais uma vez por Portugal, Cristiano Ronaldo adiciona uma sexta Copa do Mundo ao seu currículo e alcança uma marca inédita na história do futebol. Aos 41 anos, o atacante chega ao torneio como um dos três primeiros jogadores a disputar seis Mundiais. E, mesmo depois de tantas conquistas ao longo da carreira, segue perseguindo o único grande objetivo que ainda falta em sua coleção: levantar a taça da Copa do Mundo.

A trajetória de Guillermo Ochoa nas Copas do Mundo

Alemanha 2006: Aos 20 anos, Guillermo Ochoa viveu sua primeira experiência em uma Copa do Mundo. Convocado por Ricardo La Volpe, o jovem goleiro integrou o elenco mexicano como terceira opção para a posição. Sem entrar em campo durante a competição, assistiu à campanha que terminou nas oitavas de final, com a eliminação diante da Argentina. O titular da equipe era Oswaldo Sánchez.

África do Sul 2010: Quatro anos depois, Ochoa voltou a ser convocado, desta vez por Javier Aguirre. Mais uma vez, porém, passou o torneio inteiro no banco de reservas, já que Óscar Pérez foi escolhido como goleiro titular do México. O desfecho foi semelhante ao de 2006: eliminação nas oitavas de final contra a Argentina.

Brasil 2014: Foi no Brasil que Ochoa finalmente assumiu o protagonismo. Sob o comando de Miguel Herrera, conquistou a vaga de titular e se transformou em um dos grandes personagens da fase de grupos. Sua atuação contra o Brasil ficou marcada por uma série de defesas espetaculares, especialmente diante de Neymar, ajudando a garantir o empate sem gols. As atuações renderam reconhecimento internacional, mas o México acabou eliminado nas oitavas de final pela Holanda.

Rússia 2018: Já consolidado como dono da posição, Ochoa disputou os quatro jogos da seleção mexicana na Rússia. Um dos momentos mais marcantes veio logo na estreia, quando teve papel fundamental na histórica vitória por 1 a 0 sobre a Alemanha. Ao longo do torneio, terminou entre os goleiros com maior número de defesas realizadas. A campanha mexicana, no entanto, voltou a terminar nas oitavas de final, desta vez com derrota para o Brasil.

Qatar 2022: Em sua quinta Copa do Mundo, Ochoa novamente foi o titular da seleção comandada por Gerardo Martino. Seu momento mais memorável aconteceu na partida contra a Polônia, quando defendeu um pênalti cobrado por Robert Lewandowski e manteve o México vivo na disputa pela classificação. Apesar do esforço, a seleção mexicana não conseguiu avançar e foi eliminada ainda na fase de grupos.

América do Norte 2026: Convocado para a Copa do Mundo de 2026, organizada por Estados Unidos, México e Canadá, Ochoa passa oficialmente a fazer parte do grupo dos jogadores com seis participações em Mundiais. O goleiro viverá esse momento histórico com um ingrediente especial: a oportunidade de disputar partidas em seu próprio país. Duas décadas depois de sua primeira convocação para uma Copa do Mundo, "Memo" consolida uma das trajetórias mais longevas e marcantes da história da seleção mexicana.

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