Lionel Scaloni, técnico da Seleção Argentina, anunciou os 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.
Entre os nomes da lista, destaca-se mais uma vez a presença de Lionel Messi que, aos quase 39 anos, tentará liderar a Argentina na defesa do título mundial conquistado no Catar.
Vencedor de oito Ballons d’Or, o capitão argentino dispensa apresentações, mas seus feitos seguem impressionando como se fossem inéditos.
Ao entrar em campo na América do Norte, Messi fará história mais uma vez: disputará sua sexta Copa do Mundo, marca que passará a dividir exclusivamente com Cristiano Ronaldo, por Portugal, e Guillermo Ochoa, pelo México.
Mas, quando o assunto é presença em campo, Messi já ocupa sozinho o topo da história. Com 26 partidas disputadas em Copas do Mundo, ele detém o recorde absoluto do torneio, à frente de lendas como Lothar Matthäus, com 25 jogos, e Miroslav Klose, com 24.
Além disso, os números do craque de Rosário pela Seleção Argentina seguem impressionantes. Antes do início do Mundial, Messi acumula 198 partidas e 116 gols com a camisa da “Albiceleste”, liderando isoladamente a lista de maiores artilheiros da história da seleção.
Uma por uma: as 5 Copas do Mundo disputadas por Messi
A história de Messi nas Copas do Mundo é uma trajetória de genialidade, sofrimento e, finalmente, redenção absoluta.
Sua estreia aconteceu em 2006, aos apenas 18 anos, quando surgiu para o mundo com um gol e uma assistência contra Sérvia e Montenegro, tornando-se o argentino mais jovem a alcançar esse feito em uma Copa do Mundo.
Ainda assim, viu a eliminação da Argentina do banco de reservas, contra a Alemanha, nas quartas de final, nos pênaltis.
Em 2010, sob o comando de Diego Maradona, o sonho voltou a desmoronar nas quartas de final, novamente diante da Alemanha, em uma dolorosa derrota por 4 a 0 na África do Sul.
Já em 2014, Messi esteve a centímetros da glória eterna. Levou a Argentina até a final no Maracanã, conquistou o prêmio de melhor jogador do torneio, mas o gol de Mario Götze na prorrogação deixou uma ferida que parecia impossível de cicatrizar. Mais uma vez, diante dos alemães.
Em 2018, em meio ao caos da equipe comandada por Jorge Sampaoli, a esperança argentina terminou nas oitavas de final contra a França, que acabaria conquistando o título mundial.
E então veio 2022. No Catar, Messi escreveu a página mais dourada da sua carreira. Tornou-se o primeiro jogador da história a marcar gols na fase de grupos, nas oitavas de final, nas quartas, na semifinal e na final de uma mesma edição de Copa do Mundo.
Em busca do feito de Pelé: o sonho do bicampeonato
Com sete gols e uma liderança emocionante, Messi levantou a tão sonhada taça depois daquela que muitos consideram a maior final da história das Copas do Mundo, contra a França. A imagem do capitão beijando o troféu, finalmente em paz com a própria história, rodou o planeta.
Ao longo da carreira, Messi já quitou todas as suas pendências com o futebol: conquistou uma Copa do Mundo, duas Copas América e uma Finalissima. Não existe mais qualquer peso sobre seus ombros.
Ainda assim, ele chegará ao Mundial de 2026 em busca de colocar a cereja no topo de uma carreira irrepetível e tentar alcançar um feito coletivo que não acontece desde o Brasil de Pelé, campeão consecutivo em 1958 e 1962: o bicampeonato mundial.
E, para essa missão, o capitão contará com a mesma “guarda pretoriana” que o protegeu no Catar. Scaloni montou uma seleção madura, sólida e temível, com nomes como Emiliano Martínez, Cristian Romero, Alexis Mac Allister, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul, Lautaro Martínez e Julián Álvarez, entre outros.
A estreia dos atuais campeões dará início a um torneio especial. Só o tempo dirá até onde esta Seleção Argentina conseguirá chegar, mas uma coisa é certa: o mundo inteiro vai parar para ver, talvez pela última vez, Messi vestindo a camisa albiceleste em uma Copa do Mundo.
Convocados da Seleção Argentina para a Copa do Mundo:
Goleiros
- Emiliano Martínez (Aston Villa)
- Gerónimo Rulli (Olympique de Marseille)
- Juan Musso (Atlético de Madrid)
Defensores
- Cristian Romero (Tottenham Hotspur)
- Lisandro Martínez (Manchester United)
- Nicolás Otamendi (Benfica)
- Leonardo Balerdi (Olympique de Marseille)
- Nahuel Molina (Atlético de Madrid)
- Nicolás Tagliafico (Olympique de Lyon)
- Gonzalo Montiel (River Plate)
- Valentín Barco (Strasbourg)
- Facundo Medina (Olympique de Marseille)
Meio-campistas
- Rodrigo De Paul (Inter Miami)
- Alexis Mac Allister (Liverpool)
- Enzo Fernández (Chelsea)
- Exequiel Palacios (Bayer Leverkusen)
- Giovani Lo Celso (Real Betis)
- Leandro Paredes (Boca Juniors)
- Thiago Almada (Atlético de Madrid)
- Nico Paz (Como)
Atacantes
- Lionel Messi (Inter Miami)
- Lautaro Martínez (Inter de Milão)
- Julián Álvarez (Manchester City)
- Nicolás González (Atlético de Madrid)
- Giuliano Simeone (Atlético de Madrid)
- Flaco López (Palmeiras)