A Escócia está a menos de um mês de disputar sua primeira Copa do Mundo em 28 anos, e a “Tartan Army” atravessará o Atlântico cheia de confiança, mesmo após derrotas nos amistosos de março contra Japão e Costa do Marfim.

Grande parte desse otimismo vem da campanha nas Eliminatórias. Os escoceses terminaram na liderança do grupo, perderam apenas uma das seis partidas disputadas e fecharam a classificação de maneira dramática e inesquecível diante da Dinamarca.

Além disso, o técnico Steve Clarke construiu um time trabalhador, disciplinado e muito unido - um coletivo que frequentemente rende mais do que a soma das peças individuais. Sem dúvida, a Escócia será uma das seleções mais conectadas do torneio deste verão.

Ainda assim, existe uma preocupação que acompanha esse entusiasmo: a ideia, amplamente aceita, de que apenas organização e espírito coletivo talvez não sejam suficientes diante da elite mundial. Para realmente fazer diferença, muitas vezes é preciso contar com uma estrela capaz de decidir jogos sozinha.

E, segundo Paul Dickov, a Escócia possui justamente esse jogador em Scott McTominay, que voltou a impressionar nesta temporada depois de viver um notável renascimento na carreira com o Napoli, na Serie A.

3 gols nos últimos 6 jogos mostram que o jogador chega à Copa do Mundo em grande fase. Além disso, um voleio espetacular contra a Inter de Milão, em outubro passado, foi eleito o gol do mês da Serie A.

Em dezembro, McTominay também ajudou o Napoli a conquistar a Supercopa da Itália, apenas a terceira do clube em seus 99 anos de história.

Depois de uma temporada de estreia brilhante em Nápoles - que lhe rendeu o prêmio de Jogador do Ano da Serie A -, McTominay vai se apresentar à seleção escocesa ainda neste mês sabendo que as esperanças de um país inteiro estarão sobre seus ombros.

Dickov, porém, acredita que o meio-campista de 29 anos está preparado para corresponder a essas expectativas. Recentemente, ele afirmou:

“A influência que Scott tem na Escócia e no Napoli é enorme.”

“Fico muito feliz que ele tenha saído do Manchester United e mostrado para todos o seu verdadeiro valor. E parece estar melhorando cada vez mais.”

O ex-atacante do Manchester City então citou outra grande estrela britânica, responsável por liderar uma seleção considerada azarã a campanhas históricas em grandes torneios.

“Scott McTominay e Gareth Bale são jogadores completamente diferentes em estilo, mas ambos têm, sem dúvida, o mesmo impacto sobre o time e o elenco.”

A comparação faz sentido, especialmente porque Gordon Strachan, quando comandava a Escócia, costumava lamentar a ausência de um jogador escocês de nível mundial capaz de elevar a equipe além das expectativas.

Na época, Strachan frequentemente apontava Bale e a seleção do País de Gales como exemplo do que faltava ao futebol escocês.

Então, será que a Escócia finalmente encontrou sua grande estrela para liderar a seleção nos confrontos contra Brasil, Marrocos e Haiti no próximo mês? A presença de McTominay certamente dá motivos para acreditar nisso.