São 17h16 de segunda-feira, 28 de outubro de 2024. Daqui a três horas começa a 68ª cerimônia do Ballon d’Or. O público ainda não sabe, mas George Weah vai fechar o evento apresentando o troféu masculino. A quatro quilômetros do Théâtre du Châtelet, o hotel que recebe as delegações e convidados está cheio de movimento. Os elevadores estão lotados, e o ex-presidente da Libéria (janeiro de 2018 a janeiro de 2024) se esforça para nos encontrar numa sala privada no térreo.

“Não se preocupem, podemos ir ao coquetel das 18h10”, tranquiliza seu conselheiro. De repente, uma equipe de seguranças de preto aparece no fim do corredor. O grupo é liderado por um homem de terno azul-marinho, gravata vermelha e camisa branca - as cores da Libéria. Nove meses depois de deixar o cargo, Weah ainda mantém aquela postura presidencial.

Em 14 de novembro de 2023, o povo liberiano escolheu por uma margem apertada Joseph Boakai, do Unity Party, contra Weah, com 50,64% dos votos contra 49,36%. O então presidente reconheceu a derrota antes mesmo dos resultados oficiais serem anunciados, um gesto para evitar tensões entre seus apoiadores que foi elogiado internacionalmente. Mas para Weah, o jogo ainda não acabou.

“As pessoas na Libéria ainda me ligam. Tenho só 58 anos. Ainda posso fazer um segundo mandato, e quero fazer.”

O ex-atacante defende seu histórico, destacando o “enorme trabalho” que fez em um país finalmente livre das consequências de uma guerra civil que matou 250 mil pessoas entre 1989 e 2003.

“É isso que mais me deixa orgulhoso”, diz o vencedor de um prêmio especial da ONG Peace and Sport em 2022. “Hoje, as crianças vão à escola de graça. Nossas estradas estão boas. Essa foi a nossa base. Não foi um erro entrar na política.”

Do Gueto ao Palco Global

Apesar da confiança que passa como político, o homem é reservado. O aperto de mão é firme, mas contido; o olhar é tímido, e as primeiras palavras são poucas.

“Mesmo quando era jovem, eu era muito tímido”, confirma ele mais tarde.

Depois de uma sessão de fotos de três minutos, ele se senta na sala fria, parecida com uma sala de reunião.

“Vamos falar em inglês, mas se der, podemos mudar para francês”, anuncia o homem que se tornou cidadão francês em 1993.

De repente, tudo muda quando o Ballon d’Or aparece na conversa. Um sorriso largo aparece no rosto dele, mostrando dentes perfeitos.

“O quê?! Já se passaram 29 anos desde que ganhei esse troféu?” A entrevista começa.

26 de dezembro de 1995, o dia da vitória, parece que foi ontem.

“Foi uma alegria enorme. Quando cheguei à Europa, nem podia concorrer ainda”, lembra ele, porque só jogadores europeus podiam ganhar o prêmio antes de 1995. “Depois, ganhei a primeira Bola de Ouro globalizada. Foi uma recompensa por tudo que nós, jogadores africanos, tínhamos conquistado. Vir do primeiro país independente da África e me tornar o primeiro - e ainda único - jogador do continente a levantar o troféu é incrível. O que me deixa mais feliz é que usei meu Ballon d’Or para promover a paz. Sou a prova de que não é só uma bola dourada. Toda a África ficou feliz.”

Classificação do Ballon d'Or 1995

1. George Weah (LBR, PSG, Milan), 144 pontos
2. Jürgen Klinsmann (ALE, Tottenham, Bayern), 108 pts
3. Jari Litmanen (FIN, Ajax), 67 pts
4. Alessandro Del Piero (ITA, Juventus), 57 pts
5. Patrick Kluivert (HOL, Ajax), 47 pts
6. Gianfranco Zola (ITA, Parma), 41 pts
7. Paolo Maldini (ITA, Milan), 36 pts
8. Marc Overmars (HOL, Ajax), 33 pts
9. Matthias Sammer (ALE, Dortmund), 18 pts
10. Michael Laudrup (DIN, Real Madrid), 17 pts

A história de George Weah no topo do futebol parece quase inacreditável considerando de onde ele veio. Nascido em Clara Town, um bairro pobre da capital Monróvia, Weah cresceu na Libéria - um país da África Ocidental entre Serra Leoa e Costa do Marfim, considerado pela ONU um dos 20 países mais pobres do mundo.

“Cresci em um verdadeiro gueto, e meu pai morreu quando eu era bebê”, contou ele direto. O pai, William, mecânico, deixou a mãe, Anna, vendedora de mercado, cuidar de George e dos três irmãos sozinha.

“Minha avó paterna, Emma, me criou. Ela já tinha várias crianças em casa. Éramos 19 em uma casa só. Era difícil acreditar.”

“Mas a gente se ajudava”, continuou. “Sempre jogávamos futebol. Montávamos uma trave aqui, outra ali, e ficávamos batendo cabeça na bola pra lá e pra cá. Provavelmente foi assim que eu fiquei bom no jogo aéreo. No fim, tudo que conquistei, foi por trabalho duro.”

Inspirado por um Rei, Impulsionado pela Adversidade

Mesmo numa vida difícil, que era a realidade do grupo étnico Kru enfrentando discriminação, Weah encontrou sua vocação.

“Descobri o Pelé na Copa de 1970. Eu era bem pequeno, mas pensei: ‘Como alguém chega a ser tão bom?’ Consegui umas fitas dele e assisti várias vezes. Aí entendi a resposta: trabalho duro. Driblar, saltar... me inspirei em todos os movimentos dele. Sonhava em conhecer meu ídolo.”

Esse sonho virou realidade em 1992, no Mônaco.

“Depois, trabalhamos juntos na FIFA”, contou Weah. “Mas desde criança eu era fã. Queria tudo que tivesse relação com ‘O Rei’.”

Para ajudar a família e pagar suas coisas, o jovem Weah teve que trabalhar.

“Comecei aos 14 anos. Fazia qualquer coisa. Perguntava para os vizinhos: ‘Precisa de algo? A roupa precisa lavar? Posso fazer.’ Depois comecei a vender pipoca para amigos ganeses que vinham para a Libéria. E um dia, tudo mudou.”

Um Início Incomum

Enquanto trabalhava, Weah entrou no primeiro time, o Young Survivors, do bairro dele. Por sorte, ele entrou como goleiro só para ter lugar na equipe.

“Mas eles já tinham dois goleiros, então disseram: ‘Você é alto, vai jogar na ponta.’ Acabei como artilheiro e nunca mais voltei pra gol!” Com Weah, o time subiu da quarta para a segunda divisão em três temporadas. Em 1984, o Bong Range United da primeira divisão notou o talento dele, mas o clube era pequeno demais para seu potencial.

Aos 18 anos, ele entrou no Mighty Barrolle, um dos maiores clubes da Libéria. Depois de meia temporada, em 23 de fevereiro de 1986, fez a primeira das 75 partidas pela seleção contra o Burkina Faso. No verão, buscando mais tempo de jogo, foi para os rivais Invincible Eleven. O dinheiro não veio; Weah ainda trabalhava como operador de central telefônica para sobreviver.

O Nascimento do "Rei George"

Uma viagem ao Brasil naquele Natal mudou tudo.

“A federação liberiana quis montar uma seleção forte e nos levou para um treino no Brasil. Vi ali minha chance de virar profissional, então fui”, explicou. “No Rio, todo o time do Flamengo veio nos ver. Disseram: ‘Esse é o Pelé, ele fica.’ Adorei, mas não podia deixar minha avó sem apoio.”

De volta à Libéria mais confiante, a carreira deslanchou. Em 1987, ganhou o campeonato da liga com o Invincible Eleven e foi eleito melhor jogador e artilheiro. Nascia o apelido favorito dele: “Rei George”.

“É assim que me chamam em casa, em homenagem ao Pelé”, disse sorrindo.

No verão de 1987, surgiu outra oportunidade importante.

“Faltava um ano de escola quando o Tonnerre Yaoundé, de Camarões, veio me contratar. Era a hora da verdade: se não desse certo, o que eu faria? Só meu sucesso podia salvar minha família. Tinha que me sacrificar.”

Deixando casa para um clube a 3.000 km, Weah iniciou uma jornada que mudaria sua vida.

“Devo muito ao Claude Le Roy”, reconheceu. “Ele era técnico de Camarões, e vários colegas jogavam com ele. Fui visitá-los um dia...”

Claude Le Roy lembra melhor: “Cheguei perto do campo de carro e vi alguém avançando pela direita. Pensei: ‘Quem é esse jogador?!’ Em 15 segundos, já estava rendido. Velocidade, coordenação, potência... um verdadeiro jogador de futebol. Estacionei, alguém me disse que ele era liberiano. Depois da sessão, fui falar e disse que queria que ele fosse camaronês...”

Em 18 jogos no Tonnerre Yaoundé, Weah marcou 14 gols, acelerando sua carreira.

“Eu era um Exterminador”, disse ele. “Assinei contrato de três anos, mas saí em seis meses. Claude ligou para Arsène Wenger, que treinava o Mónaco, e me recomendou. Ele poderia ter escolhido qualquer jogador, mas me escolheu. Por quê? Talvez fosse meu destino ou a vontade de Deus. Claude me salvou.”

Antes de se mudar, Weah treinou com Camarões, mas recusou jogar pelos Leões Indomáveis.

“Amo meu país; nunca poderia trair. Muitos amigos queriam que eu jogasse, mas eu não podia. Na Libéria, nossa geração estava começando e as pessoas acreditavam em mim.”

George Weah: Uma Breve Biografia

Nascimento: 1 de outubro de 1966, em Monróvia, Libéria.
Posição: Atacante.
Carreira Internacional: 75 partidas pela Libéria, 18 gols.
Carreira em Clubes: Bong Range United (1984-1985), Mighty Barrolle (1985-1986), Invincible Eleven (1986-1987), Africa Sports d'Abidjan (1987), Tonnerre Yaoundé (1987-1988), Mónaco (1988-1992), Paris Saint-Germain (1992-1995), AC Milan (1995-2000), Chelsea (empréstimo, 2000), Manchester City (2000), Marselha (2000-2001), Al-Jazira (2001-2003).
Principais Títulos: Liga Liberiana (1986, 1987), Liga Camaronesa (1988), Ligue 1 Francesa (1994), Serie A Italiana (1996, 1999), Taça da Libéria (1986), Taça de França (1991, 1993, 1995), Taça da Liga (1995), Taça de Inglaterra (2000), Bola de Ouro (1995), Futebolista Africano do Ano (1989, 1994).

George Weah na Europa: Mônaco e PSG

No verão de 1988, Weah foi para a Europa, uma experiência que até hoje o faz rir.

“Quando você vem da África, Mônaco parece lindo demais, limpo demais. Não parecia real. Eu sentia que precisava de um trabalho extra para ajudar minha família. Mas estava muito motivado. Roger Milla e Salif Keita tiveram sucesso nessa liga. Hoje é mais fácil, os jogadores africanos estão em todos os campeonatos europeus. Na nossa época, era outra história.”

"Chamo Arsène Wenger de 'Pai'"

A estreia dele foi impressionante. Marcou 5 gols nos 5 primeiros jogos como titular, incluindo um na Liga dos Campeões. Mas o grande salto veio com Arsène Wenger.

“Eu já era um jogador completo, mas o Wenger me colocou na posição certa”, contou. “Quando cheguei, ele disse: ‘George, você vai jogar na ponta, driblar todo mundo e levar a bola para o gol. De agora em diante, você é atacante.’ Ele viu que eu podia usar a cabeça e os dois pés. Aprendi muito com ele. Até hoje chamo ele de ‘Pai’.”

Weah terminou a primeira temporada na Europa com 14 gols na Division 1, mas no final de 1989 sofreu com a guerra civil na Libéria.

“Fiquei muito triste com o que estava acontecendo em casa. Pensei que não conseguiria jogar bem, mas decidi promover a paz com minhas atuações.”

Uma Mudança para o PSG, Quase por Acaso

Em 1991, depois de ganhar a Taça da França com o Mónaco, ele chegou ao PSG, quase por acaso.

“Esperava que times da Itália me procurassem. Falava-se da Juventus. Fiquei feliz porque sonhava com eles, admirava o Platini. Mas eram só rumores. Quando soube que o PSG queria conversar, pensei: ‘Beleza, é a mesma liga, numa cidade grande, por que não?’”

Em 1992, Paris também recebeu David Ginola, Bernard Lama, Alain Roche e Vincent Guérin.

“Não sei se lembram, mas reconstruímos tudo do zero. Com esses jogadores, o nível explodiu.” Na primeira temporada, Weah terminou como artilheiro do clube com 23 gols em todas as competições, enquanto o PSG levantava a Taça da França.

A temporada seguinte foi mais difícil pessoalmente, mesmo com o PSG vencendo a liga.

“Não quero criticar treinador, mas foram cometidos erros”, lembra. “Vencemos o Real Madrid nos quartos de final da Taça dos Vencedores de Taças (1-0, 1-1), e eu marquei. Depois, vamos a Arsenal na semi, depois de empate 1-1 no Parc des Princes, e eu nem estou na lista. Perguntei ao treinador, Artur Jorge, se podia pelo menos ficar no vestiário, ele disse não. Nem banco; estava nas arquibancadas. Por quê?” A questão era excesso de jogadores estrangeiros; ele foi preterido em favor do brasileiro Raí, que estava em dificuldades.

Racismo e a Cabeçada que Custou um Ballon d'Or

“Depois daquele jogo (derrota por 1-0), pensei que meu tempo no PSG tinha acabado”, continua. “Mas Luis Fernandez, que chegou em 1994, me manteve. Ele disse: ‘Fica comigo por uma temporada, depois vai para a Itália.’”

Na temporada 1994-95, com mais um troféu da Taça da França, Weah explodiu na Liga dos Campeões, atuação que ajudou a conquistar o Ballon d’Or no fim de 1995, já no Milan. Depois de marcar um gol lendário contra o Bayern de Munique, terminou como artilheiro da competição com oito gols.

“Era hora de partir. Tinha feito tudo em Paris, e queriam me vender. Fiquei triste; amava a cidade”, diz ele. Mas não esqueceu uma faixa racista exibida em seu último jogo pelo PSG contra o Le Havre: “Weah, não precisamos de ti”, com cruzes celtas no lugar do ‘O’ e S’s estilizados como SS nazista.

“Quando fãs estão chateados, fazem besteira. Por isso não falei nada”, reflete. “Passei 13 anos na Europa; sei que algumas pessoas nunca vão entender. Não dá para controlar estádio inteiro ou acusar todo mundo de racismo. O pior é quando um adversário age assim.”

A referência é ao incidente na Liga dos Campeões entre Porto e Milan, em 20 de novembro de 1996: Weah deu uma cabeçada no zagueiro Jorge Costa, quebrando o nariz dele, e levou suspensão europeia de seis jogos.

“Por que teria reagido se nada tivesse acontecido antes? Nos dois jogos, não respondi. Mas quando voltei ao vestiário, ele me empurrou. Quando cai e vê agressividade, reage. Triste, pois não houve investigação. Não sou gangster. Onde fui, fiz amigos.”

Da Glória no Milan à Surpreendente Passagem pelo Marseille

Durante o tempo no Milan, Weah fez grandes amigos: Patrick Kluivert, Oliver Bierhoff, Roberto Baggio e Leonardo, formando uma equipe poderosa. Foi com eles que marcou seu gol icônico de ponta a ponta contra o Hellas Verona, em 1996.

“E pensar que muita gente dizia que eu não conseguiria na Itália”, lembra Weah. “Mesmo depois de ganhar a liga duas vezes, ouvi gente dizendo: ‘Ele só faz dez gols por temporada.’ Poderia ter feito os pênaltis e virar artilheiro do clube, mas isso não importava para mim. Eu jogava pelo time.”

Com a chegada de Andriy Shevchenko, em 1999, seu tempo de jogo diminuiu, e ele saiu no inverno seguinte. “Fui emprestado ao Chelsea porque Gianluca Vialli disse: ‘Estamos precisando de atacantes, vem nos ajudar.’” Com os Blues, conquistou a Taça da Inglaterra em 2000, seu último dos doze grandes títulos na carreira.

Depois, teve uma breve passagem de dois meses pelo Manchester City. Com 34 anos, fez a mudança mais surpreendente da carreira.

“Marcel Dib, grande amigo dos tempos de Mônaco e agora diretor do Marseille, me ligou. Disse: ‘George, tua carreira está acabando, e o Marseille está em apuros. Precisamos de ajuda.’ Eu respondi: ‘Marcel, tô indo.’”

Quando questionado sobre a rivalidade PSG-Marseille, Weah é direto: “Não jogo por isso. Marquei 5 gols, incluindo um duplo contra o Mônaco, dei assistência contra o PSG, e ajudamos a escapar do rebaixamento.”

Mais surpreendente ainda, depois de se aposentar como jogador em 2003, Weah fez seu jogo de despedida em 2005, no Marseille.

“Todo mundo dizia: ‘Não, você não pode fazer isso.’ Mas liguei para o Marseille. Tenho muitos amigos lá. Passei só sete meses, e eles organizaram um jogo de despedida enorme para mim. Em Paris, fiquei três anos, e ninguém quis. Tô bravo? Não.”

Patriota Dentro e Fora de Campo

Enquanto sua carreira no futebol acabava, Weah se dedicou a outro objetivo: classificar a Libéria para a Copa do Mundo de 2002. Chegou a pagar do próprio bolso as despesas da seleção.

“O país estava em guerra, sem governo”, lembra. “Mas tivemos a ideia: se a seleção jogar, conseguimos paz. A violência parava sempre que jogávamos.”

Mesmo com uma campanha forte, a Libéria ficou a um ponto de realizar o sonho do Mundial.

“Foi quase… mas é a vida”, reflete. “Sempre estive a serviço do meu país.”

O Caminho de um Patriota para a Política

Esse patriotismo não diminuiu após se aposentar do futebol.

“Ouvi o povo. Perguntaram se eu podia criar um partido político. Criei, e cresceu rápido”, explica. Se candidatou à presidência em 2005, ficou em segundo lugar, atrás de Ellen Johnson Sirleaf, do Unity Party. Tentou de novo em 2011, como vice de Winston Tubman, e perdeu outra vez.

Mas em 26 de dezembro de 2017 - exatos 22 anos depois de ganhar o Ballon d’Or - suas aspirações se realizaram.

“Ganhamos!” exclamou. Em agosto de 2018, um dos primeiros atos como presidente foi conceder a mais alta honra da Libéria a Claude Le Roy e Arsène Wenger, treinadores que foram essenciais na sua carreira.

“Devo muito a eles, até por isso além do futebol”, afirmou Weah. “Sem eles, talvez ninguém estivesse falando de George Weah hoje.”

Enquanto pensa em uma possível reeleição em 2029, o estadista mantém um olho na política e outro na carreira do filho, Timothy, jogador da Juventus que passou pela base do PSG e também jogou no Lille.

Quanto a manter a forma, o vencedor do Ballon d’Or tem uma fórmula simples:

“Continuar jogando futebol.”