A Copa de 2026 chegou ao fim e os debates sobre quem vai ganhar o Ballon d'Or dominam as conversas do futebol.
Por causa da grandeza do torneio, muitos fazem a mesma pergunta: vencer a Copa torna automaticamente um jogador favorito ao Ballon d'Or?
A resposta é clara e confirmada pelos dados históricos: ganhar a Copa ajuda, mas não garante que um jogador seja o principal candidato ao prêmio individual mais importante do futebol.
Para chegar a essa conclusão, analisamos dois critérios: quantos campeões da Copa conquistaram o Ballon d'Or no mesmo ano e quantos terminaram entre os três primeiros colocados da premiação naquele ano.
O veredito dos números
Desde a criação do Ballon d'Or, em 1956, até hoje, foram disputadas 17 Copas.
E em apenas sete ocasiões um campeão da Copa também conquistou o prêmio individual na mesma temporada. Isso representa 41,2%.
No entanto, existe uma importante questão histórica: antes de 1995, o Ballon d'Or era exclusivo para jogadores europeus, o que impediu grandes nomes como Pelé e Diego Maradona de concorrerem ao prêmio após conquistarem a Copa.
A partir de 1995, quando o troféu passou a aceitar jogadores de todas as nacionalidades, a porcentagem aumentou: foram disputadas sete Copas e, em quatro delas, o campeão também levantou o Ballon d'Or. Ou seja, uma taxa de sucesso de 57,1%.
O grupo seleto dos sete campeões
Apenas sete jogadores em toda a história conseguiram a façanha de conquistar a Copa e serem coroados com o Ballon d'Or na mesma temporada:
- Bobby Charlton (Inglaterra) – Copa de 1966
- Paolo Rossi (Itália) – Copa de 1982
- Lothar Matthäus (Alemanha Ocidental) – Copa de 1990
- Zinedine Zidane (França) – Copa de 1998
- Ronaldo (Brasil) – Copa de 2002
- Fabio Cannavaro (Itália) – Copa de 2006
- Lionel Messi (Argentina) – Copa de 2022
O pódio é uma garantia?
Embora conquistar a Copa não garanta o Ballon d'Or, como explicado anteriormente, os dados mostram uma tendência clara quando analisamos os três primeiros colocados.
Desde que o prêmio passou a aceitar jogadores de todas as nacionalidades, em 1995, 100% dos pódios do Ballon d'Or tiveram pelo menos um campeão da Copa daquele mesmo ano ou temporada.
Nas últimas sete edições da Copa, dos 21 lugares disponíveis no pódio do Ballon d'Or, os campeões do torneio ficaram com 10 posições (quase 48%):
Ballon d'Or 1998:
Zinedine Zidane (campeão da Copa de 1998)
Davor Šuker
Ronaldo
Ballon d'Or 2002:
Ronaldo (campeão da Copa de 2002)
Roberto Carlos (campeão da Copa de 2002)
Oliver Kahn
Ballon d'Or 2006:
Fabio Cannavaro (campeão da Copa de 2006)
Gianluigi Buffon (campeão da Copa de 2006)
Thierry Henry
Ballon d'Or 2010:
Lionel Messi
Andrés Iniesta (campeão da Copa de 2010)
Xavi (campeão da Copa de 2010)
Ballon d'Or 2014:
Cristiano Ronaldo
Lionel Messi
Manuel Neuer (campeão da Copa de 2014)
Ballon d'Or 2018:
Luka Modrić
Cristiano Ronaldo
Antoine Griezmann (campeão da Copa de 2018)
Ballon d'Or 2023:
Lionel Messi (campeão da Copa de 2022)
Erling Haaland
Kylian Mbappé
A resposta definitiva
A Copa tem, sem dúvida, um grande peso... É um dos torneios mais importantes do futebol.
No entanto, o Ballon d'Or valoriza a regularidade e o desempenho ao longo de toda a temporada, e não apenas o rendimento durante um mês de competição.
Respondendo à pergunta inicial, a história mostra que, em quase metade dos casos, conquistar a Copa não torna automaticamente um jogador o grande favorito para ganhar o Ballon d'Or.
Por outro lado, de acordo com a nossa análise, ser uma das grandes figuras do torneio e se tornar campeão da Copa pode, de fato, aumentar muito as chances de terminar no pódio do Ballon d'Or naquele mesmo ano.
Então... Quem vai conquistar a edição de 2026 e quem vai terminar no pódio?
Vamos descobrir no dia 26 de outubro, em Londres.