Esta é a Copa do Mundo das superestrelas, em que os maiores nomes aparecem e fazem aquilo que sabem fazer melhor.

Os seis golos de Lionel Messi na fase de grupos garantiram que o múltiplo vencedor do Ballon d'Or quebrasse o recorde histórico de gols em Copas do Mundo.

Depois de também ter marcado com frequência nas Américas, Kylian Mbappé está agora a apenas um gol da lenda argentina nessa lista, enquanto seu segundo gol contra o Senegal lhe garantiu o status de maior artilheiro da história da França.

Já o gol inicial de Cristiano Ronaldo ontra o Uzbequistão fez com que ele se tornasse o primeiro jogador a marcar em seis finais consecutivas, e não surpreende que Erling Haaland esteja na competição com a eficiência habitual.

O "Viking goleador" é o primeiro jogador a marcar nas três primeiras partidas de uma Copa do Mundo.

Some-se a isso Vinicius Júnior, que tem liderado a Seleção rumo às oitavas com quatro gols, e fica claro por que esses gigantes dominam as conversas até aqui.

No entanto, a verdade é que nenhum jogador vence um grande torneio sozinho - apenas as equipes - e, enquanto essas estrelas brilham sob os holofotes, outros nomes indicados ao Ballon d'Or vêm se destacando de forma mais discreta.

Os quatro jogadores abaixo têm sido decisivos, consistentes e fundamentais, mas com bem menos alarde.

Bruno Fernandes: o criador por excelência

Depois de bater um recorde de assistências na Premier League na temporada 2025-26, o criativo do Manchester United iniciou sua terceira campanha em Copas do Mundo em grande estilo, comandando Portugal durante toda a partida contra a República Democrática do Congo e dando ritmo ao setor ofensivo da equipe.

Ele terminou o jogo como o segundo melhor jogador de Portugal em termos estatísticos, atrás apenas de João Neves.

Sua atuação mais marcante, no entanto, veio na goleada seguinte sobre o Uzbequistão, quando Fernandes criou duas grandes chances, deu a assistência para o segundo gol de Cristiano Ronaldo e completou 12 sprints.

Um meio-campo bem equilibrado, formado por Bruno Fernandes, Vitinha e João Neves, é um dos principais trunfos da seleção portuguesa na busca por uma campanha longa neste verão.

Bruno Fernandes na Copa de 2026 em números:

  • Jogos: 3

  • Minutos: 270

  • Participações em gols: 1

  • Passes decisivos: 4

  • Progressões com a bola: -

  • Precisão de passes: 87,3%

  • Passes no campo adversário: 116

  • Distância percorrida por 90 minutos: 10,2 km

  • Sprints por 90 minutos: 9

Lautaro Martínez: o parceiro letal

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Com 38 gols em 80 jogos pela seleção, o atacante da Inter de Milão lidera o ataque da Argentina há oito anos. Nesse período, tem sido um parceiro fundamental para Messi, além de se impor como referência ofensiva por mérito próprio, como mostra sua média de quase um gol a cada dois jogos.

Embora os números das duas primeiras partidas desta Copa de 2026 sejam discretos, eles não refletem seus movimentos inteligentes, que abrem espaços e criam oportunidades para Messi brilhar - uma espécie de assistência indireta.

Com Messi poupado no último jogo da fase de grupos, Martínez assumiu o protagonismo, acertando duas bolas na trave e marcando de pênalti.

Lautaro Martínez na Copa de 2026 em números:

  • Jogos: 3, m

  • Minutos: 180

  • Participações em gols: 1

  • Finalizações: 4 (2 no alvo)

  • Conduções de bola: 16

  • Precisão de passes: 86,3%

  • Distância percorrida com a bola: 93,3 m

William Saliba: o ponto de partida impenetrável

O poderoso ataque da França tem sido uma das histórias mais marcantes desta Copa, com uma média de 4,3 gols por 90 minutos e uma grande quantidade de chances criadas.

Mas não se pode esquecer que, defensivamente, a equipe sofreu apenas dois gols - sendo um deles já no fim de uma partida, em um contexto de consolação.

Saliba tem papel importante nessa solidez defensiva, mostrando as qualidades que o levaram a ser indicado ao Ballon d'Or em 2024.

As estatísticas de passe do jogador do Arsenal ajudam a explicar seu impacto: muitas vezes, ele é o ponto de partida das investidas ofensivas da França.

William Saliba na Copa de 2026 em números:

  • Jogos: 3

  • Minutos: 270

  • Interceptações por 90: 1,3

  • Precisão de passes: 94,7%

  • Recuperações: 10

  • Desarmes: 9

  • Dribles sofridos: 1

Casemiro: o experiente pivô

Espera-se sempre que o volante de qualquer meio-campo da seleção brasileira seja uma ameaça não só na proteção defensiva, mas também na condução do jogo no setor central. Na sua última Copa do Mundo, o jogador de 34 anos cumpriu bem essas duas funções.

Casemiro chegou ao torneio em boa forma, depois de ter revertido um período abaixo do esperado no Manchester United, que levou alguns comentaristas ingleses a acreditarem que seus melhores dias já tinham ficado para trás.

Revitalizado e sempre influente, sua experiência no meio-campo é um trunfo importante para a equipe de Carlo Ancelotti, que segue na luta pelo sexto título mundial.

Nenhum jogador brasileiro realizou mais desarmes bem-sucedidos nas Américas, enquanto seus 76 passes contra o Japão, nas oitavas de final, foram mais do que qualquer outro companheiro de equipe, com exceção da dupla de zaga.

Casemiro na Copa de 2026 em números:

  • Jogos: 4

  • Minutos: 290

  • Participações em gols: 1

  • Duelos ganhos: 40

  • Distância percorrida com a bola: 267,0 m

  • Recuperações: 15

  • Precisão de passes: 89%

  • Rupturas da linha defensiva: 57