Há uma década, Édouard Mendy estava em uma encruzilhada que teria abalado a maioria dos jogadores. Desempregado, dispensado pelo Cherbourg, clube francês das divisões inferiores, e inscrito em um centro de emprego em Le Havre, ele parecia ter visto seu sonho de se tornar jogador profissional chegar ao fim. Hoje, o capitão da seleção senegalesa está no topo do futebol mundial e recebeu mais uma indicação de prestígio ao prêmio de Goleiro do Ano de 2026.
Do desemprego à glória europeia
A trajetória de Mendy até o estrelato é uma das mais incomuns do futebol moderno. Depois de começar a carreira nas divisões inferiores pelo Cherbourg, ele passou por um período difícil sem clube, treinando sozinho e até pensando em abandonar o futebol. A oportunidade que mudou tudo veio quando o Olympique de Marseille o convidou para um período de testes como goleiro reserva. Foi o início de uma ascensão extraordinária que o levou ao Rennes e, depois, ao Chelsea, em 2020, por 22 milhões de libras.
Ao chegar à Premier League, Mendy fez história rapidamente ao se tornar o primeiro goleiro africano a defender a equipe principal do Chelsea. Sua primeira temporada foi memorável: ele não sofreu gols em 16 jogos da Premier League e igualou o recorde de partidas sem ser vazado em uma única edição da Liga dos Campeões da UEFA, com nove. Na final, ainda fez uma defesa decisiva para ajudar o Chelsea a conquistar o título mais importante da Europa.
Um legado histórico
As conquistas individuais de Mendy também o levaram aos prêmios de Goleiro do Ano da UEFA e Melhor Goleiro da FIFA em 2021, tornando-o o primeiro goleiro africano da história a conquistar as duas honrarias. Atualmente capitão do Al-Ahli, na Liga Profissional Saudita, e ainda peça importante da seleção do Senegal, sua indicação ao prêmio de Goleiro do Ano de 2026 é mais uma prova de uma carreira construída com muita resiliência e de um espírito que nunca deixou de acreditar no sonho.