Com uma nova edição do Ballon d'Or no horizonte, um debate interessante volta a surgir.

Um jogador pode ganhar o prêmio depois de mudar de clube no meio do ano?

A resposta é categórica: sim. Todos os jogadores estão aptos a ganhar o Ballon d'Or, inclusive aqueles que mudaram de clube durante a janela de transferências do meio do ano.

O prêmio avalia o desempenho geral da temporada ou do ano civil, portanto, uma transferência não é um impedimento.

Na verdade, vários jogadores já mostraram que uma mudança de clube pode ser o impulso definitivo para chegar ao topo do futebol mundial.

A seguir, relembramos os casos das lendas que conquistaram o troféu logo depois de mudar de clube.

Os jogadores que ganharam o Ballon d'Or no ano em que foram transferidos

  • Johan Cruyff (1973)
  • Ruud Gullit (1987)
  • George Weah (1995)
  • Ronaldo (1997)
  • Luís Figo (2000)
  • Ronaldo (2002)
  • Fabio Cannavaro (2006)
  • Lionel Messi (2021)
  • Lionel Messi (2023)

Johan Cruyff (1973): do Ajax à revolução Blaugrana

Conquistou a Taça dos Campeões Europeus com o Ajax antes de se transferir para o Barcelona no meio do ano.

Seu impacto imediato no clube catalão, somado ao domínio continental que havia demonstrado anteriormente, rendeu a ele o segundo Ballon d'Or de sua carreira.

Ruud Gullit (1987): a chegada ao Milan de Berlusconi

Liderou o PSV Eindhoven até o título da Eredivisie e se tornou a contratação mais cara do Milan naquele verão.

Sua rápida adaptação à Serie A confirmou seu domínio absoluto na Europa e permitiu que conquistasse o Ballon d'Or.

George Weah (1995): um marco histórico para a África

Foi o artilheiro da Liga dos Campeões pelo PSG antes de se transferir para o Milan no verão.

Seu desempenho brilhante com as duas camisas fez dele o primeiro e único jogador africano a conquistar o Ballon d'Or.

Ronaldo (1997): do show no Barça à Inter

Teve uma temporada lendária, com 47 gols pelo Barcelona, e assinou com a Inter de Milão naquela mesma janela de transferências.

Suas atuações na Espanha, na Itália e na Copa América com o Brasil fizeram dele o vencedor mais jovem da história do Ballon d'Or.

Luís Figo (2000): a transferência do século para o Real Madrid

Brilhou pelo Barcelona e na Eurocopa com Portugal antes de protagonizar a transferência mais controversa da época para o Real Madrid.

Assumiu a liderança do time espanhol desde sua chegada e, naquele mesmo ano, conquistou o Ballon d'Or.

Ronaldo (2002): a consagração após a Copa

Depois de superar as graves lesões sofridas na Inter de Milão, ressurgiu como artilheiro e campeão da Copa de 2002 com o Brasil.

Assinou com o Real Madrid naquele verão e conquistou seu segundo Ballon d'Or alguns meses depois.

Fabio Cannavaro (2006): o capitão da Azzurra que chegou a Madri

Liderou a Itália até o título da Copa da Alemanha de 2006, sofrendo apenas dois gols.

Após o rebaixamento da Juventus devido ao escândalo de Calciopoli, assinou com o Real Madrid e conquistou o Ballon d'Or pouco tempo depois.

Lionel Messi (2021): a glória com a Argentina e a despedida do Barcelona

Conquistou a Copa do Rei com o Barcelona e encerrou seu jejum de títulos pela seleção ao conquistar a Copa América, sendo o grande destaque do torneio.

Após sua transferência histórica e inesperada para o PSG, conquistou seu sétimo Ballon d'Or.

Lionel Messi (2023): do trono mundial no Catar à MLS

Liderou a Argentina ao título da Copa do Catar de 2022 e conquistou a Ligue 1 com o PSG.

No verão de 2023, assinou com o Inter Miami e se tornou o primeiro jogador a receber o prêmio enquanto atuava fora da Europa.

Esses exemplos mostram que um jogador pode, de fato, ganhar o Ballon d'Or poucos meses depois de mudar de clube.

Uma transferência não é um obstáculo para conquistar o prêmio.

Então, quem vai ganhar a edição de 2026?

Vamos descobrir no dia 26 de outubro, em Londres.