O peso da Amarelinha
A Copa do Mundo de 2026 começa hoje, e poucos países chegam ao torneio cercados por tanta expectativa quanto o Brasil.
A Amarelinha entra em campo mantendo um feito único: é a única seleção que participou de todas as edições da Copa do Mundo, tendo disputado 114 partidas desde o torneio inaugural, em 1930.
O Brasil também segue como o maior campeão da história da competição, com cinco títulos conquistados (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002). Itália e Alemanha aparecem logo atrás, com quatro cada. Neste ano, os sul-americanos sonham com o tão esperado hexa, que ampliaria ainda mais a vantagem brasileira no topo da lista de campeões.
Como a Itália não conseguiu se classificar para esta Copa, a principal ameaça ao recorde brasileiro vem da Alemanha.
A disputa pelos recordes
Os alemães também aparecem logo atrás em outra estatística importante: a de seleção com mais gols marcados na história das Copas do Mundo.
O Brasil ainda lidera esse ranking, com 237 gols, mas a Alemanha está muito perto, com 232.
Nas duas últimas Copas - em 2018 e 2022 - a Seleção marcou oito gols em cada edição. Será que esse número será maior desta vez? O ataque brasileiro já viveu momentos bem mais produtivos. Em 1950, por exemplo, a Amarelinha marcou 22 gols, mas nem isso foi suficiente para conquistar o título, que acabou ficando com o Uruguai.
Dos 237 gols marcados pelo Brasil na história das Copas do Mundo, 85 jogadores diferentes já deixaram sua marca pela Seleção.
No topo da lista de artilheiros brasileiros na competição está Ronaldo, vencedor de dois Ballons d'Or. O ex-atacante marcou 15 gols ao longo de três edições - 1998, 2002 e 2006 - e segue como o maior goleador do país em Copas. No ranking geral da competição, ele aparece em segundo lugar, atrás apenas do alemão Miroslav Klose, que balançou as redes 16 vezes.
Neymar de olho na história
Neymar, ídolo de 34 anos do Santos, chega para sua quarta Copa do Mundo pela Seleção com a esperança de finalmente recolocar o Brasil no topo do futebol mundial.
Indicado nove vezes ao Ballon d'Or, Neymar é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, com 79 gols. Nas Copas do Mundo, no entanto, ele ainda não aparece entre os três maiores goleadores do país. Com oito gols marcados ao longo de três edições, precisaria fazer mais sete nesta Copa para alcançar Ronaldo ou oito para superá-lo.
Marcar oito gols em uma única Copa é algo raro. Kylian Mbappé, estrela da seleção francesa e ex-companheiro de Neymar no Paris Saint-Germain, atingiu essa marca há apenas quatro anos. Mas nem isso seria suficiente para Neymar igualar o recorde brasileiro em uma única edição do torneio. Esse feito continua nas mãos de Ademir de Menezes, autor de nove gols na Copa de 1950.
Artilheiros e marcas inesquecíveis
Outros quatro brasileiros também terminaram suas respectivas Copas como artilheiros da competição: Leônidas da Silva em 1938, com sete gols; Garrincha e Vavá em 1962, com quatro gols cada; e Ronaldo em 2002, com oito gols.
Foi justamente na Copa de 1950 que o Brasil registrou sua maior goleada em uma única partida de Copa do Mundo: 7 a 1 sobre a Suécia. Ademir de Menezes marcou quatro dos sete gols brasileiros naquele jogo.
Além de Neymar, outros três jogadores convocados por Ancelotti para o torneio de 2026 já sabem o que é marcar em Copas do Mundo: Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior, que fizeram um gol cada na edição de 2022.
O que esperar do Brasil em 2026?
Como acontece em toda Copa, os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil.
Mesmo sem conquistar o troféu mais cobiçado do futebol há mais de duas décadas, a seleção sul-americana continua sendo uma das maiores potências do torneio. Afinal, nenhum país conquistou mais títulos ou marcou mais gols em Copas do Mundo.
Até onde o time de Ancelotti vai chegar em 2026? Quantos gols marcará? Quais recordes serão mantidos? E quais poderão ser quebrados?
A partir de hoje, essas respostas começam a ser escritas.
Brasil em Copas do Mundo (1930-2022)
Ano | Desempenho | Gols marcados | Artilheiro(s) |
1930 | Fase de grupos | 5 | Preguinho (3 gols) |
1934 | Oitavas de final | 1 | Leônidas da Silva (1 gol) |
1938 | Terceiro lugar | 14 | Leônidas da Silva (7 gols) |
1950 | Segundo lugar | 22 | Ademir de Menezes (9 gols) |
1954 | Quartas de final | 8 | Didi, Julinho e Pinga (2 gols) |
1958 | Campeão | 16 | Pelé (6 gols) |
1962 | Campeão | 14 | Garrincha e Vavá (4 gols) |
1966 | Fase de grupos | 4 | Garrincha, Pelé, Rildo e Tostão (1 gol) |
1970 | Campeão | 19 | Jairzinho (7 gols) |
1974 | Quarto lugar | 6 | Rivellino (3 gols) |
1978 | Terceiro lugar | 10 | Dirceu e Roberto Dinamite (3 gols) |
1982 | Segunda fase de grupos | 15 | Zico (4 gols) |
1986 | Quartas de final | 10 | Careca (5 gols) |
1990 | Oitavas de final | 4 | Careca e Müller (2 gols) |
1994 | Campeão | 11 | Romário (5 gols) |
1998 | Segundo lugar | 14 | Ronaldo (4 gols) |
2002 | Campeão | 18 | Ronaldo (8 gols) |
2006 | Quartas de final | 10 | Ronaldo (3 gols) |
2010 | Quartas de final | 9 | Luís Fabiano (3 gols) |
2014 | Quarto lugar | 11 | Neymar (4 gols) |
2018 | Quartas de final | 8 | Neymar e Philippe Coutinho (2 gols) |
2022 | Quartas de final | 8 | Richarlison (3 goals) |