O terceiro obstáculo rumo ao hexa
A Copa do Mundo de 2026 já está a todo vapor, e o Brasil mantém vivo o objetivo de resgatar o protagonismo que marcou gerações históricas da seleção e aumentar sua vantagem como maior vencedor do torneio, com cinco conquistas.
Para isso, a Seleção precisará, antes de tudo, passar pela fase de grupos - algo que só não conseguiu fazer em duas ocasiões na história: 1930 e 1966.
No caminho da Amarelinha nesta primeira etapa estão três adversários:
13 de junho - Marrocos (MetLife Stadium, East Rutherford, Nova Jersey)
19 de junho - Haiti (Lincoln Financial Field, Filadélfia, Pensilvânia)
24 de junho - Escócia (Hard Rock Stadium, Miami Gardens, Flórida)
Enquanto a bola não rola, porém, já dá para revisitar o histórico da Seleção contra cada um de seus adversários na fase de grupos.
O último deles é a Escócia.
Antes da Copa, Marrocos e Haiti somavam apenas três confrontos contra o Brasil cada, mas os escoceses já enfrentaram a Seleção dez vezes ao longo da história.
O primeiro capítulo: Glasgow, 1966
O primeiro encontro entre Brasil e Escócia aconteceu há quase 60 anos, em 25 de junho de 1966.
Foi um amistoso disputado no Hampden Park, em Glasgow, pouco antes da Copa do Mundo daquele ano, na Inglaterra. No papel, parecia um duelo simples para os sul-americanos: o Brasil era bicampeão mundial, enquanto os escoceses sequer tinham garantido vaga no torneio daquele ano. Ainda tinha um outro detalhe importante - Pelé estava em campo.
Mas, diante de cerca de 75 mil torcedores, o que se viu foi bem diferente do esperado.
Logo aos 38 segundos, Jim Baxter encontrou Stevie Chalmers, que abriu o placar antes mesmo de boa parte do público se acomodar. O Hampden Park explodiu, enquanto os brasileiros foram pegos completamente de surpresa.
Servílio até empatou cerca de 15 minutos depois, mas a Escócia manteve a intensidade e conseguiu neutralizar boa parte dos ataques brasileiros ao longo do jogo.
Alguns nomes marcaram aquela atuação histórica dos escoceses. Chalmers, além do gol, ainda ficou com a camisa de Pelé como lembrança do jogo. Billy Bremner, capitão do Leeds United e conhecido pelo estilo físico e incansável, foi um dos responsáveis por travar o meio-campo brasileiro. E Jim Baxter, que atuou com a camisa 10 naquele dia - apesar de normalmente usar a 6 -, foi o grande destaque da partida, com uma atuação que muitos consideram inesquecível. Entre eles, o próprio Pelé, que teria dito depois do jogo: “Baxter? Queria que ele fosse brasileiro.” (Stornoway Gazette)
A partida terminou empatada em 1 a 1 - um resultado comemorado até hoje na Escócia, mas que não dizia muito sobre o que ainda viria nos confrontos entre as duas seleções.
A Taça Independência: Rio de Janeiro, 1972
Seis anos depois, em 5 de julho de 1972, Brasil e Escócia voltaram a se enfrentar, desta vez em solo brasileiro.
A partida fez parte da Taça Independência, torneio criado para comemorar os 150 anos da Independência do Brasil. Conhecida no país como “Minicopa”, a competição aconteceu em um período de grandes mudanças no Brasil, marcado pelo crescimento econômico e pela ditadura militar. Depois da conquista da terceira Copa do país em 1970, o torneio também acabou servindo como uma espécie de vitrine do chamado “milagre econômico” e uma forma de reforçar o orgulho nacional.
A ideia de um torneio comemorativo de independência não era novidade no continente: a Argentina já tinha organizado o Campeonato Sul-Americano de 1916 para marcar o centenário de sua independência, e o Uruguai sediou a primeira Copa do Mundo em 1930 durante seu centenário.
A Taça Independência entrou para a história como o maior torneio internacional já realizado até então, com 44 jogos, 20 seleções e 12 cidades - até superando a Copa de 1970 em número de partidas e participantes.
Na fase de grupos, Brasil e Escócia voltaram a se encontrar, desta vez em um Maracanã completamente lotado. Como o árbitro Abraham Klein relembrou anos depois, “era a maior torcida de todo o torneio.” (FIFA Museum)
Sem Pelé, que tinha se despedido da Seleção no ano anterior, o Brasil vivia um novo ciclo, enquanto a Escócia chegava em um momento mais competitivo. Ainda assim, os brasileiros levaram a melhor.
Aos 35 minutos do segundo tempo, Jairzinho marcou de cabeça depois de um cruzamento de Rivellino, garantindo a vitória por 1 a 0. O Brasil acabaria campeão ao vencer Portugal na final.
Anos depois, já mais velho, Jairzinho resumiu o peso daquele título na era pós-Pelé: “Tivemos uma responsabilidade imensa de estar jogando no Brasil sem a presença do nosso maior ídolo, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.” (CBF)
Repetição do roteiro: Glasgow, 1973
No ano seguinte, em 30 de junho de 1973, o Brasil voltou ao Hampden Park para mais um duelo contra a Escócia.
Assim como no encontro anterior, o placar se repetiu: vitória brasileira por 1 a 0 - desta vez com um gol contra de Derek Johnstone ainda no primeiro tempo.
O empate na Alemanha: Frankfurt, 1974
Em poucos anos, a década de 70 já tinha acumulado uma sequência considerável de jogos entre Brasil e Escócia. E esse ciclo seguiu em 1974, quando os dois caíram no mesmo grupo da Copa do Mundo e se enfrentaram em 18 de junho, no Waldstadion, em Frankfurt.
O Brasil até controlou boa parte da partida, principalmente no primeiro tempo, mas não conseguiu transformar a superioridade em gols. O jogo terminou empatado em 0 a 0.
Ambas as seleções terminaram invictas na fase inicial da competição, mas apenas o Brasil avançou para a fase seguinte graças ao melhor saldo de gols. Já a Escócia acabou entrando para a história como a primeira seleção a ser eliminada de uma Copa do Mundo sem sofrer nenhuma derrota - um episódio que só aumentou ainda mais o peso desse duelo no imaginário dos dois países.
A noite de Zico: Rio de Janeiro, 1977
Três anos depois, em 23 de junho de 1977, os escoceses voltaram ao Maracanã para enfrentar o Brasil em solo sul-americano.
No início do segundo tempo, Zico - então com 24 anos - entrou em campo sob forte aplauso da torcida. Ídolo do Flamengo e já totalmente em casa no Maracanã, ele rapidamente passou a comandar o jogo.
Aos 25 minutos do segundo tempo, marcou de falta e abriu o caminho para a vitória brasileira. Pouco depois, ainda deu a assistência para o gol de Toninho Cerezo, e o Brasil fechou o jogo em 2 a 0.
Aquela partida acabou marcando o último capítulo da rivalidade entre Brasil e Escócia ao longo dos anos 70.
A goleada na Copa: Sevilha, 1982
O próximo reencontro aconteceu em 18 de junho de 1982, novamente pela fase de grupos de uma Copa do Mundo, desta vez na Espanha.
A partida foi disputada no Estádio Benito Villamarín, em Sevilha. O Brasil chegava como um dos grandes favoritos ao título, sob o comando de Telê Santana e com um elenco recheado de craques como Zico, Sócrates e Falcão - um cenário que naturalmente colocava a Amarelinha como favorita.
Mas o jogo começou de um jeito bem diferente do esperado.
Aos 18 minutos, David Narey, do Dundee United, apareceu na entrada da área, aproveitou um passe de cabeça de John Wark e acertou um chute no ângulo, mesmo com a defesa brasileira chegando. O gol surpreendeu até os próprios escoceses, já que Narey, um jogador defensivo, raramente marcava.
A vantagem, no entanto, durou pouco.
Aos 33 minutos, Toninho Cerezo sofreu falta a cerca de 25 metros do gol. Na cobrança, Zico bateu com precisão cirúrgica e colocou a bola no ângulo, sem chances para Alan Rough. O próprio goleiro depois reconheceria: “A falta do Zico foi de nível mundial. Não tinha o que fazer.” (FIFA)
O Brasil virou ainda no primeiro tempo - Júnior cruzou e Oscar completou para o gol, colocando a Seleção em vantagem.
Na etapa final, veio o lance mais marcante da partida. Aos 18 minutos do segundo tempo, uma jogada coletiva começou com Waldir Peres, passou por Falcão, chegou a Sócrates, seguiu para Serginho Chulapa - que aplicou uma caneta em Narey - e terminou com Éder.
Éder, carinhosamente apelidado de “O Canhão”, era conhecido na época por ter um dos chutes mais fortes do futebol mundial. Por causa dessa fama, todos esperavam que ele finalizasse com força quando estivesse diante do gol, incluindo os defensores escoceses e Rough. Sabendo disso, o atacante subverteu as expectativas e encobriu o goleiro com uma cavadinha perfeita, sem dar qualquer chance de defesa.
Nos minutos finais, Sócrates ainda serviu Falcão, que fechou o placar: 4 a 1 para o Brasil, até hoje a maior vitória da Seleção no histórico do confronto com a Escócia.
Depois da partida, John Wark resumiu: “Nosso erro foi marcar primeiro. Isso irritou eles. Depois disso, o Brasil nos deu uma aula.” (FIFA)
Uma nova geração: Glasgow, 1987
Cinco anos depois, as seleções voltaram a se enfrentar no Hampden Park, desta vez pela Rous Cup, um torneio de curta duração disputado entre 1985 e 1989. Criado inicialmente como um duelo entre Inglaterra e Escócia, a edição de 1987 passou a contar com um convidado sul-americano - e o Brasil foi o escolhido.
A Seleção vinha de uma Copa do Mundo frustrante em 1986, quando caiu para a França nas quartas de final. A eliminação marcou o fim de uma geração histórica: Telê Santana deixou o comando, e nomes como Zico, Sócrates e Falcão se despediram da Seleção sem conquistar o título mundial.
Sob o comando de Carlos Alberto Silva, o Brasil começava uma nova fase, apostando em jovens talentos e também na preparação para os Jogos Olímpicos de 1988. Entre os nomes que ganhavam espaço estavam craques como Dunga e Raí.
O duelo contra a Escócia foi o último jogo da Rous Cup de 1987, disputado em 26 de maio.
O Brasil abriu o placar logo no início do segundo tempo: Andy Goram até defendeu o chute de Nelsinho, mas o rebote sobrou para Raí, que completou para o gol. Dez minutos depois, Mirandinha serviu Valdo, que ampliou.
Vitória por 2 a 0, título garantido, e mais uma conquista brasileira em cima dos escoceses.
Durante as celebrações depois do jogo, jogadores de ambas as equipes trocaram camisas, e a imagem se tornou um símbolo icônico da longa ligação futebolística entre as duas nações: enquanto o capitão brasileiro Geraldão levantava o troféu, ele não estava vestindo a icônica Amarelinha do Brasil, mas sim a camisa azul-escura da Escócia.
A noite de Taffarel: Turim, 1990
Por coincidência, Brasil e Escócia voltaram a cair no mesmo grupo na Copa do Mundo de 1990, realizada na Itália.
O jogo aconteceu em 20 de junho, no Stadio Delle Alpi, em Turim. Apesar da expectativa em torno do confronto e de toda a história entre as duas seleções, o duelo acabou sendo mais travado do que brilhante. O Brasil teve mais posse de bola, mas encontrou dificuldades para criar chances claras e, quando conseguiu finalizar, parou em Jim Leighton, que teve boa atuação no gol escocês.
O momento decisivo veio, de certa forma, de maneira inesperada. Romário foi substituído aos 20 minutos do segundo tempo por Müller, e o atacante acabou aproveitando um erro de Leighton pouco depois para marcar o gol da vitória brasileira.
O grande nome da noite foi Cláudio Taffarel, que apareceu com uma defesa milagrosa no fim do jogo e evitou o empate da Escócia, defendendo uma finalização perigosa de Maurice Johnston e mandando a bola por cima do travessão.
O Brasil terminou a fase de grupos na liderança, mas não manteve o ritmo nas fases seguintes e acabou eliminado nas oitavas de final. A Escócia, por sua vez, voltou a cair ainda na fase de grupos.
O duelo no Stade de France: Saint-Denis, 1998
Seguindo uma sequência quase curiosa, os dois países voltaram a se encontrar na fase de grupos da Copa do Mundo - desta vez na abertura da edição de 1998, na França.
No Stade de France, em 10 de junho, o Brasil entrou em campo como um dos grandes favoritos, com nomes como Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos. No comando estava Mário Zagallo, técnico experiente, campeão em 1970 e 1994, e também presente em capítulos anteriores dessa longa história entre Brasil e Escócia.
E o começo foi como o Brasil imaginava: logo aos 4 minutos, César Sampaio marcou de cabeça em um escanteio e abriu o placar.
Mas, como tantas vezes nessa história, o jogo não foi simples. Ainda no primeiro tempo, a Escócia chegou ao empate em um pênalti convertido por John Collins, deixando tudo igual.
No segundo tempo, o Brasil aumentou a pressão e passou a ocupar mais o campo de ataque. A insistência acabou premiada quando Cafu finalizou e a bola desviou no zagueiro Tom Boyd antes de entrar.
Vitória brasileira por 2 a 1.
A Seleção seguiu firme na competição e chegou até a final, enquanto a Escócia, mais uma vez, acabou ficando pela fase de grupos.
Mesmo com a eliminação precoce, o técnico Craig Brown destacou o lado positivo da campanha: “Quando penso na Copa de 1998, a primeira coisa que vem à minha cabeça é orgulho. Foi um momento de muito orgulho para a seleção escocesa, porque conseguimos nos classificar para dois torneios seguidos.” (BBC Sport)
Neymar assume o palco: Londres, 2011
Apesar do confronto entre as duas seleções ter sido relativamente frequente ao longo do século XX, Brasil e Escócia ficaram mais de uma década sem se enfrentar depois da Copa de 1998.
O reencontro só aconteceu em 27 de março de 2011, no Emirates Stadium, casa do Arsenal, em Londres, em um amistoso.
A Escócia chegava embalada por duas vitórias consecutivas por 3 a 0 e entrou em campo com uma confiança moderada. Já o Brasil, por outro lado, vinha de dois amistosos sem vitória e buscava uma atuação mais convincente para retomar o bom momento.
E conseguiu.
O grande nome da noite foi Neymar. Com apenas 19 anos, o atacante já era tratado como uma das maiores promessas do futebol mundial, brilhando no Santos e chamando atenção pela habilidade e criatividade. Ele tinha ficado fora da Copa de 2010 sob o comando de Dunga, decisão bastante contestada, mas agora ganhava espaço com Mano Menezes.
Mesmo com Alexandre Pato inicialmente cotado como titular, uma lesão abriu caminho para Neymar - e ele não desperdiçou a oportunidade.
O primeiro gol veio ainda no fim do primeiro tempo, depois do passe rasteiro de André Santos, com finalização precisa no canto. O segundo saiu de pênalti, aos 32 minutos do segundo tempo, confirmando a vitória brasileira.
O placar terminou em 2 a 0, mas poderia ter sido maior: o árbitro Howard Webb não marcou uma possível mão de Stephen Craney dentro da área, e Jonas ainda perdeu uma chance clara nos acréscimos.
Mesmo assim, a superioridade do Brasil foi evidente durante praticamente toda a partida, com a Escócia recuada e focada em se defender.
Neymar foi o grande destaque, mas Lucas Moura também chamou atenção ao estrear pela Seleção principal.
Ao fim do jogo, o técnico escocês Craig Levein resumiu a dificuldade do confronto: “Uma coisa é certa - dificilmente teremos um amistoso mais duro do que esse.” (Fox Sports)
O próximo capítulo: Miami Gardens, 2026
Já se passaram 15 anos desde aquela partida em Londres.
Hoje, Neymar tem 34 anos e voltou ao Santos após mais de uma década na Europa. Ele também é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, que agora é comandada por um dos técnicos mais vitoriosos do futebol mundial: Carlo Ancelotti.
O Brasil chega à Copa do Mundo de 2026 em busca do tão sonhado hexa, mais de duas décadas depois do último título.
Do outro lado, a Escócia volta a cruzar o caminho da Seleção - uma equipe que não disputa uma Copa desde 1998, mas que vem crescendo no cenário europeu nos últimos anos.
A diferença de expectativa entre as duas seleções é clara: o Brasil ocupa a 5ª posição no ranking da FIFA, enquanto a Escócia aparece bem mais abaixo, em 41º.
Ainda assim, o momento recente das duas equipes é parecido. Nos últimos 10 jogos, ambas somam 6 vitórias - com o Brasil registrando 2 derrotas e 2 empates, e a Escócia 4 derrotas. Em termos de gols, o equilíbrio também aparece: o Brasil marcou 26 e sofreu 11, enquanto a Escócia marcou 20 e também sofreu 11.
Um ponto importante de contraste está nas comissões técnicas. O Brasil apostou em Ancelotti há pouco mais de um ano, enquanto Steve Clarke comanda a Escócia desde 2019, com mais tempo para consolidar seu modelo de jogo e conduzir a nova geração escocesa nas últimas Eurocopas.
O trabalho de Clarke é bem avaliado internamente, e ele destaca o momento positivo do grupo como um fator-chave para a Copa: “Quando assumi, tinha um certo desânimo. Agora, de repente, conseguimos nos classificar para três dos últimos quatro torneios. Os torcedores valorizam o que os jogadores conquistaram. [...] É um grupo que gosta de representar a seleção. Às vezes joga muito bem, às vezes nem tanto, mas ninguém pode questionar o comprometimento.” (FIFA)
Quando o assunto é Ballon d’Or, o Brasil leva vantagem.
A Amarelinha conta com sete nomes já indicados ao prêmio na lista da Copa: Alisson, Marquinhos, Casemiro, Fabinho, Neymar, Raphinha e Vinícius Júnior.
Já a Escócia tem apenas um representante: Scott McTominay, do Napoli, indicado pela primeira vez no ano passado.
Historicamente, porém, os dois países têm presença marcante na premiação.
Ao longo da história, o Brasil sempre teve forte presença na premiação. O país soma quatro vencedores do Ballon d'Or: Ronaldo (1997 e 2002), Rivaldo (1999), Ronaldinho (2005) e Kaká (2007). Já a Escócia teve diversos nomes indicados, mas apenas um vencedor: Denis Law, em 1964. Kenny Dalglish chegou perto, alcançando o segundo lugar em 1983.
Curiosamente, alguns jogadores das duas seleções também compartilham o mesmo ambiente em clubes, como Aaron Hickey e Igor Thiago no Brentford, além de Ryan Christie e Rayan no Bournemouth.
Não é segredo que, à primeira vista, o confronto parece desequilibrado.
Em 10 partidas entre as seleções, o Brasil venceu 8. A Escócia ainda não conseguiu vencer, mas arrancou 2 empates. No total, o Brasil marcou 16 gols e sofreu apenas 3.
Mas, como o futebol costuma lembrar, números nem sempre contam toda a história.
Como esses dados vão ficar depois do reencontro na Flórida?
O Brasil vai aumentar ainda mais a vantagem no retrospecto histórico sobre o Tartan Army, ou a Escócia vai conseguir reduzir a diferença contra a Amarelinha?
A resposta, como sempre, só vem dentro de campo.