Na última década, poucos jogadores se tornaram tão sinônimos de suas seleções quanto Achraf Hakimi é do Marrocos.

Capitão principal da equipe há dois anos, o lateral do PSG é também o segundo jogador que mais vestiu a camisa marroquina, com 102 partidas - atrás apenas do ex-zagueiro Noureddine Naybet, que lidera a lista com 115 jogos ao longo de 16 anos de carreira.

Números - Achraf Hakimi pela seleção marroquina (até setembro de 2026):

  • Estreia pela seleção principal: outubro de 2016

  • Partidas: 102

  • Gols: 12

  • Assistências: 21

  • Partidas como capitão: 23

Com apenas 27 anos, Hakimi já liderou os Leões do Atlas em alguns dos maiores momentos da história do país, ajudando a colocar o Marrocos - e o futebol africano e árabe - cada vez mais em evidência no cenário mundial.

Mas como tudo isso começou?

As raízes de um líder

Um detalhe já chama atenção logo de cara: Hakimi, hoje um dos maiores símbolos do futebol marroquino, não nasceu no Marrocos.

Ele nasceu em 1998, em Madri, na Espanha, filho de pais marroquinos.

Seus pais haviam deixado o Marrocos em busca de melhores oportunidades. Seu pai, Mohamed, é natural de Oued Zem, enquanto sua mãe, Saida, nasceu em Ksar el-Kebir.

A história da família não é incomum: os marroquinos formam o maior grupo de imigrantes na Espanha.

Hakimi cresceu em Getafe, na região de Madri, e acompanhou de perto o esforço dos pais para dar uma vida melhor a ele e aos dois irmãos. O pai trabalhava como vendedor ambulante, enquanto a mãe era empregada doméstica.

Enquanto os pais trabalhavam, Hakimi dividia seu tempo entre os estudos e sua grande paixão: o futebol. Em suas próprias palavras: "Meu coração sempre esteve no futebol. Desde o momento em que peguei uma bola, eu soube que aquele era o meu sonho." (Vogue Arabia)

Embora, no começo, pudesse parecer apenas um hobby ou um sonho distante, o talento de Hakimi era diferente. Rápido, forte e inteligente, ele já mostrava essas qualidades desde muito cedo.

Não demorou para que seu potencial chamasse atenção.

Depois de jogar pelo clube local Colonia Ofigevi, Hakimi foi descoberto e entrou nas categorias de base do Real Madrid em 2006, onde permaneceria pelos dez anos seguintes.

O começo no Real Madrid

A estreia profissional pelo clube espanhol aconteceu em 2016, aos 17 anos, durante a turnê de pré-temporada do time comandado por Zinedine Zidane.

Parecia ser o começo da grande oportunidade de sua carreira - o voto de confiança que precisava para conquistar seu espaço no time principal. Mas, pouco depois, tudo pareceu sair dos trilhos.

Pouco depois da estreia, a FIFA impôs uma suspensão a Hakimi, como parte de uma investigação sobre se o Real Madrid havia contratado ilegalmente jogadores menores de idade vindos do exterior.

Dois filhos de Zidane, Enzo e Luca, sofreram a mesma penalidade. Felizmente, tanto eles quanto Hakimi tiveram a suspensão revertida poucas semanas depois.

Ainda assim, o episódio deixou um gosto amargo para Hakimi.

Para Rabie Takassa, olheiro da federação marroquina na Espanha, o caso refletia as dificuldades injustas enfrentadas por jogadores de origem imigrante no país: "Acho que a FIFA estava mais preocupada em verificar nomes raros de imigrantes do que propriamente onde o garoto tinha nascido, e foi isso que aconteceu com ele. Viram um sobrenome marroquino e ele foi punido sem merecer. O Real Madrid e a família dele apresentaram toda a documentação necessária, mostrando que ele nasceu em um hospital em Madri, que estudou lá, que cresceu ali a vida inteira. Foi um período complicado para ele, porque não sabia quando a FIFA daria o sinal verde para voltar a jogar." (The Guardian)

De volta aos gramados após a suspensão, Hakimi fez o que sabia de melhor: jogar futebol. E continuou se destacando pelo Real Madrid Castilla, o time B do clube.

A escolha pelo Marrocos

Foi por essa época que a federação espanhola tentou convencer o lateral a aceitar uma convocação para a seleção sub-19 do país, com o próprio Real Madrid o incentivando a aceitar, enxergando nele um possível futuro como figura de destaque na "La Roja".

Apesar de ter tentado, Hakimi sentiu que aquilo não era certo: "Eu não me senti confortável... Disse que preferia continuar minha carreira - e, pelo meu pai - com o Marrocos, e as coisas deram certo por lá... Escolhi o Marrocos até antes de entrar para o time principal do Real Madrid; essa é uma decisão que você precisa tomar de acordo com o que sente. É algo mais pessoal do que alguém chegar e te falar sobre um projeto." (podcast The Bridge, reproduzido pelo Al-Batal)

"Mesmo estando longe, minha conexão com o Marrocos continua inquebrável." - Achraf Hakimi

A suspensão talvez tenha reforçado ainda mais seu distanciamento em relação à seleção espanhola.

Ao mesmo tempo, seu vínculo com o Marrocos só se fortalecia.

Embora tenha nascido e crescido na Espanha, Hakimi sempre manteve uma ligação muito forte com a terra natal de seus pais. Cresceu em um lar marcado pela cultura árabe e muçulmana, visitava o Marrocos regularmente e fazia questão de manter viva sua conexão com as tradições do país.

Antes de citar como suas maiores inspirações sua mãe, o Imã e outros árabes que vieram antes dele, Hakimi explicou: "O Marrocos sempre fez parte de mim, não importa onde eu tenha morado. É minha casa, minhas raízes, o país dos meus pais. Mesmo estando longe, minha conexão com o Marrocos continua inquebrável." (Vogue Arabia)

Essa ligação com a seleção marroquina também começou cedo. Takassa havia descoberto Hakimi ainda em 2010, e o jovem passou a conversar regularmente com o olheiro e com o diretor técnico da federação sobre o projeto da seleção.

Então, em 2016 - o mesmo ano em que sofreu a suspensão temporária - Hakimi fez sua estreia oficial pelo Marrocos.

Na visão de Takassa, a escolha sempre pareceu clara: "Não acho que Achraf jamais tenha tido qualquer dúvida." (The Guardian)

E, se alguém ainda tinha dúvidas sobre se aquela decisão valeria a pena, Hakimi tratou de responder dentro de campo.

A ascensão com os Leões do Atlas

Hakimi seguiu firme com os Leões do Atlas e, à medida que sua carreira nos clubes decolava, sua trajetória com a seleção também ganhava cada vez mais força.

Pouco menos de um ano depois de sua estreia pela seleção, em setembro de 2017, Hakimi marcou seu primeiro gol internacional na goleada por 6 a 0 sobre o Mali. Anos depois, ele revelou que, se pudesse reviver apenas um momento da carreira, escolheria justamente aquela partida: "O técnico me colocou em uma posição diferente, mas eu lutei e dei o meu melhor. Meu primeiro gol pelo Marrocos foi naquele mesmo jogo. Foi um momento especial." (ABtalks)

Desde então, Hakimi se tornou peça-chave dos Leões do Atlas em alguns dos maiores torneios do futebol mundial.

O primeiro deles foi a Copa de 2018, na Rússia. O Marrocos acabou eliminado ainda na fase de grupos, mas conseguiu um empate impressionante por 2 a 2 com a Espanha - justamente o país onde Hakimi nasceu e cresceu.

Na Copa Africana de Nações de 2021, disputada nos Camarões, o Marrocos chegou às quartas de final, mas acabou eliminado pelo Egito. Ainda assim, Hakimi deixou sua marca no torneio: marcou dois golaços de falta em partidas consecutivas, contra Gabão e Malawi, e foi escolhido para a Seleção do Torneio.

Então veio o momento que mudou para sempre a história do futebol marroquino.

O momento que mudou tudo

Na Copa de 2022, no Catar, os Leões do Atlas se tornaram a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo. Também foram a primeira seleção árabe a alcançar essa fase e a segunda nação de maioria muçulmana a fazê-lo, depois da Turquia, em 2002.

No centro daquela campanha histórica, que terminou com o Marrocos em quarto lugar, estava Hakimi. Nas oitavas de final, foi dele a cobrança de pênalti que eliminou a Espanha e colocou o país nas quartas.

Para quem conhecia sua história, a cena tinha um significado especial: o garoto nascido em Madri acabava de eliminar a seleção espanhola e manter vivo o sonho do Marrocos.

O desempenho histórico no Catar rendeu uma homenagem a todo o elenco. Todos os jogadores da seleção que participaram da Copa receberam a Ordem do Trono, uma das principais condecorações concedidas pelo governo marroquino.

Pouco depois, um estádio municipal em Ksar el-Kebir, cidade natal da mãe de Hakimi, foi rebatizado como Estádio Achraf Hakimi.

E a sequência de momentos históricos não parou por aí.

De feito em feito

Meses após a campanha no Catar, os Leões do Atlas de Hakimi derrotaram o pentacampeão mundial Brasil pela primeira vez na história, em um amistoso disputado em casa, em Tânger.

Naquele ano, o Marrocos acabou eliminado nas oitavas de final da Copa Africana de Nações, disputada na Costa do Marfim. Mas, em 2024, o país voltou a fazer história: pela primeira vez, conquistou uma medalha olímpica no futebol.

Capitão da equipe, Hakimi liderou os Leões do Atlas até o bronze, contribuindo com um gol e uma assistência contra o Iraque e os Estados Unidos. Na disputa pelo terceiro lugar, ainda marcou na goleada por 6 a 0 sobre o Egito.

Em outubro de 2025, Hakimi voltou a colocar seu país no topo - mais uma vez, às custas da seleção de seu país de nascimento. O Marrocos quebrou o recorde mundial de vitórias consecutivas no futebol internacional, superando a marca anterior da Espanha, de 15 triunfos seguidos.

A sequência chegou a incríveis 19 vitórias consecutivas, entre junho de 2024 e dezembro de 2025.

Ela terminou com um empate por 1 a 1 contra o Mali, na Copa Africana de Nações de 2025, disputada no próprio Marrocos. Hakimi voltou a se destacar na competição e foi escolhido para a Seleção do Torneio, mesmo atuando lesionado.

Apesar de o Senegal ter vencido a final dramática por 1 a 0, em circunstâncias controversas, a CAF reverteu a decisão em março e concedeu retroativamente o título ao Marrocos. A entidade entendeu que o Senegal havia abandonado a partida quando seus jogadores deixaram o campo e se recusaram inicialmente a retornar.

Com isso, o Marrocos passou a ter dois títulos da AFCON - o primeiro havia sido conquistado 50 anos antes, em 1976.

Mesmo assim, em entrevistas desde então, Hakimi continuou falando sobre o sonho de conquistar um troféu com a seleção. A conquista retroativa da AFCON não trouxe a sensação de euforia e triunfo que ele tanto desejava: "Eu gostaria de conquistar algo pelo Marrocos. Quando você vence algo pelo seu país, é uma sensação especial." (ABtalks)

Esse sonho não se concretizou na Copa do Mundo de 2026, na América do Norte, mas o Marrocos voltou a impressionar e chegou às quartas de final pela segunda vez consecutiva - algo inédito para uma seleção africana na história do torneio.

Um líder para toda a África

Hakimi também acumulou uma série de marcas individuais durante a competição.

No empate de estreia do Marrocos contra o Brasil, ele ultrapassou Hakim Ziyech e se tornou o jogador marroquino com mais partidas disputadas em Copas do Mundo.

Depois, na vitória por 4 a 2 sobre o Haiti, pela fase de grupos, marcou seu primeiro gol em Copas do Mundo.

Naquela que seria sua 100ª partida pela seleção, Hakimi também ajudou o Marrocos a eliminar a poderosa Holanda do torneio.

E talvez a marca mais impressionante de todas: em 2026, Hakimi se tornou o jogador africano com mais partidas disputadas em Copas do Mundo, chegando a 16 jogos.

"Tenho muito orgulho de ser africano e de mostrar isso ao mundo." - Achraf Hakimi

Hakimi se orgulha desse feito - não apenas por ser marroquino, mas também por representar o futebol africano como um todo: "As pessoas tentam desmerecer as seleções africanas - acham que não somos capazes de fazer algo grande. Mas temos visto a evolução do futebol africano. Tenho muito orgulho de ser africano e de mostrar isso ao mundo." (ABtalks)

Por isso, ele comemora não apenas as conquistas do Marrocos, mas também as de outras seleções do continente: "Tantas seleções africanas avançaram para as fases eliminatórias da Copa de 2026. E, para alguns países, ninguém imaginava que isso fosse possível - como Cabo Verde. É a primeira Copa do Mundo deles. É incrível." (ABtalks)

Seguindo essa ideia de valorizar a África e ajudar a desenvolver o futebol no continente, Hakimi criou, em 2023, a Fundação Achraf Hakimi. A organização tem como objetivo apoiar crianças e jovens de comunidades carentes e já realizou projetos não apenas no Marrocos, mas também em outras partes da África.

Entre as iniciativas estão a criação de um centro de futebol para crianças em Ouaoula, no Marrocos, e o apoio a uma escola em Arusha, na Tanzânia.

Muito além do futebol

A motivação por trás desse trabalho vem, em grande parte, da própria história de vida de Hakimi. 

Ao falar sobre um torneio beneficente que organizou durante a pandemia para arrecadar dinheiro para famílias em dificuldades financeiras, ele explicou: "Quando eu era criança, eu não tinha nada. Meu pai trabalhou duro por nós. Agora posso ajudar essas pessoas, então eu faço isso." (BBC Sport)

E, quando fala sobre o segredo por trás dos últimos anos incríveis da seleção marroquina, Hakimi também aponta para a importância da família: "Acho que o segredo é simples. Temos um ótimo ambiente entre nós. A gente se diverte, dança, ri, joga cartas e passa o máximo de tempo possível junto. Isso é o mais importante - porque nos sentimos como uma família." (ABtalks)

Essa sensação de que a seleção é uma família também reflete aquilo que talvez seja mais importante na vida de Hakimi: sua própria família.

A família por trás do capitão

Hakimi nunca esqueceu tudo o que seus pais fizeram por ele - os sacrifícios, o trabalho duro e todo o esforço para lhe dar a melhor oportunidade possível na vida.

"Minha maior conquista foi poder dizer aos meus pais que eles não precisavam mais trabalhar." - Achraf Hakimi

Quando o Marrocos venceu a Bélgica na Copa de 2022, Hakimi correu direto para a arquibancada para comemorar com a pessoa que tornou seu sonho possível: sua mãe.

Como ele mesmo já contou: "Minha maior conquista, além dos títulos e realizações pessoais, foi poder dizer aos meus pais que eles não precisavam mais trabalhar. Aquele momento significou tudo para mim - mostrar a eles que os sacrifícios valeram a pena, e que eu podia sustentá-los enquanto seguia minha paixão. Essa é, sem dúvida, minha conquista mais significativa." (Vogue Arabia)

É esse mesmo amor pela família que torna tão forte e especial o vínculo de Hakimi com a seleção marroquina.

Talvez seja também por isso que, em entrevistas, passe tanto tempo elogiando seus companheiros - a família que o futebol lhe deu.

Como capitão, Hakimi faz questão de que cada jogador marroquino se sinta parte dessa família.

Isso fica claro na forma como fala do jogador mais velho do elenco, o goleiro Munir Mohamedi, de 37 anos: "Acredito que ele é um líder, mesmo quando não está em campo, e isso é o que mais importa. Ele é o jogador mais velho da seleção, e isso é importante. Quando alguém com esse tipo de experiência fala com você pelo bem do time, precisamos ouvi-lo." (ABtalks)

O mesmo acontece quando Hakimi fala sobre a emoção que sentiu ao ver o atacante Soufiane Rahimi, de 30 anos, marcar seu primeiro gol em Copas do Mundo, em 2026, contra o Haiti: "Quando ele marcou o gol e começou a chorar, todos ficamos emocionados. Quase choramos junto com ele, porque ele é um de nós. Vivemos essa jornada com ele e sabemos tudo pelo que ele passou até chegar a esse momento." (ABtalks)

Essa maneira de enxergar a liderança é algo que Hakimi aprendeu com Zidane, durante sua passagem pelo Real Madrid: "Aprendi muito com ele, especialmente a forma como falava com os jogadores - como um pai fala com seus filhos. Ele sempre quis o melhor para mim. Falava com a gente como se fôssemos seus próprios filhos, como se estivesse dando conselhos ao filho dele, o Luca, e queria o melhor para mim. Aprendi muito com o Zidane." (Clique, na Canal+)

O sonho de levantar a Copa

Talvez essa ideia de que a seleção é uma família explique por que Hakimi coloca sua trajetória com o Marrocos acima de tudo no futebol, assim como coloca a própria família acima de tudo na vida.

Ele pode ser indicado ao Ballon d’Or, ter sido o jogador mais veloz já registrado na história da Bundesliga e ter conquistado duas Ligas dos Campeões seguidas pelo PSG. Mas, acima de tudo, seu foco continua nos Leões do Atlas: "Talvez a gente vença a Copa do Mundo um dia. Por que não? Seria a primeira vez que uma nação africana venceria. A primeira vez que o Marrocos venceria. O país inteiro celebraria como nunca. Espero viver esse dia. Erguer a taça como capitão do Marrocos seria algo realmente especial." (ABtalks)

Conquistas notáveis - Achraf Hakimi pela seleção marroquina (até setembro de 2026):

  • Quarto lugar na Copa do Mundo: dezembro de 2022

  • 19 vitórias consecutivas: junho de 2024 a dezembro de 2025

  • Medalha de bronze olímpica: agosto de 2024

  • 34 jogos invicto (26 vitórias e 8 empates): agosto de 2025 a julho de 2026

  • Campeão retroativo da AFCON de 2025: março de 2026

  • Segunda classificação consecutiva para as quartas de final da Copa do Mundo: julho de 2026

Das 102 partidas que Hakimi disputou pelo Marrocos, ele venceu a grande maioria (70), empatou um número bem menor (18) e perdeu uma quantidade ainda menor (14).

Com Hakimi em campo, os Leões do Atlas também conquistaram resultados históricos, incluindo as primeiras vitórias do país sobre seleções de peso como Bélgica, Espanha, Portugal e Brasil.

Agora, ele precisa de apenas mais 14 partidas para superar o recorde de Noureddine Naybet e se tornar o jogador com mais jogos pela seleção marroquina. Só em 2026, Hakimi já entrou em campo 13 vezes pelos Leões do Atlas, então tudo indica que essa é mais uma marca que ele deve alcançar em breve.

Afinal, o que mais o indicado ao Ballon d’Or pode conquistar pelo seu país?

O mundo está ansioso para descobrir.