Na madrugada de segunda-feira, no ambiente intenso do Estádio Azteca, a Inglaterra fez uma de suas atuações mais marcantes em Copas disputadas fora de casa ao vencer o México por 3 a 2.

O resultado garantiu a classificação para as quartas de final, onde a equipe enfrenta a Noruega no próximo fim de semana.

Embora todo o elenco de Thomas Tuchel tenha motivos para se orgulhar das atuações individuais, um nome se destacou: Jude Bellingham, que mostrou exatamente as qualidades que o colocaram entre os indicados ao Ballon d'Or.

O meio-campista do Real Madrid teve impacto direto no setor ofensivo, especialmente com dois gols em rápida sequência, além de contribuir defensivamente durante os 90 minutos.

Ao apito final, era o favorito claro ao prêmio de melhor em campo.

Jude Bellingham vs México

  • Minutos jogados: 90

  • Gols: 2

  • Finalizações no alvo: 3

  • Contribuições defensivas: 7

  • Passes no campo adversário: 8

Não foi a primeira grande atuação de Bellingham neste torneio. Já na estreia contra a Croácia, ele foi incansável na recuperação de bola, vencendo praticamente todos os duelos disputados. No segundo tempo, uma arrancada pela direita terminou em um chute forte que garantiu a vitória inglesa.

Contra o Panamá, também foi estatisticamente o melhor jogador da Inglaterra, com um gol e uma assistência.

Ao longo da competição, Bellingham vem sendo decisivo para as ambições inglesas nas Américas, como mostram seus números.

Um jogador de grandes jogos, que faz jus à reputação que construiu.

5 - Participações em gols

No total, Jude Bellingham somou 21 participações em gols ou assistências em 53 jogos pela seleção inglesa - um registro bastante sólido para um jogador que, desde a estreia em 2020, já foi utilizado em três funções diferentes no meio-campo.

Das 48 partidas em que foi titular, atuou duas vezes como “número 6”, em 32 ocasiões como meio-campista central e, em 14 jogos, teve liberdade total para atuar mais avançado, como peça ofensiva.

Curiosamente, cinco desses 14 jogos aconteceram nesta Copa do Mundo, com o jogador do Real Madrid atuando à frente de um meio-campo formado por Anderson e Rice/Rogers. Essa liberdade se refletiu diretamente em campo, com um número de participações em gol igual ao de partidas disputadas.

Até então, ele só havia alcançado algo semelhante em uma sequência de cinco jogos em uma ocasião anterior - embora dois desses jogos tenham sido amistosos.

12 - Total de finalizações (9 no alvo)

A quantidade de finalizações de Bellingham é consistente com o que ele já vinha apresentando tanto no Real Madrid na temporada 2025-26 quanto pela seleção inglesa nos últimos anos.

Dois fatores, no entanto, destacam ainda mais esse desempenho.

Primeiro, o contexto: trata-se de números alcançados no palco mais importante do futebol mundial. Não é o mesmo que acumular finalizações em jogos de classificação mais tranquilos - é performar no Estádio Azteca, diante de 80 mil torcedores.

Além disso, chama atenção sua taxa de conversão de 33%, a mais alta entre jogadores com números de dois dígitos em finalizações neste torneio.

Bellingham não está apenas finalizando com frequência. Ele está tornando cada finalização realmente perigosa.

8 - Passes decisivos

Com a função de dar suporte a Harry Kane no último terço e evitar que o atacante do Bayern de Munique ficasse isolado, faz sentido que a assistência de Bellingham tenha sido justamente para o capitão da Inglaterra: um cruzamento preciso contra o Panamá, que Kane finalizou de cabeça.

Além disso, o meio-campista somou mais sete passes decisivos - o segundo maior número da seleção inglesa, atrás apenas de Declan Rice.

Em alguns momentos, o jogador de 23 anos foi criticado por tentar resolver jogadas sozinho, assumindo demais a responsabilidade quando o time enfrentava dificuldades.

No entanto, sua capacidade de distribuição na Copa contradiz essa percepção.

347 - Oportunidades de recepção

Outra estatística que ajuda a refutar a ideia de que Bellingham joga de forma individual é o volume de “opções de passe recebidas” - o mais alto do torneio. Essa métrica, relativamente recente, registra quantas vezes um jogador se posiciona para receber a bola.

Em média, ele se oferece a cada 61 segundos, funcionando como uma válvula de escape constante para os companheiros sob pressão.

Nenhum outro jogador no torneio aparece tantas vezes nessa estatística.

Além disso, sua mobilidade também chama atenção: Bellingham percorreu 34,86 km em cinco jogos da Copa do Mundo, evidenciando sua intensidade física ao longo da competição.